Após o termino de nosso beijo, Maycon me entrega seu capacete.
— Vai me levar para onde? - Pergunto.
— Vou te levar em casa e depois vou resolver uns negócios na boca.
— Se você puder, prefiro ir para minha. - Digo séria.
— Já tá tarde pra voltar pra sua casa, não acha?
— Para falar a verdade, minha mãe nem sabe onde eu estou. - Digo sorrindo.
— E escondeu dela, porque ?
— Ela não gosta da favela, nem das pessoas daqui.
— Hum, tendeu! Me estranha tu não ser assim.
— Digamos que sou diferente. - Sorri e dei uma piscadela.
— Isso eu já notei, tu é diferente em tudo!
Meu rosto corou na hora, o que será que ele quis dizer com isso?
— Podemos ir? - Pergunto.
— Pra minha casa novinha ?
— Você vai me meter em problemas, apesar que nesse momento eu já estou bem encrencada.
— Linda!
— Já disse isso pra quantas hoje? Mas mesmo assim, valeu.
— Marrenta do caralho! - Gargalhamos.
Mandei um beijinho pra ele e montei na moto, ele ligou e fomos bem rápido pra casa dele. Chegamos, desci da moto e quase cai, a minha sorte foi que Maycon não percebeu. Mas comecei a dar risada e ele me olhou com uma cara estranha.
Entramos na casa, fui até o quarto de Carla, ela já estava dormindo. Dei um beijo em seu rosto e desci até a sala, por sorte Maycon ainda estava lá.
Ele estava sem camiseta, não consegui conter os olhares para o abdômen dele, olhei descaradamente.
— Gosta do que vê? - Ele pergunta com um sorriso safado no rosto.
— O quê? Eu nem estava olhando ou. - Tento disfarçar minha cara de pau.
— E Rayanne, se eu te pegar!
— Sai fora Maycon! - Dou risada. — Eu queria saber, onde eu posso tomar um banho? Já que a Carla já dormiu e eu não quero acorda-lá.
— Pode tomar no meu quarto princesa.
— Ok, muito obrigada.
Me retiro da sala e subo até o quarto dele. Preciso de alguma coisa para vestir, começo a mexer nas gavetas do guarda-roupa, para vê se eu encontro alguma camiseta.
— Ufa! Enfim consegui achar. - Digo a mim mesma.
Procuro alguma cor que me agrade, mas é claro, sem fazer bagunça. Passo a mão no fundo da gaveta e sinto uma coisa gelada, não sei o que é. Minha curiosidade falou mais alto, peguei o mesmo e quando vi me assustei, era uma arma!
Fiquei paralisada com aquela coisa na minha mão, vai que eu aperto alguma coisa sem querer e acabo dando um tiro para o alto. Deus me livre! Rapidamente a coloco em seu lugar, pego uma camiseta polo na cor azul claro e a levo para o banheiro.
Tomo um banho bem demorado, já estou bem melhor. Me enrolo na toalha e saio do banheiro, já que ele não está aqui, vou me trocar no quarto mesmo.
Dou uma olhada na bolsa que eu trouxe de roupas e não achei nenhuma lingerie, usada que eu não vou por. Aposto que Maycon só volta amanhã, então se eu me levantar bem cedo, ele nem vai ver que dormi sem nada por baixo da camiseta dele.
Arrumo minhas coisas e deixo tudo em cima de uma cadeira que há no quarto, estendo o cobertor em cima da cama, e me deito. Durmo em meio aos pensamentos.
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A força do amor
Ficțiune adolescențiUma história de romance, onde mostra que o amor supera qualquer dificuldade e barreiras que a vida coloca em seu caminho. Maycon e Rayanne, duas pessoas completamente diferentes, onde o destino mostra que são capazes de amar um ao outro, sem que nad...
