capítulo 38

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NÃO ESQUEÇAM DE VOTAR.  BOA LEITURA 📚

O Alex ainda permanecia parado perto da porta, me observando com uma expressão carregada de nojo e raiva, como se a minha simples presença fosse suficiente para revirar o estômago dele. Seus olhos pareciam me atravessar, lançando faíscas de desdém e deixando claro que, para ele, eu era o motivo de todo aquele desconforto. Ele mantinha os braços cruzados, a postura tensa, como se estivesse se segurando para não falar algo ainda pior do que o silêncio cortante que já preenchia o ambiente. Cada segundo que ele continuava ali, imóvel, apenas intensificava o peso daquela atmosfera sufocante.

— Então começa a explicar. — disse rudemente, com os olhos fixos em mim.

— Alex, não tem nada entre mim e seu irmão. Foi um deslize, um erro. — falei, tentando parecer firme, mas a minha voz tremia.

Ele deu um passo à frente, descruzando os braços.

— Então um beijo não significa nada para você? — perguntou, o tom ácido.

— Não... Eu não quis dizer isso... — fraquejei, desviando o olhar. — Eu não sei o que dizer.

— A quanto tempo isso está acontecendo? — exigiu, sua voz carregada de raiva e mágoa.

Eu abri a boca, mas nenhuma palavra saiu. O peso da culpa era maior do que qualquer desculpa que eu pudesse dar.

— eu o conheci a três meses... eu estava na lanchonete , eu vi ele levar um tiro bem na minha frente . — sentir medo por estar falando aquilo em voz alta .

— então era por isso que você estava no hospital naquele dia? Por causa dele . — tentou manter a voz calma. 

— sim,  depois daquele dia eu nunca mais o vi,  e  quando eu cheguei aqui e vi ele parado bem na minha frente eu fiquei muito surpresa . — confessei .

— e porque você não disse nada,  por vocês dois mentiram para todo mundo . Porque não falaram que já haviam se conhecido?

— eu não sei! — me exautei — talvez por medo...— parei para respirar. 

— você sabe que no fim de tudo isso,  alguém vai  saia ferido, e pode ser qualquer um de nós.

— eu sei — não conseguia olhar para o seu rosto, talvez por vergonha , ou nojo de mim mesma .

— ele é o cara? — o silêncio havia poeirado pelo o ar por um breve momento até ele vim com essa dúvida estranha .

— do que estar falando? — não fazia ideia aonde ele queria chegar com isso .

— Sarah,  quando eu te conheci no  hospital e  levei você para a minha casa , você me falou que havia conhecido um cara , e que ele havia mexido com você. Que você estava apaixonada.  Então me fala ele é o mesmo cara? — Sua voz estava tensa , e ao mesmo tempo com medo da minha resposta. 

— sim . — desviei o olhar .

Ele passou a mão pelos cabelos com um gesto lento e nervoso, levando-os até a nuca, como se tentasse encontrar algum alívio para o turbilhão de emoções que o dominava. Seus olhos fixaram-se nos meus, carregados de algo que eu não conseguia decifrar por completo. Frustração? Raiva? Talvez nojo. Ou seria arrependimento? Era como se cada uma dessas emoções se misturasse, criando uma expressão tão intensa que me fez estremecer. Por mais que eu tentasse, não conseguia decifrar exatamente o que ele estava sentindo naquele instante, mas uma coisa era certa: a confusão dele parecia ecoar dentro de mim, deixando o ambiente ainda mais pesado.

— você ainda sente o mesmo por ele? — vi seus lábios tremerem.

— eu nunca estive tão segura sobre os  meus sentimos antes . Eu o amo . — cada palavra foi como um golpe em seu peito.

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