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— Onde posso deixar minhas coisas?
— No meu quarto! - Ele diz com um sorriso que não me engana.
— Maycon, estou falando sério!
— O menina marrenta viu, aqui tem três quartos de hóspedes, é só tu escolher novinha.
— Amiga? Que malas são essas? - Carla pergunta ao entrar.
— Uma longa história, me ajuda a subir com as malas que eu te conto.
— Vamos, amiga.
Maycon já havia subido com duas malas, Carla e eu pegamos o restante. Eles me mostraram os quartos e eu preferi ficar perto da minha amiga no quarto ao lado. Entramos com as malas e deixamos tudo lá. Eu estava morrendo de fome, nem se quer comi antes de sair da minha antiga casa.
Carla e eu resolvemos ir até uma lanchonete que havia na esquina, eu comprei um lanche enorme e Cá pediu o mesmo, aproveitei para contar tudo o que tinha acontecido, ela ficou pasma. Não dizia uma palavra, só ficava com a mão na boca, se desculpou mil vezes por não ter colocado o celular para carregar, mas ficou muito feliz por eu ter ido morar na casa dela.
O pedido estava demorando para chegar, então deu para conversarmos tranquilamente.
— Amiga, de coração eu sinto muito pelo o que aconteceu, eu nunca liguei para o que sua mãe dizia de mim, sabe porque ? Porque eu sei que não valeria a pena se distanciar de você. Eu sinto muito se isso aconteceu por minha causa, por um lado me sinto culpada. Você é maravilhosa Rayanne, vai crescer muito na vida e sua mãe vai se arrepender do que ela fez, disso você pode ter certeza. Eu te amo demais amiga, você é muito bem-vinda em casa, vamos nos divertir a maioria do tempo, nem vai sobrar tempo para você se sentir triste.
Meu rosto doía demais, meus olhos estavam inchados do tanto que eu chorei hoje. Para piorar a Carla ainda me diz essas palavras lindas, nossa ai que eu fiz um rio de lágrimas aqui no RJ. Finalmente nosso lanche chegou, comi e bebi até não aguentar mais. Então resolvemos ir pagar.
— Você é a irmã do patrão? - A balconista pergunta para Carla, ela é loira e não é feia.
— Sou sim, porque?
— Seu lanche é cortesia da lanchonete!
— Ah, não precisa disso não flor, amiga vou pagar o seu também tá? - Ela direcionou a palavra a mim.
— Claro que não amiga, pode deixar eu mesma pago. - Carla nem se importou com o que eu disse, e foi logo pagando os dois lanches.
— Me desculpe a pergunta, mas seu irmão é solteiro? - A balconista assanhada pergunta.
— Não! - Carla respondeu grossa.
Confesso que senti um pouco de ciumes, Carla também pareceu não gostar muito . Fomos andando até em "casa", vou me referir assim, o meu novo lar. Ao chegarmos subimos para o meu quarto, já havia todos os móveis, então era só arrumar as minhas coisas, Carla me ajudou. Dentro de algumas horas, já havíamos acabado.
Como a cama era de casal, deitamos exaustas. Conversamos um pouquinho até cairmos no sono.
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A força do amor
Teen FictionUma história de romance, onde mostra que o amor supera qualquer dificuldade e barreiras que a vida coloca em seu caminho. Maycon e Rayanne, duas pessoas completamente diferentes, onde o destino mostra que são capazes de amar um ao outro, sem que nad...
