Capítulo III - O Bom Filho a Casa Torna / Parte 5: James Morris

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Após acordar, ainda de manhã, tomei um banho, vestindo-me casualmente em seguida. Continuava a pensar no fato de ter salvo o garotinho; isso havia mexido com meus sentimentos mais nobres. Mas algo instigava-me mais... O que o que o infeliz do Edgar havia feito no dia anterior? O que havia aprontado após sair do escritório, após aquela briga, por Deus! O que teria acontecido para que ele estivesse banhado em ódio? A curiosidade me consumia; prova disso era o fato de já estar dirigindo próximo à casa do bastardo. Sentia-me bem por entrar na cabeça de meu desejado amigo aos poucos, e isso era impagável.

Diminuí a velocidade aproximando-me da casa de Edgar; não conseguia ver o maldito sedã negro. Teria o infeliz já saído? O mais provável era que o desgraçado passara a noite na casa de sua mulher. Mas onde estaria? Com certeza não no trabalho, não depois do que vi no dia anterior. Tudo bem, tudo bem, poderia aguardar um pouco mais; céus, já aguardara até então. No momento, precisava abastecer meu próprio carro e começava a sentir fome. Acendi um cigarro, lembrando-me de um posto não muito distante de onde estava e que possuía uma boa comida. Passaria por lá antes de continuar minha busca.

Aproximando-me do local, notei um conhecido carro em tom escuro. Edgar, seu desgraçado! Desacelerei, não por medo e sim por impulso, afastando-me um pouco.

"O que ele está fazendo ali uma hora dessas?", pensei.

Estacionei de onde pudesse visualizar qualquer movimento próximo ao local, julgando manter uma distância ideal para não ser percebido. Quando me dei conta de que a bendita espera poderia levar alguns instantes, tirei o maço de cigarros do bolso, acendendo um cigarro.

Fique o tempo que precisar, Edgar. Eu sou paciente; o maldito destino é paciente.

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