A comida tinha acabado de chegar quando a morena ajeitou o bebê nos braços, cobrindo discretamente com um paninho claro enquanto o amamentava. O pequeno sugava com calma, enquanto ela acariciava sua cabecinha com ternura, alheia aos olhares ao redor.
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R7 observava a cena com um sorriso bobo no rosto, os olhos brilhando com uma mistura de amor e admiração. Pegou um pequeno buquê de flores do banco ao lado, que havia comprado discretamente no caminho, e estendeu pra ela.
— *Pra mulher mais incrível que eu conheço...* — disse, com a voz baixa e cheia de carinho.
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Morena o olhou surpresa, aceitando o buquê com um sorriso tímido, os olhos marejando. Ela cheirou as flores, emocionada.
— Você ainda consegue me surpreender… — ela disse, rindo baixinho.
— É pouco perto do que você merece — ele respondeu, pegando na mão dela com cuidado, enquanto o garçom colocava os pratos na mesa.
Logo o bebê terminou de mamar e adormeceu sereno nos braços da mãe. Morena ajeitou o paninho, encostando o bebê no carrinho ao lado da mesa, enquanto R7 se levantava para ajudá-la.
— Pronto. Agora ele dorme e a gente janta em paz, né? — ela brincou, sentando novamente.
— Em paz… — R7 repetiu, mas com um tom amargo. Pegou o garfo, mas não comeu de imediato. Seus olhos perderam o brilho por um instante. — Morena… eu tô me segurando, mas... não vejo a hora de ir atrás do Caveira. Juro por tudo que ele fez que ele vai pagar. Aquele maldito quase destruiu a nossa vida.
Morena o encarou, séria, colocando os talheres devagar sobre a mesa.
— Ei… olha pra mim. — R7 levantou os olhos. — Eu sei que você tá com raiva. Eu também tô. Ele fez muita coisa errada, e eu não esqueci. Mas agora… agora a gente tem uma vida pra cuidar. O nosso filho precisa de você inteiro, vivo, presente. Eu não quero que você vá atrás dele de cabeça quente e acabe perdendo tudo o que a gente tem.
— Mas eu não vou conseguir fingir que nada aconteceu. Ele mexeu com a gente, quase te matou…
— E a melhor vingança é a gente estar aqui. Vivos. Juntos. Felizes. — Ela apertou a mão dele com força. — Não tô dizendo pra deixar barato. Mas pensa. Planeja. Faz isso com inteligência. Porque se você for no impulso, vai acabar se machucando — ou pior, vai deixar a gente aqui sem você.
R7 suspirou fundo, desviando o olhar pro bebê, que dormia tranquilo no carrinho.
— Eu só… eu só tenho medo de não fazer nada e ele voltar.
— E é por isso que a gente precisa estar um passo à frente. Mas com calma. Você prometeu que ia mudar por nós, lembra?
Ele assentiu lentamente.
— Prometi, e vou cumprir. Mas eu juro… quando chegar a hora certa… ele vai pagar.
Morena apenas assentiu, voltando a comer.
— Quando for a hora certa… a gente vai saber. Mas por agora, só me promete que vai voltar pra casa comigo em segurança hoje. Só isso.
R7 sorriu, mais calmo, e levou a mão dela até os lábios, beijando com delicadeza.
— Prometo.
E naquela noite, entre garfadas e olhares silenciosos, os dois sabiam que a guerra não tinha acabado. Mas pela primeira vez, tinham um motivo verdadeiro pra lutar: a família que estavam construindo.
Morena
Mano… eu juro, eu tava nas nuvens ainda por causa das flores. Aquele buquê que o R7 me deu… coisa mais linda. Eu amei de verdade. Nem parecia que a gente tinha passado por tanta coisa. O jantar foi tranquilo, o bebê mamou de boa e capotou no meu colo, parecendo um anjinho.
Botei ele no carrinho com todo cuidado, ajeitei o paninho e terminamos de jantar. Tava tudo certo, tudo suave. Pelo menos até a gente sair do restaurante.
R7 me ajudou com o bebê, colocou ele direitinho na cadeirinha, e a gente entrou no carro. No caminho, ele já ficou estranho.
— Tem um carro preto seguindo a gente. — ele falou, com a cara fechada.
Na hora, meu coração deu um pulo.
— Como assim, R7?
— Tá ali ó, desde que saímos. Tô achando estranho. — e começou a acelerar mais.
Sem pensar, soltei o cinto e fui direto pra trás, onde o bebê tava. Me joguei em cima da cadeirinha, abracei ele forte, como se meus braços fossem blindagem. Só conseguia pensar em proteger nosso filho.
A estrada parecia cena de filme. Escura, vazia, e o carro ganhando velocidade.
— R7, pelo amor de Deus, vê se não faz besteira!
— Relaxa, Morena. Eu vou despistar esses caras.
Ele fez umas manobras sinistras, entrou em umas ruas aleatórias, apagou farol… coisa de doido. Mas funcionou. O carro sumiu.
— Pronto. Acho que despistei.
Mas eu ainda tava com o coração saindo pela boca.
Chegamos em casa, e ele já desceu do carro no modo alerta total. Me ajudou com o bebê, a gente entrou, e eu subi direto pro quarto.
Troquei o neném, botei o pijaminha, enchi ele de beijo… tudo no maior cuidado. Ele dormia tão em paz, nem imaginava o caos que tava rolando em volta.
Enquanto isso, lá embaixo, o R7 já tava na ligação, pistola.
— Bota segurança redobrada nessa porra, ouviu? Agora. Quero todo mundo ligado. Se tiver alguém do Caveira rondando, quero saber quem é, da onde veio, o CPF, o RG, tudo. Ninguém encosta na minha família.
Fiquei sentada na beira da cama, tentando respirar fundo. Mas tava difícil. A adrenalina ainda me dominava.
Olhei pro nosso bebê dormindo, e ali eu entendi: não importa o que aconteça, a gente vai proteger ele com tudo. Se o Caveira acha que vai derrubar a gente, tá muito enganado.
Agora, é olho aberto o tempo todo. Porque a guerra ainda não acabou. Mas nós também não. E dessa vez… tamo mais forte do que nunca.