Capítulo 33 - Hector

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A pedidos de todos...

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Eu me despedi da Ana com a promeça que a ajudaria e fui isso que fiz, eu corri pelo o caminho todo com o pensamento que por uma mentira quase iriam separar a Ana de mim. Eu ate não poderia confiar nas palavras que dela, mas o seu olhar de desespero e tristeza me abalou um pouco. Mas não foi só isso, deste o momento que eu coloquei os meus olhos sobre ela, foi a primeira vez após anos voltei a saber o que era viver. Eu não entendo esse ligação que eu tenho com ela, e isso faz com que o meu mundo se torne uma completa bagunça. Mas por outro lado eu não me importo nenhum um pouco, porque isso me deixa feliz o que é completamente estranho.

Voltei a presta atenção quando cheguei na porta da casa do alfa Jorge onde eu entrei no mesmo instante já indo no seu escritório. Eu o encontrei falando com alguem pelo o telefone, mas acabou encerrado a chamada quando percebeu a minha presença. Ele ficou um pouco tenso com a minha chegada repentino, mas eu sabia que esse assunto eu não poderia deixar para outro dia, ou seria tarde de mais. Me sentei no sofá em frente da sua mesa, e acabei recusando a sua oferta de um café, eu não queria ficar por muito tempo.

-Então, posso saber o motivo desta inusitada visita? _ perguntou ele hesitante mas ao mesmo instante surpreso.

-O assunto é sobre a garota chamada Ana. _ falei direto e sério, eu não queria que ele percebesse o meu interesse ou raiva sobre isso.

-Ah, claro, pelo o jeito você já sabe então. _ perguntou em um suspiro e passava as mãos sobre o rosto. -Mas esse assunto já está resolvido, eu irei expulsar ela da alcateia. _ ele também permaneceu sério, porem eu via que o seu olhar havia dor, o que eu estranhei.

-Eu não quero que a expulse. _ mandei voltando a me levantar, enquanto recebia um olhar confuso e desconfiado.

-Como não? _ com essa pergunta me fez imediatamente tentar em pensar em uma desculpa, eu não poderia deixar que achasse mais estranho em isso tudo.

-Isso não importa, eu só não a quero que a expulse. _ percebi que ele ia fazer outra pergunta mais eu o interrompo. -Você apenas deve me obedecer. _ eu já começava a ficar com raiva disso, e eu acho que ele acabou perecendo se calou e afirmando com a cabeça. Com esse assunto encerrado, comecei a caminhar em direção a porta mas para piorar o meu mau-humor acabei sendo impedido.

-Espera apha, quero aproveitar por você está aqui e queria fazer um convide. _ eu ainda me permaneci de costa para ele, apenas virei a minha cabeça de lado para poder olhá-lo.

-Convite? _ perguntei e ele afirmou novamente com a cabeça. Eu o vi que ainda estava um pouco tenso, mas parecia esta um pouco mais tranquilo.

-Sim, como que daqui a três dias será o aniversário da minha sobrinha, decidi fazer um baile de máscaras, claro a pedido dela, e queria saber se você poderá esta lá? _ após de essa pergunta eu tive que segurar a minha irritação. Eu estava sendo convidado em uma festa de aniversário da maldita da garota que prejudicou e bateu na Ana. Respirei fundo para não explodir e contar para ele o que era a sua queridinha sobrinha era. Porem eu sabia que o Jorge não merecia uma coisa dessa, ele era um bom homem e sei que ele a tinha como a sua unica família, algo que eu não poderia destruir.

-Eu não sei. _ falei apenas isso, eu não queria ir de jeito nenhum nesse idiota baile.

-Por favor apha, a minha sobrinha ficaria tão feliz em saber que você estaria lá. _ falou coçando a nuca um pouco desajeitado.

-Eu irei pensar. _ falei e sai da sua sala, eu não queria saber como essa conversa terminaria.

Quando cheguei em casa fui direto para uma sala onde me servia como de treinamento mesmo que não precisasse. O William me acompanhava onde lutávamos em corpo a corpo, mas como ele não estava tive apenas malhar e socar alguns sacos de boxe onde não duravam por muito tempo. Eu não demorei muito para sair de lá, não tinha nada para utilizar para poder retirar um pouco dos problemas que eu carrego sobre os ombros. Então eu tive que apelar pelo o modo antigo, que era um bom banho na água fria. Quando saio do banheiro, me visto e saio do quarto indo na direção da cozinha, e tento fazer uma comida comestível. Preparo uma simples lasanha, acompanhado com um copo de vinho.

Após de comer arrumo a bagunça e vou na direção do escritório mas parei quando ouço a campainha tocar. Eu volto e caminho pelo o corredor para abrir a porta. Não tenho empregadas, mas também não é algo que eu precise, ninguem vai na minha casa, apenas um que sempre me perturbe como agora. Abri a porta e encontro William me olhando com um maior sorriso segurando algo que parecia se dois envelopes. Ele entra com a maior alegria, na qual eu estou completamente costumado.

-Mano eu tenho uma novidade bombástica. _ falou quase que pulando, e a minha reação foi apenas revirar os olhos e começar a caminhar na direção do meu quarto, o ingnorando. -É sério Hector.

-Fala então. _ pedi já me sentando na cama e ele coloca os envelopes no meu lado.

-Tem uma festa para irmos cara. _ falou e eu bufei já entendendo do que se tratava.

-Eu não vou. _ falei e me levanto novamente ignorando o seu olhar, indo na direção da janela olhando para o lado de fora.

-Por favor Hector, todas as festas que eu peço para ir, você nunca vai. _ fala frustrado.

-Mas é um baile William. _ falei irritado.

-Ídaí, pelo o que eu sei vai ter várias garotas por lá. _ disse dando um sorriso malicioso. -Em quem saber que você encontre a sua companheira por lá.

-Isso é impossível, você sabe muito vem que a minha companheira está morta. _ falei com ódio. Ele sabia que eu não gostava de tocar nesse assunto, mas mesmo assim fica usando isso como incentivo.

-Pode até ser, mas pelo menos precisa sair um pouco, sempre trabalho e casa, quem sabe lá encontre a alguem interessante. _ eu ia dizer mais alguma coisa, mas o pensamento de Ana veio na minha mente, e me perguntei se ela estaria lá também?. Respirei fundo e olhei para a paisagem novamente pensando se essa resposta era a certa.

-Tudo bem William, iremos a esse baile. _ falei e o vi abrir aquele sorriso novamente.

Depois disso o William foi embora dizendo que já iria informar a nossa participação nesse baile. E pude ficar novamente sozinho. Já estava de noite, mas eu não estava nenhum pouco cansado então saio de casa caminhando sem rumo. Talvez seja coincidência ou muito estranho, porque acabei parando em frente da cabana onde a Ana estava. Eu dei a volta e fiquei atrás de uma árvore, onde eu a podia ver que estava olhando o céu em pela a janela do seu quarto. Mesmo ela estando com roupas se dormi, e com o olhar perdido ela ainda era a garota mais linda que eu já vi. Porem agora me lembrei que nesse baile ela saberá quem eu realmente era. Não sei qual será a sua reação, mas sei que eu não permitirei me afastar dela mesmo que ela queresse. Um pouco distraindo acabei pisando em um galho seco que fez que a sua atenção caísses sobre mim, mas felizmente consegui me esconder a tempo. Porem ela acabou saindo da janela onde eu não pude mais vê-la. Contudo acabei voltando para a casa com um sorriso no rosto e com a esperança que eu a encontrarei no baile.

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