contra ataque

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R7, com o celular na mão e os olhos pegando fogo de raiva, mandou mensagem pro grupo fechado dos vapores:

- Pega o carteiro que deixou o buquê. Vivo. Leva pro QG. Quero ele lá me esperando. Nada de porrada antes de eu chegar. Tô indo assim que der.

Minutos depois, o retorno veio rápido:

- Já tá com a gente, chefe. Tamo levando agora pro QG. O cara tentou correr, mas pegamos. Tava de motinha disfarçado. Vai aguardar amarrado como cê mandou.

R7 respirou fundo, tentando manter a calma, e olhou pra Morena, ainda apagada no sofá, com a respiração leve, o rosto pálido. Com todo cuidado do mundo, ele a pegou no colo.

- Vem, minha rainha... cê vai ficar bem. Eu juro.

Subiu devagar até o quarto e deitou ela na cama, ajeitando o travesseiro e cobrindo com a coberta macia. Acariciou o rosto dela com carinho e ficou ali, sentado ao lado, vigiando como um leão de tocaia.

O bebê lá embaixo soltou um chorinho, como se sentisse a falta dos dois.

Ele pegou o rádio no bolso e falou pros seguranças da casa:

- Cerquem tudo. Quero dois em cada entrada, frente e fundos. Ninguém entra, ninguém sai. Câmeras ligadas, atenção total. Se alguém se aproximar sem autorização... neutraliza.

Depois disso, voltou pro quarto, e finalmente Morena começou a se mexer. Os olhos abriram devagar, a respiração mais firme.

- R7...? - ela murmurou, tentando se sentar.

- Ei, calma, calma. Tá tudo bem. - ele disse, ajudando ela a se apoiar no travesseiro.

- Que que aconteceu? Minha cabeça tá pesada...

- Aquele buquê que chegou... não fui eu que mandei. - ele falou sério. - Tava com alguma substância. Botaram alguma coisa pra te apagar. Eu suspeitei na hora que cê falou que tinha cheirado.

- O quê? - ela arregalou os olhos, agora mais desperta. - Meu Deus... o bebê!

- Tá bem, tá bem. Eu fiquei com ele o tempo todo. Nada aconteceu. Mas isso confirma uma coisa: o Caveira tá tentando atacar por baixo dos panos. Mexeu com você... e aí ele se fodeu de vez.

Morena passou a mão no rosto, assustada, mas firme.
- Eu não acredito que ele foi baixo a esse ponto... podia ter me matado.

- Mas não vai. - R7 se aproximou e beijou a testa dela. - Porque agora ele mexeu com a pessoa errada. Eu juro por tudo que existe, Morena... ele vai pagar.

- E agora?

- Agora, você fica aqui com o bebê. Vai amamentar ele, manter ele seguro. Já mandei cercar a casa toda. Não entra nem mosquito. E eu... - ele se levantou, já pegando a arma no coldre e jogando a jaqueta por cima - ...eu vou buscar respostas. O carteiro já tá no QG me esperando.

Morena assentiu, mesmo com o coração acelerado. Se levantou devagar e foi até o bercinho onde o bebê já chamava a mãe com chorinho manso. Pegou ele no colo, aconchegou e começou a amamentar com o olhar fixo em R7.

- Vai com calma, mas volta pra casa, amor. Pra gente.

R7 sorriu de leve, aproximou-se e deu um beijo demorado nos lábios dela.

- Sempre volto. Cê é meu lar.

E então, ele saiu.

A casa agora era um forte.
E o QG...
Um campo de interrogatório à espera da verdade.

Continua...

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