Morena
O silêncio da casa era profundo, quebrado apenas pelo som da chuva fina lá fora e pelo tic-tac do relógio na parede da cozinha. Logo me assustei com um barulho e quando virei era ele,veio até me ele apertou o abraço, colando nossas testas. Eu conseguia sentir o calor que emanava dele, um contraste absurdo com o frio que a lâmina da faca tinha deixado na minha mão agora pouco.
- Tu tá tremendo, Morena - ele murmurou, a voz descendo uma oitava, carregada de uma preocupação que ele só mostrava entre aquelas quatro paredes. - Tira esse peso das costas. Ninguém entra aqui sem passar por mim primeiro. Tu sabe disso.
- Eu sei, R7... é que o corpo não esquece, entende? - suspirei, fechando os olhos e me entregando ao contato. O cheiro dele era meu calmante particular. - Qualquer sombra vira ameaça.
Ele selou nossos lábios num beijo lento, possessivo, mas que carregava uma promessa de cuidado. A mão dele subiu da minha cintura para a minha nuca, os dedos calejados se enroscando no meu cabelo, me puxando para mais perto, como se quisesse me fundir a ele. Por um instante, o perigo lá fora deixou de existir. Só existia a pressão da sua boca na minha e a segurança do seu domínio.
Mas o momento foi interrompido por um chiado baixo vindo da babá eletrônica sobre a mesa. Um resmungo manhoso, seguido de um choro baixinho, quase um pedido de socorro.
R7 se afastou apenas alguns centímetros, a respiração ainda pesada, o olhar fixo no meu.
- O herdeiro chamou - ele disse com um sorriso de canto, aquele que sempre me desarmava. - Acho que ele sentiu o cheiro do pai e resolveu cobrar a presença.
- Ele tem o seu gênio - brinquei, sentindo meu coração finalmente desacelerar. - Se não tiver atenção na hora que quer, o mundo cai.
R7 me deu um último selinho e se virou, caminhando em direção ao corredor escuro. Eu o segui com o olhar. Ver aquele homem, que era o terror de muitos lá fora, caminhando com passos leves para não assustar um bebê de meses, era a minha maior paz.
Fui logo atrás, parando na porta do quarto. A luz do abajur de nuvem iluminava o berço. R7 já estava inclinado, pegando o pequeno no colo com uma facilidade impressionante. O bebê, que antes choramingava, grudou a mãozinha na corrente de ouro no pescoço do pai e se calou na hora.
- Fala, meu parceiro... - R7 sussurrou, ninando o menino. - Sonhou com os cana de novo? Relaxa, o pai tá na base. Ninguém encosta.
Fiquei encostada no batente da porta, observando as minhas duas maiores joias. R7 olhou para mim por cima do ombro, os olhos brilhando.
- Vem cá, Morena. A família tá completa.,
O Retorno e a Calma Familiar
Morena
Senti mãos na minha cintura um cheiro famíliar,
Logo me virei vendo a cara de assustado do R7,já que eu estava com a faca na mão
R7-ih vira isso pra lá- logo se afastou- parece que não conhece mas o meu toque
-Nao que isso- soltei a faca na bancada-e que fiquei um pouco assustada depois de tudo que houve cmg
-Morena abaixa a guarda eu sei que foi tudo muito pesado pra tu,mas agora quem mexe contigo e com meu pequeno vai se ver comigo vocês são minhas jóias tlgd
-To ligada- Sorri fraco
Ele se aproximou,me puxou,batendo nossos corpos senti o calor quente do seu corpo,
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Vivendo
RomansEntre favelas rivais,Tudo pode acontecer Cada um com a sua história Personagem principal Morena
