Capítulo 64.

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Cinco meses se passaram após o ocorrido. Hoje finalmente eu verei o sexo do meu bebê. Estou tão ansiosa e triste ao mesmo tempo. Maycon trancou as visitas, isso significa que eu não posso vê-lo. Até hoje a ficha não caiu. O julgamento dele foi marcado para semana que vem. Certamente eu seria a menos indicada para ir, mas meu pai mexeu alguns pauzinhos lá e eu fui autorizada assistir o julgamento, sem ir presa. 

Carla ficou arrasada quando soube do seu irmão. Douglas tentou acalma-la, mas foi quase impossível. Nesse período tem sido muito difícil para todos nós, o morro não é a mesma coisa. Antes havia alegria, onde ele passava o pessoal sorria. Leandro e Douglas revolveram não fazer mais bailes por enquanto. 

 Ray, daqui a pouco temos que ir. - Carla diz ao entrar em meu quarto. 

Eu estava com uma camiseta do meu amor nas mãos, meus olhos enchiam de lágrimas toda hora. Mas eu estava evitando de chorar na frente da Carla. Eu precisava ser forte acima de tudo. 

 Sim. - Me levanto da cama. — Será que o Douglas poderia pedir para um dos vapores nos levar? De preferencia um que tenha a ficha limpa. - Sorrio fraco.

 Ele mesmo pode nos levar amiga. Quer que eu chame ele? 

 É que a ultrassom não é dentro do morro. Consegui só em Copacabana! Se ele for para lá, corre o risco de ser preso. 

 Verdade, então tá bom! Se arruma ai, vou ver um dos meninos para nos levar. 

 Beleza! - Cá sorriu e saiu pela porta. 

Fui até o guarda-roupa, abri o mesmo e comecei a procurar uma roupa. Como minha barriga já está grandinha, minhas roupas de antigamente não serviam mais. Então opto por um vestido soltinho um pouco acima do joelho. Pego minha toalha e vou em direção ao banheiro. 

[...]

 Ansiosa? - Carla pergunta sorrindo. 

 Nossa, demais! - Sorrio de volta. 

 Depois daqui nós vamos comprar muitas coisas para meu sobrinho. Vou mimá-lo tanto! 

 Você disse sobrinho? Intuição da tia coruja? - Gargalhamos. 

Nós estávamos sentadas em uma praça perto do consultório. Minha consulta estava marcada para ás 14:00 horas da tarde, faltava apenas dez minutos. Carla e eu resolvemos então entrar. Fui direto falar com a recepcionista. 

 Boa tarde! Tenho uma ultrassom marcada ás 14:00 horas. - Entreguei meu documento a ela. 

 Pode se sentar ali. - Ela apontou para um banco. — Logo a doutora te atenderá. - A mesma sorriu e entregou meu documento. 

 Obrigada!

Me sentei e fiquei esperando impacientemente a minha vez. Estava nervosa, comecei a roer as unhas. Hoje finalmente saberei o sexo do meu neném, dar um nome. Isso é tão especial e único. 

 Rayanne Mapelli. - Ouço a doutora me chamar. 

Me levanto toda sorridente junto com a Carla. Caminhamos até a sala da doutora. Ao entrarmos dei minha bolsa para Carla segurar e me deitei onde a doutora pediu. 

A força do amorOnde histórias criam vida. Descubra agora