— Eu acho que você não deveria ter bebido aquela champanhe... — Fragoso murmurou enquanto eu ria baixinho e observava ele manobrar o volante do Audi com tranquilidade. Eu não estava bêbada, só... Um pouco alegre. Tudo bem que em meu estado de sobriedade, minha mente estaria entrando em parafuso com a cena da Beth, mas agora... Nada importava.
E aquilo, provavelmente, era um mal entendido.
Quando ele fez a curva e o arranha céu imenso e imponente entrou no meu campo de visão, meu estômago revirou. Era a cobertura dele. Pensei que me levaria para um hotel, para um canto sem vínculos. Porém, estávamos estacionando na garagem do edifício mais luxuoso da cidade, prestes a entrar na cobertura de Guilherme Fragoso.
— Joyce? — chamou e eu tentei coordenar minha ansiedade e fazer minhas pernas pararem de tremer ao descer do carro. No processo, eu vacilei e num clichê, ele me pressionou ao lado do seu corpo, mantendo meu equilíbrio.
Calmamente, andamos juntos até o elevador.
Cogitei gritar um "foda-se o contrato" e agarrá-lo aqui mesmo, fazendo jus ao "complexo de Christian Grey" que a Beth mencionou, porém fiquei quieta. As engrenagens da minha mente estavam trabalhando como nunca agora..
— Gui...
Ele se virou, sorrindo.
— O que foi, meu doce? — tá, isso é golpe baixo.
O elevador parou no último andar, abrindo e enquanto ele pegava a chave no bolso. Eu me balancei para um lado e para o outro, pensando e quase tropeçando... Chegando numa única conclusão plausível:
— Você não pretende dormir comigo e depois fingir que não existo, certo? Sei lá, se aproveitar só porque sou uma mulher de vinte e sete anos, virgem e aparentemente inexperiente, certo? — perguntei calmamente, mas por dentro eu estava enlouquecendo.
Ele parou de rodar a chave na maçaneta e me encarou, sem reação e... Magoado?
— Como você pode pensar isso de mim?! — abriu a porta, entrando na cobertura. — Entra, Joyce...
— É que eu.. — comecei a falar, mas, assim que entrei e ele ligou as luzes, minha voz sumiu.
As paredes paralelas do lugar eram feitas de vidro transparente, dando uma boa vista da cidade e do Imperium. Porém, o que estava me deixando em puro êxtase não era a arquitetura contemporânea do lugar, mas sim, a decoração atual.
— Gostou?
Eu sei que eu tinha dito que não era mais uma adolescente sonhadora, mas as pétalas de rosas, os pequenos post-it's e tudo indo em direção ao quarto, milimetricamente organizado, o cheiro do perfume dele no ar... Era demais. Era o que eu não tive a chance de ter na juventude.
— E-eu... — comecei a falar, mas não haviam palavras para descrever.
Era ansiedade, nervosismo, medo de não ser boa o suficiente, medo de que a Beth, de alguma forma, possa estar certa, medo de realmente acabar me apaixonando pelo Guilherme, medo de não poder retribuir o que ele sente... Eram medos.
Mas também era a admiração, pelo carinho, pelo tempo que ele perdeu arrumando tudo...
Ninguém nunca havia se importado em fazer isso para mim.
— Eu queria que a sua primeira de muitas vezes comigo fosse inesquecível — ele sussurrou e eu senti seus braços enlaçarem minha cintura, porém antes que eu soltasse um gritinho, Guilherme me ergueu.
— Eu sou pesada! Você vai acabar ficando com uma hérnia!— resmunguei enquanto ele ria, me olhando. Eu estava relativamente brava. — Suas bolas vão arrear! Eu peso noventa quilos, sabia?
Ele me roubou um selinho e eu revirei os olhos.
— Pesa? Nem estou sentindo! — assoviou, me fazendo desistir e enlaçar meus braços ao redor do pescoço dele. Senti ele afundar o nariz no meu cabelo e sorri.. Como um homem desses poderia me fazer mal?
Ao entrarmos, o quarto estava com a luz de algumas velas e o aroma do perfume ainda mais intenso.
— Se a sua intenção é me fazer nunca esquecer essa delícia de cheiro, conseguiu — falei, sorrindo ao inspirar com vontade. O cheiro amadeirado e ao mesmo tempo com algumas notas adocicadas me deixava arrepiada.
Ele me colocou no chão devagar, sem deixar de me encarar.
Os olhos claros ficavam levemente felinos sob a pouca luz, o maxilar desenhado e a barba serrada e bem feita. Os lábios carnudos, a expressão compenetrada ao me fitar.
Tudo no Guilherme clamava por um toque e, assim eu o fiz.
Ternamente, acariciei o rosto dele, trazendo-o para mim e colando nossos lábios em seguida. Fragoso retribuiu na mesma intensidade e levou a mão até a minha nuca, massageando-a. Eu, por minha vez, soltei um suspiro, sentindo cada vez mais urgência em agarrá-lo, beijá-lo.
Nossos lábios deslizavam mais e mais intensos, nossas línguas brincavam entre si, como se já fossem velhas conhecidas. As mãos dele escorriam pelo meu corpo e, no intervalo que recuperávamos o fôlego, ele apertava a minha coxa de maneira vigorosa.
— Pense em um nó que eu queria desatar desde que eu o vi... — enrolou o dedo no nó que prendia o meu vestido e, de forma habilidosa, em milésimos, ele arrastou o couro pelo meu corpo, derrubando a peça no chão.
Sorri.
— Gostou?
A pequena calcinha-short de renda emoldurava os meus quadris e ele lambeu os lábios, balançando a cabeça ao notar a cinta liga presa na minha coxa esquerda.
— Você veio para acabar com a minha sanidade... — me pressionou contra o próprio corpo e eu pude sentir sob a excitação dele sob a calça. — Está sentindo o que fez comigo?— me apertou mais e eu gemi ao sentir a mão dele dar uma boa apertada na minha bunda.
— Estou em desvantagem... — ele riu e, num puxão, escutei todos os botões daquela camisa social voarem e ela tomar o seu devido lugar: o chão. Eu tremia um pouco, então, sorrindo, Guilherme me ajudou a me livrar do seu cinto e calça.
Meu nervosismo se intensificou e eu estacionei, olhando para ele.
— Shhhh... — segurou minhas mãos. — Se não quiser, nós vamos dormir agarradinh... — pousei o meu dedos sob os lábios dele. Negando com a cabeça. Já tinha adiado isso a tempo demais.
— Você lembra do que me prometeu?
Ele sorriu malicioso, estalando a língua.
— Para cada centavo arrecadado, uma hora a mais dentro do quarto comigo.
Caminhei devagar até a porta do quarto, tendo o cuidado de não tropeçar em nenhuma vela.
— Eu não pretendo sair daqui nem tão cedo, meu doce... — me virei, sorrindo e o chamando com o dedo.
— Essa noite vai ser inesquecível.
Antes de colarmos nossos lábios novamente e acabarmos em cima da cama.
— Essa noite vai ser inesquecível — repeti, me afundando naquele mar de desejo.
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E AMANHÃ SAI O HOT DESSE CASAL!
SERÁ??????????????
BOA NOITE, LINDAS RAINHAS!
Sonhem com o Gui!
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
RandomASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
