Capítulo 33.

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                    ***

— Onde posso deixar minhas coisas?

 No meu quarto! - Ele diz com um sorriso que não me engana. 

 Maycon, estou falando sério! 

 O menina marrenta viu, aqui tem três quartos de hóspedes, é só tu escolher novinha.

 Amiga? Que malas são essas? - Carla pergunta ao entrar. 

 Uma longa história, me ajuda a subir com as malas que eu te conto.

 Vamos, amiga. 

Maycon já havia subido com duas malas, Carla e eu pegamos o restante. Eles me mostraram os quartos e eu preferi ficar perto da minha amiga no quarto ao lado. Entramos com as malas e deixamos tudo lá. Eu estava morrendo de fome, nem se quer comi antes de sair da minha antiga casa. 

Carla e eu resolvemos ir até uma lanchonete que havia na esquina, eu comprei um lanche enorme e Cá pediu o mesmo, aproveitei para contar tudo o que tinha acontecido, ela ficou pasma. Não dizia uma palavra, só ficava com a mão na boca, se desculpou mil vezes por não ter colocado o celular para carregar, mas ficou muito feliz por eu ter ido morar na casa dela. 

O pedido estava demorando para chegar, então deu para conversarmos tranquilamente.

 Amiga, de coração eu sinto muito pelo o que aconteceu, eu nunca liguei para o que sua mãe dizia de mim, sabe porque ? Porque eu sei que não valeria a pena se distanciar de você. Eu sinto muito se isso aconteceu por minha causa, por um lado me sinto culpada. Você é maravilhosa Rayanne, vai crescer muito na vida e sua mãe vai se arrepender do que ela fez, disso você pode ter certeza. Eu te amo demais amiga, você é muito bem-vinda em casa, vamos nos divertir a maioria do tempo, nem vai sobrar tempo para você se sentir triste.

Meu rosto doía demais, meus olhos estavam inchados do tanto que eu chorei hoje. Para piorar a Carla ainda me diz essas palavras lindas, nossa ai que eu fiz um rio de lágrimas aqui no RJ. Finalmente nosso lanche chegou, comi e bebi até não aguentar mais. Então resolvemos ir pagar.

 Você é a irmã do patrão? - A balconista pergunta para Carla, ela é loira e não é feia. 

 Sou sim, porque? 

 Seu lanche é cortesia da lanchonete!

 Ah, não precisa disso não flor, amiga vou pagar o seu também tá? - Ela direcionou a palavra a mim.

 Claro que não amiga, pode deixar eu mesma pago. - Carla nem se importou com o que eu disse, e foi logo pagando os dois lanches. 

 Me desculpe a pergunta, mas seu irmão é solteiro? - A balconista assanhada pergunta. 

 Não! - Carla respondeu grossa.

Confesso que senti um pouco de ciumes, Carla também pareceu não gostar muito . Fomos andando até em "casa", vou me referir assim, o meu novo lar. Ao chegarmos subimos para o meu quarto, já havia todos os móveis, então era só arrumar as minhas coisas, Carla me ajudou. Dentro de algumas horas, já havíamos acabado. 

Como a cama era de casal, deitamos exaustas. Conversamos um pouquinho até cairmos no sono. 





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