Três meses depois ...
Três meses se passaram desde que eu resolvi aprender a atirar. Desde o começo foi muito fácil para mim. Maycon e Leandro ficaram desacreditados com a facilidade que tive. Maycon ainda continua apreensivo quanto a isso, dizendo que eu aprendi apenas para minha proteção. Ele não sabe, mas vai ser pela dele também.
Eu amadureci muito, por um lado foi bom, já por outro. Tenho 17 anos, mas é como se eu já tivesse vivido uma vida inteira. Tive que aprender a viver em um mundo totalmente fora do meu. Eu frequentava, mas morar é diferente. Briguei com uma garota qualquer, tomei um tiro e quase morri, já sofri duas tentativas de estupro, aprendi a atirar para aprender a sobreviver, virei patroa de um morro ainda sendo menor de idade, já sou mulher de um homem.
Mas tudo isso valeu a pena. Eu passaria por isso milhares de vezes se fosse pelo Maycon. Não me arrependo de ter o conhecido. No começo foi muito difícil, sofri para chegar onde cheguei. Mas agora que estou aqui, ninguém vai nos separar. Ele merece o meu amor.
Graças a ele, eu não sou mais aquela garota mimada. Eu sempre soube que dinheiro não era tudo, mas então eu só falava. Hoje eu trabalho para conseguir o meu, Maycon não gostou muito da ideia. Mas eu não posso ficar dependendo dele, mesmo que ele insista em me dar tudo. Leandro me disse que me ensinaria e ele fez o seu trabalho muito bem feito, eu cresci.
Tive um pequeno problema semana passada. Novamente Bianca correndo atrás do Maycon, ele disse na cara dela que eu sou a única mulher que ele é capaz de amar, e que jamais ele teria algo de novo com ela. A bonitona não conseguiu se segurar. Carla e eu estávamos na frente de casa, ela chegou e começou a falar um monte de coisas para mim.
Já estava ficando sem paciência. Ela não parava de gritar, chorar e chegou até dar um tapa na minha cara. Eu não aguentei cheguei no meu ápice. Leandro apareceu do meu lado, sacou sua arma da cintura e me entregou. Mirei na cara dela, no mesmo instante ela calou a boca. Eu até então nunca havia ferido ninguém, em um momento de ódio e cansaço que eu estava dela, mandei ela estender as duas mãos, mas ela se negou.
Então puxei uma de cada vez, mirei e atirei. Gritei na cara dela, que nunca mais ela relaria a mão na minha cara. Deixei ela ir, a mesma saiu correndo. Entreguei a arma para Leandro que sorria e entrei para dentro de casa.
Deitei na minha cama e senti as lágrimas rolarem. Eu não era assim, eu não sou assim! Mas a partir daquele dia cada um teria a Rayanne que merece.
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A força do amor
Teen FictionUma história de romance, onde mostra que o amor supera qualquer dificuldade e barreiras que a vida coloca em seu caminho. Maycon e Rayanne, duas pessoas completamente diferentes, onde o destino mostra que são capazes de amar um ao outro, sem que nad...
