Toda história tem seu ponto crucial.
Aquele onde tudo que aconteceu anteriormente faz sentido e você bate na testa, se achando uma pessoa extremamente burra por não ter notado antes. E, olhando por essa perspectiva, tenho de admitir que isso, — a minha história — não terá apenas um ápice.
Afinal, acho que já notaram que, quando é sobre Joyce Ribeiro, clichê não é a palavra certa para definir, certo?
Isso não é totalmente uma história sobre amor.
É sobre o destino e todos os seus "se's".
E se a Beth não tivesse conseguido me alcançar e plantar a sementinha da dúvida na minha cabeça? E se eu realmente tivesse ficado fora do ar com uns goles daquele champanhe barato e ido até o fim com isso? E se, antes de tudo isso, eu não tivesse caído dentro daquela bendita padaria só porque dei de cara com os olhos mais verdes e profundos que vi na minha medíocre existência?
— Joyce... — Guilherme sussurrou e eu resolvi soltá-lo e me endireitar, puxando o lençol.
Sempre odiei mentiras e agora não seria diferente, mas eu estava com a mente aberta.
— A verdade, Fragoso.
Ele coçou a nuca, exibindo a tatuagem com duas pequenas pilastras gregas, em homenagem ao Imperium. Guilherme parecia desconfortável e eu entendia. Quem queria interromper uma foda para falar sobre coisas sérias?
Eu não, no entanto era preciso.
— Por onde começo? — retrucou, mexendo os dedos como um garotinho assustado.
Ergui as sobrancelhas.
— Tem tanta coisa assim?
— É que...
Bufei.
— Fala logo!
— Antes de tudo, quero que saiba que... — suspirou, me encarando, eu via sinceridade naqueles olhos claros. — Que eu te amo, ok? Amo muito. Você foi a única mulher que me seduziu e não foi até o fim. Não porque eu não quisesse, mas porque você não quis! Você sempre me tratou como um garotinho mimado e me colocava no meu devido lugar. Você é diferente, Joyce.
Psicologicamente, eu me preparava para a bomba que estava vindo.
— Você lembra que foi comigo ler o testamento do meu pai e me ajudou com todos os trâmites de passar o Imperium para o meu nome, me oficializando como dono, não é? — perguntou, gesticulando.
Eu dei de ombros, aquiescendo.
Lembrava de ter segurado na mão dele e dado o máximo de força possível. Todos mereciam ter o direito de se afundar no luto da perda de um ente querido, mas Guilherme não era "todos", era o filho de um dos empresários de sucesso mais conhecidos do país. Ele não tinha esse "Luxo".
— Lembra as exigências dele?
Solto um sorrisinho.
Dr. Fragoso sempre fez trabalhos com fins filantrópicos. Ajudava instituições que acolhiam crianças, idosos e até algumas ONG'S que trabalhavam com animais de ruas e adoções de filhotes.
— Lembro. A fortuna e o Imperium eram seus, entretanto, teria que dar, sempre e mensalmente, 3% do lucro geral do shopping a caridade. — e mesmo de lá do Céu, Fernando Fragoso ajudava as pessoas. — O que isso tem haver? Tás enrolando? — resmunguei, cruzando os braços.
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
RandomASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
