Assim que paramos o beijo eu olhei para ele sem acreditar no que havia acontecido. Eu ao menos havia trocado três palavras com Maycon e já havia rolado um beijão caloroso desse? Precisava respirar. Afinal esse beijo mexeu muito comigo, meu corpo ardia de desejo. Mas eu sabia que 50% de tudo isso era por conta do álcool que eu havia tomado.
Não disse nada, apenas o empurrei de leve e sai em direção á rua. Me encostei na parede, e a ficha foi caindo lentamente. Ele pode ser lindo, sexy, maravilhoso, gostoso, mas nem por isso eu vou sair beijando qualquer um. Ouvi uma voz grave atrás de mim, me virei e dei de cara com o Maycon.
— Tudo bem? — Ele parecia confuso.
— Tudo. Eu só estava precisando tomar um pouco de ar.
— Quer ir pra algum lugar mais reservado, Rayanne? — Maycon semicerrou os olhos e me encarou durante alguns segundos com um sorrisinho de lado.
— Melhor não, prefiro ficar aqui mesmo. — Dei de ombros.
— Ih qual é, eu não mordo não princesa, só se tu pedir.
No mesmo instante meu rosto começou queimar, eu podia jurar que já estava vermelha igual a um pimentão. Tentei disfarçar, mas qualquer um que me visse daquela maneira iria notar.
— Me amarro quando tu fica vermelha.
— É, digamos que eu sou um pouco tímida. — Sorri e olhei para as minhas mãos. — Bom preciso ir para casa. Já está tarde e mesmo que minha mãe tenha ido viajar eu tenho hora para voltar.
Quando Maycon ia responder, Carla entrou na frente e começou a gritar. O estado dela era deplorável, nunca a vi tão bêbada assim.
— Não! Você não vai embora, amorzão. — Ela foi pra cima do irmão e começou a socar o mesmo. — Fala pra ela ficar maninho, se não eu arranco suas bolas.
— Minhas bolas? Mas o que elas têm haver com isso? — Maycon olhou incrédulo para a Carla e eu não aguentei, comecei a gargalhar. — Rayanne, tu vai ter que ficar.
— Amiga, está na hora de você ir embora descansar. Não acha?
— Não! Só se tu for comigo, dorme em casa Ray. Vai ir? Se não for, eu vou continuar aqui. — Carla fez um bico enorme e se sentou no chão.
Maycon segurava Carla pela cintura e apenas observava nossa conversa. Eu fico imaginando o que esse menino não passa com a irmã dele. Depois de alguns minutos eu concordei. Liguei para Judith e avisei que não iria voltar para casa hoje, que iria dormir na casa de uma amiga minha, caso minha mãe ligasse.
— Bom, vamos? — Os dois assentiram.
Com muita dificuldade eu consegui entrar no carro. Carla estava deitada no banco de trás me impossibilitando de sentar, tive que ficar em pé com a cabeça praticamente colada no teto do carro. Nem queiram imaginar minha situação. Depois de muita relutância, graças a Deus eu consegui me sentar num misero espaço.
Enquanto a Carla estava cantando, gritando, chorando, dando tapas na cabeça do irmão dela, tudo bem. O ruim foi quando ela ficou quieta e pálida, eu sabia que ali vinha uma quantidade absurda de vômito.
— Para o carro! — Gritei e Maycon deu uma freada brusca.
— O que foi?
Não respondi, apenas abri a porta e sai do carro junto com a Carla. Apoiei a cabeça dela e no mesmo instante ela começou a vomitar sem parar. Aquilo já estava me deixando agoniada, meu Deus era tanto vômito.
— Carla, caralho! Tu nunca mais vai colocar um pingo de álcool na boca. — Maycon gritou.
Assim que ela terminou, Maycon pegou a mesma no colo e a colocou de volta no carro. Minha amiga não estava conseguindo parar em pé, não duvido nada se ela não acabou com o estoque de bebidas do cara.
Fiz o mesmo, voltei a me sentar no pequeno espaço que a folgada deixou para mim e fui sofrendo o caminho inteiro. Quando o Maycon pedia para eu me sentar no banco da frente com ele, eu quase morria sufocada, Carla grudava no meu pescoço e dizia que eu era amiga dela e não dele. Vê se pode.
Alguém por favor, ligue para alguma clínica de alcoólicos anônimos?
Em torno de uns cinco minutos, Maycon estacionou o carro em frente a uma casa enorme, bem diferente das que eu vi conforme íamos subindo o morro. Dei de ombros e desci do carro. Enquanto Maycon pegava a irmã dele totalmente desmaiada, eu segui os dois para dentro da casa.
E eu que pensei que minha casa fosse grande, aquilo ali era uma mansão. Eu não entendo se Carla é rica, porque ela nunca me contou nada? Ou melhor, porque mora num lugar como esse?
Assim que Maycon deixou a Carla na cama dormindo. Ele depositou um beijo em minha bochecha e tornou a sair, eu fiquei ali, sozinha num lugar completamente estranho para mim.
Andei por todos os cômodos da casa, quando achei a sala, resolvi me aconchegar no sofá para esperar o Maycon voltar da festinha dele. Olhei no relógio de parede e vi que já se passava das 02h00min. Fechei meus olhos e acabei adormecendo aos poucos.
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A força do amor
Teen FictionUma história de romance, onde mostra que o amor supera qualquer dificuldade e barreiras que a vida coloca em seu caminho. Maycon e Rayanne, duas pessoas completamente diferentes, onde o destino mostra que são capazes de amar um ao outro, sem que nad...
