VINTE

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   — Eu acho que você não deveria ter bebido aquela champanhe... — Fragoso murmurou enquanto eu ria baixinho e observava ele manobrar o volante do Audi com tranquilidade. Eu não estava bêbada, só... Um pouco alegre. Tudo bem que em meu estado de sobriedade, minha mente estaria entrando em parafuso com a cena da Beth, mas agora... Nada importava. 

   E aquilo, provavelmente, era um mal entendido. 

  Quando ele fez a curva e o arranha céu imenso e imponente entrou no meu campo de visão, meu estômago revirou. Era a cobertura dele. Pensei que me levaria para um hotel, para um canto sem vínculos. Porém, estávamos estacionando na garagem do edifício mais luxuoso da cidade, prestes a entrar na cobertura de Guilherme Fragoso.

   — Joyce? —  chamou e eu tentei coordenar minha ansiedade e fazer minhas pernas pararem de tremer ao descer do carro. No processo, eu vacilei e num clichê, ele me pressionou ao lado do seu corpo, mantendo meu equilíbrio. 

Calmamente, andamos juntos até o elevador. 

Cogitei gritar um "foda-se o contrato" e agarrá-lo aqui mesmo, fazendo jus ao "complexo de Christian Grey" que a Beth mencionou, porém fiquei quieta. As engrenagens da minha mente estavam trabalhando como nunca agora..

— Gui...

Ele se virou, sorrindo.

—  O que foi, meu doce? — tá, isso é golpe baixo.

O elevador parou no último andar, abrindo e enquanto ele pegava a chave no bolso. Eu me balancei para um lado e para o outro, pensando e quase tropeçando... Chegando numa única conclusão plausível:

— Você não pretende dormir comigo e depois fingir que não existo, certo? Sei lá, se aproveitar só porque sou uma mulher de vinte e sete anos, virgem e aparentemente inexperiente, certo? — perguntei calmamente, mas por dentro eu estava enlouquecendo.  

   Ele parou de rodar a chave na maçaneta e me encarou, sem reação e... Magoado?

  — Como você pode pensar isso de mim?!   — abriu a porta, entrando na cobertura. — Entra, Joyce...

    — É que eu.. —  comecei a falar, mas, assim que entrei e ele ligou as luzes, minha voz sumiu. 

   As paredes paralelas do lugar eram feitas de vidro transparente, dando uma boa vista da cidade e do Imperium. Porém, o que estava me deixando em puro êxtase não era a arquitetura contemporânea do lugar, mas sim, a decoração atual.

     — Gostou? 

   Eu sei que eu tinha dito que não era mais uma adolescente sonhadora, mas as pétalas de rosas, os pequenos post-it's e tudo indo em direção ao quarto, milimetricamente organizado, o cheiro do perfume dele no ar... Era demais.  Era o que eu não tive a chance de ter na juventude. 

  — E-eu... — comecei a falar, mas não haviam palavras para descrever. 

   Era ansiedade, nervosismo, medo de não ser boa o suficiente, medo de que a Beth, de alguma forma, possa estar certa, medo de realmente acabar me apaixonando pelo Guilherme, medo de não poder retribuir o que ele sente... Eram medos. 

   Mas também era a admiração, pelo carinho, pelo tempo que ele perdeu arrumando tudo... 

   Ninguém nunca havia se importado em fazer isso para mim. 

    — Eu queria que a sua primeira de muitas vezes comigo fosse inesquecível — ele sussurrou e eu senti seus braços enlaçarem minha cintura, porém antes que eu soltasse um gritinho, Guilherme me ergueu. 

   — Eu sou pesada! Você vai acabar ficando com uma hérnia!— resmunguei enquanto ele ria, me olhando. Eu estava relativamente brava. — Suas bolas vão arrear! Eu peso noventa quilos, sabia? 

   Ele me roubou um selinho e eu revirei os olhos.

  — Pesa? Nem estou sentindo! — assoviou, me fazendo desistir e enlaçar meus braços ao redor do pescoço dele. Senti ele afundar o nariz no meu cabelo e sorri.. Como um homem desses poderia me fazer mal? 

   Ao entrarmos, o quarto estava com a luz de algumas velas e o aroma do perfume ainda mais intenso.

  — Se a sua intenção é me fazer nunca esquecer essa delícia de cheiro, conseguiu — falei, sorrindo ao inspirar com vontade. O cheiro amadeirado e ao mesmo tempo com algumas notas adocicadas me deixava arrepiada. 

   Ele me colocou no chão devagar,  sem deixar de me encarar. 

   Os olhos claros ficavam levemente felinos sob a pouca luz, o maxilar desenhado e a barba serrada e bem feita. Os lábios carnudos, a expressão compenetrada ao me fitar. 

   Tudo no Guilherme clamava por um toque e, assim eu o fiz. 

   Ternamente, acariciei o rosto dele, trazendo-o para mim e colando nossos lábios em seguida. Fragoso retribuiu na mesma intensidade e levou a mão até a minha nuca, massageando-a. Eu, por minha vez, soltei um suspiro, sentindo cada vez mais urgência em agarrá-lo, beijá-lo.

   Nossos lábios deslizavam mais e mais intensos, nossas línguas brincavam entre si, como se já fossem velhas conhecidas. As mãos dele escorriam pelo meu corpo e, no intervalo que recuperávamos o fôlego, ele apertava a minha coxa de maneira vigorosa.

   — Pense em um nó que eu queria desatar desde que eu o vi... — enrolou o dedo no nó que prendia o meu vestido e, de forma habilidosa, em milésimos, ele arrastou o couro pelo  meu corpo, derrubando a peça no chão. 

   Sorri. 

    — Gostou? 

   A pequena calcinha-short de renda emoldurava os meus quadris e ele lambeu os lábios, balançando a cabeça ao notar a cinta liga presa na minha coxa esquerda. 

   — Você veio para acabar com a minha sanidade... —  me pressionou contra o próprio corpo e eu pude sentir sob a excitação dele sob a calça. —  Está sentindo o que fez comigo?— me apertou mais e eu gemi ao sentir a mão dele dar uma boa apertada na minha bunda. 

   — Estou em desvantagem... — ele riu e, num puxão, escutei todos os botões daquela camisa social voarem e ela tomar o seu devido lugar: o chão. Eu tremia um pouco, então, sorrindo, Guilherme  me ajudou a me livrar do seu cinto e calça. 

   Meu nervosismo se intensificou e eu estacionei, olhando para ele.

   — Shhhh... — segurou minhas mãos. — Se não quiser, nós vamos dormir agarradinh... — pousei o meu dedos sob os lábios dele. Negando com a cabeça. Já tinha adiado isso a tempo demais. 

  — Você lembra do que me prometeu?

  Ele sorriu malicioso, estalando a língua.

— Para cada centavo arrecadado, uma hora a mais dentro do quarto comigo. 

   Caminhei devagar até a porta do quarto, tendo o cuidado de não tropeçar em nenhuma vela.

  — Eu não pretendo sair daqui nem tão cedo, meu doce... —  me virei, sorrindo e o chamando com o dedo. 

   — Essa noite vai ser inesquecível. 

Antes de colarmos nossos lábios novamente e acabarmos em cima da cama.

  — Essa noite vai ser inesquecível  — repeti, me afundando naquele mar de desejo.

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E AMANHÃ SAI O HOT DESSE CASAL!

SERÁ??????????????

BOA NOITE, LINDAS RAINHAS! 

Sonhem com o Gui!

O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter'sHistórias para pegar e não largar. Descubra agora