Fim de festa

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Enfim a festa foi maravilhosa,Morena e R7 ficaram arrumando tudo,pra poder limpar o salão,morena pegou a chave do carro,e foi até o carro que estava na frente do salão de festa, enquanto R7 fechava mas uma caixa

Morena chegou no carro,abriu o porta malas,e logo botou a caixa,como já era muito tarde da noite, não tinha quase ninguém na rua,logo Morena sentiu alguém observa ela quando olhou

Era um homem de capuz com um cigarro na mão todo de preto,parecia estar bêbado cambaleando daquele jeito,olhou pra morena e se escorou na parede,observando ela fechar o porta malas

-Que sonho de mulher em- disse meio embolado, mordendo os lábios e secando ela de cima a baixo

Morena estava tão cansada que apenas se apressou entrando no salão onde viu R7, guardando as mesas da festa

O salão já estava quase todo vazio, restavam só as últimas bexigas murchas pelo chão e o cheiro doce de bolo com refrigerante.

-Oque foi- R7 falou percebendo a carinha dela,que além de cansada parecia estar desconfortável

-Nada demais- ela disse e logo foi pegando a vassoura

-Eu ti conheço- foi até ela tirando a vassoura das mãos dela e levantando o rosto pra olhar pra ele

-E que tem um homem lá fora que falou merda comigo- Ela nem terminou de falar,Morena tentou segurar ele mas logo ele saiu

Lá fora, o homem ainda estava encostado no muro, de boné baixo e olhar atrevido.

R7 saiu com o semblante fechado, limpando o suor da testa com o antebraço.
O vento da madrugada soprava leve, mas havia algo no ar — aquela tensão silenciosa que ele conhecia bem.

R7 parou a poucos metros dele, firme, sem precisar levantar a voz:

—Qual foi. Tá procurando alguma coisa?

O sujeito deu um meio sorriso torto.
— Só tava olhando... bonita ela, hein? Tua mulher?”

R7 deu um passo pra frente, o olhar gelando.
— “É. E se olhar pra ela assim de novo, vai acabar te dando problema.”

O cara tentou disfarçar, dando risada.
— “Calma aí,não precisa disso, só elogiei...

R7 não piscou.
— “Elogio é o que se faz com respeito. Agora vaza, antes que eu te faça esquecer o caminho de casa.”

O homem bufou, olhou pra ele por um segundo a mais do que devia — e depois saiu andando rápido, sumindo na esquina.

R7 esperou até perder ele de vista, respirou fundo e voltou pra dentro.
Morena tava encostada na parede, abraçando os próprios braços, ainda meio abalada.

— Sabe quem era? — ela perguntou, num fio de voz.

— “Nunca vi aqui no morro mas não é Ninguém que valha a pena lembrar.— respondeu, chegando perto dela. — “Mas se esse cara aparecer de novo, eu mesmo resolvo.

Ela assentiu, o olhar ainda meio distante.
R7 tocou o rosto dela de leve, tirando uma mecha de cabelo do caminho:

— “Tá tudo bem agora, meu amor. Vamos terminar isso e ir pra casa, tá?”

Morena respirou fundo, tentando voltar ao eixo.
Foram recolhendo o resto das decorações, guardando as coisas no carro, enquanto o silêncio da madrugada tomava conta.

Sasa saiu com Luan no colo, o bebê dormindo pesado, e disse baixinho:
— “Vou indo na frente, tá? Deixo ele no berço pra vocês irem tranquilos.”

Morena sorriu com gratidão.
— “Obrigada, Sasa. Cuida dele.”

Quando o último enfeite foi pro carro, R7 fechou o portão do salão, passou o braço pela cintura dela e murmurou:

— “Agora sim... missão cumprida.”

Morena encostou a cabeça no ombro dele, cansada, mas com aquele brilho no olhar:
— “Valeu a pena. O sorriso do Luan hoje... compensou tudo.”

R7 riu baixinho.
— “E olha que quase teve guerra no meio da festa.”

— “Quase?” — ela provocou, rindo também. — “Teve sim.”

Eles riram juntos, entrando no carro. A lua iluminava o caminho de volta, e pela primeira vez na noite, o silêncio era leve — o tipo de paz que só vem depois de um dia intenso

No dia seguinte

Acordei com o sol batendo fraquinho pela cortina e o barulho do portão fechando.
R7 já tinha saído — como sempre, cedo, pra resolver as coisas dele na boca.

Suspirei. A casa ainda tinha cheiro de festa, balão estourado num canto e glitter no chão da sala.
Peguei o Luan do berço, ele me olhou com aquele sorriso banguela e o cabelo todo arrepiado.

— “Bom dia, meu amorzinho.” — falei, beijando a bochecha dele.

Dei o banho com calma, a água morna e ele batendo as perninhas, rindo.
Enrolei na toalha, vesti o macacão azul e levei pra cozinha.

Fiz o café da manhã dele — ovinho mexido e leite morninho.
Enquanto ele comia na cadeirinha, fiquei observando. Era nessas horas que o mundo parecia simples, só eu e ele.

Depois que terminou, ele desceu e foi direto pros brinquedos. Ficou ali sentado no tapete, brincando com o carrinho que ganhou na festa, fazendo barulhinho de motor com a boca.

Peguei um pano, comecei a limpar a cozinha.
A mesa ainda tinha confete e farelo de bolo. A pia, copos coloridos e potinhos de brigadeiro.

Enquanto eu lavava, o som do carrinho dele correndo pela sala me fazia sorrir.
Fui guardando as coisas da festa — lembrancinhas, potes, toalhas —, cada coisa no seu lugar.

O silêncio da casa, depois de tanta correria ontem, era quase estranho.
De vez em quando eu olhava pra porta, meio sem querer, esperando ouvir o portão abrir.

Mas nada.

Peguei o celular, vi que não tinha mensagem dele.
Deixei o aparelho de lado, respirei fundo e voltei a limpar.

— “Um dia de cada vez, Morena.” — falei pra mim mesma, baixinho.

Olhei pro Luan, agora deitado no tapete, rindo pro teto e segurando o ursinho.
Aquele sorriso dele me devolveu o ânimo.

Continuei guardando as caixas da festa, e no meio de uma delas achei uma foto nossa — eu, R7 e o Luan — tirada bem no meio da bagunça.
Três sorrisos verdadeiros.

Guardei a foto no aparador e fiquei olhando por alguns segundos.

Continua...

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