Capítulo VI - O Epitáfio e o Espetáculo / Parte 12: Edgar Visco

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Alheio a tudo que acontecia em meio à minha amada Circodema, deitava-me em meu humilde quarto, sobre minha humilde cama no velho hotel na beira da estrada. Tragava profundamente a maconha que queimava no meio dos meus dedos.

A vida é uma imensa e ingrata teia de aranha. Cada fino traço representa um dos possíveis e infinitos destinos que poderemos ter. Cada traço ligando-nos a diferentes pessoas, levando-nos a diferentes situações; sobrepondo-se, ampliando-se e se destruindo. Estamos completamente enganados se pensamos que somos a aranha a tecê-los, pois não passamos do inseto preso à infinita e à perfeita teia, da qual não temos a mínima possibilidade de escapar. A aranha talvez seja o próprio destino, ou o Ka, nas palavras do consagrado escritor norte-americano, Stephen King. Hora ou outra, a mesma nos devorará... lentamente... friamente... finalmente.

Liberte-seHistórias para pegar e não largar. Descubra agora