Capítulo V - Um Espectro Ronda Circodema / Parte 12: Linda Rivera

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Frente à casa de meu querido e ausente noivo, pedi o táxi para parar.

"Você pode esperar um momento, por favor?", pedi ao taxista, que assentiu. "Obrigada!".

Caminhei em direção a porta. Precisávamos conversar. Precisava saber o que estava passando em sua cabeça. Eddie... Ocorreu-me que provavelmente vivia os piores dias de meu relacionamento, coincidindo com o próprio noivado. Talvez devesse ter dado mais ouvidos para Bonnie quando ela disse para nunca, realçando a palavra com seu tom extravagante, nunca me casar. Talvez houvesse algum tipo de sabedoria naquela fala.

Mas Eddie... Ele era especial. Balancei minha cabeça, afastando a ideia boba.

Toquei a campainha uma vez e esperei. Nada. O carro dele também não estava lá. Mesmo sabendo que não obteria respostas, tornei a tocar. Novamente, silêncio.

"Porra, Edgar!", resmunguei, virando-me. "O que há de errado contigo?".

Tirei o celular da bolsa, voltando ao táxi. Uma, duas vezes. Nada!

"Que se foda você, Edgar!", gritei, entrando no carro vermelho e batendo a porta.

Passei o endereço de minha casa para o taxista, voltando aos meus devaneios.

***

"O que há de errado com você, Eddie? O que diabos há de errado com você?!"

No fundo, temia já saber a resposta.

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