Talvez pelas provocações da Jessyca ou pelo fato dele ter me defendido com um vigor desconhecido — e soado extremamente sexy ao ameaçá-la —, não sei, apenas estava com vontade de fazer coisas indecentes com o Guilherme. Não queria mais comemorações externas, sem baladinhas, champanhes ou preocupações, só eu e ele. E, óbvio, muito sexo.
Na verdade, eu não queria.
Eu necessitava.
— Encosta e desce do carro, Fragoso. — não pedi disse o porquê, só mando.
Ele me olhou de "rabo de olho", como minha avó diria, — aquele olhar de "já não basta os problemas que tenho? Essa maluca está surtando agora?" —, porém eu sustentei a encarada, fazendo-o enrugar a testa.
— Você quer dirigir? — em um estado mental normal, ele teria entedido na hora o que eu iria fazer. Afinal, o cara era safadeza pura. Acho que oitenta porcento dele é feito disso. Mas, considerando os últimos acontecimentos e a probabilidade de perder o Imperium, eu o entendia.
Então, resolvi trocar de abordagem.
— Sim, você está distraído, descansa um pouco essa cabeça, me deixe dirigir... — retruquei, comemorando internamente quando o Guilherme concordou, acenando. Não me demorei muito ao trocar de lugar com ele, só comecei a realmente a pensar na maluquice que eu, uma mulher sem muitas experiências estava prestes a cometer, quando dei um digno cavalo de pau no Audi, sentindo uma partezinha má do meu corpo vibrar com isso.
— Joyce? Que porra é essa?
Merda.
Vasculhei em minha mente as mais diversas desculpas e, por fim, dei de ombros, suspirando.
— Eu sempre quis fazer isso — agi da maneira mais tranquila que consegui, dando de ombros. — E outra, a via de retorno que pegamos está bem engarrafada... Parece que um caminhão de abacate caiu, perto de um cheio de leite e-e... — pensa, Joyce! — e ela está cheia de vitamina!
Ele me olhou como se eu tivesse acabado de escapar do hospício. Mas era bem pior que isso. Eu estava morrendo de tesão e vontade de arrancar a carranca preocupada que se instalou na cara dele.
Guilherme me ignorou e soltou o ar, massageando as têmporas.
Comecei a me lembrar de um detalhe interessante e seguí-lo. Metade do trajeto foi com o Fragoso em silêncio absoluto até que...
— Ei, esse não é o caminho de casa! — agora que ele percebeu? — Para onde estamos indo? Droga, Ribeiro! — xingou, tive que virar o rosto para que ele não me visse sorrindo. Aquilo só estava me deixando mais quente ainda. — Me responde, Joyce! — isso, quanto mais irritado, melhor vai ser.
Assoviei, fingindo que não tinha escutado nada e continuei dirigindo. Já estava prestes a estacionar quando a mão dele apertou a minha coxa. Mordi a parte interna dos lábios, tentando lançar o meu olhar mais desinteressado.
— Oi? —bocejei.
Eu mereço a porra de um Oscar!
— Onde estamos? — os olhos azuis me fuzilaram e dei de ombros.
— Tenho uma amiga e ela é dona desse lugar — respondi e desci do carro, me equilibrando nos meus saltos.
Eu não menti. O enorme prédio com vidros negros e apenas um"C" vinho escrito no letreiro era de uma amiga íntima. Carly. O lugar era enorme e eu a ajudei a escolher, mobilhar e entre outras coisas. Poucas foram as vezes que vim aqui. Mas agora é questão de necessidade.
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
RandomASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
