GUILHERME.
Cantar pneus foi necessário para economizar tempo e, por incrível que pareça, o Cartel não era distante. Na velocidade que eu estava, consegui chegar em menos de meia hora. Fiquei impressionado com o imóvel, era um galpão consideravelmente grande para uma coisa perdida no meio do nada, com todas as árvores, caras mal encarados e, bem, a maldita van que havia levado a Joyce.
Estacionei em uma distância mais que segura e sequer pus os pés em mais de cem metros do lugar para que não notem a minha presença lá. Não podia chamar a atenção e assustá-los, era arriscado demais.
Mas, dentro de tudo isso, o detalhe que o Keller não falou foi que eu teria que esperar os Agentes. Uma longa e agoniante espera. Ele pediu para agir só quando eles chegassem, porém não disse que isso demoraria mais que o normal. O tempo é crucial aqui e eu não quero arriscar perder a mulher que eu amo.
Nem que para isso eu tenha que enfrentar esse monte de malucos sozinhos.
Decidido a continuar meu caminho sozinho, dei dois passos, ajeitando a minha camiseta só pra aparentar que eu havia sido assaltado ou algo do tipo. Ensaio a minha melhor cara de medo e, quando estou prestes a sair da "toca", uma mão pousa no meu ombro.
E eu nem fiz a porcaria do testamento! Não posso morrer agora!
- Isso realmente era o seu plano? - uma voz feminina soou. - Era como pedir para um cervo desfilar na frente de um grupo de leões famintos. Bingo, hora do jantar. - calmamente, girei a cabeça para saber de quem era a dona da voz.
Minha primeira reação foi achar que eu estava alucinando com uma versão mais sexy e menos executiva da Joyce. Os olhos castanhos, os longos fios da mesma cor, com um reflexo dourado, lábios rosados e carnudos, um sorriso naturalmente malicioso. E roupas de couro. Em um corpo idêntico ao da minha esposa.
Abri a boca diversas vezes e ela riu, assentindo.
- Ok, Guilherme. - guardou a arma e estendeu a mão. - Sei que está sendo difícil de assimilar - ela franziu o cenho - até eu passei umas horas para tentar esquecer a minha semelhança com a Joyce Ribeiro. - resmunga, dando de ombros. - Mas vou me lembrar de perguntar a minha tia se há uma probabilidade de termos algum parentesco... - suspirou, soltando um pequeno sorriso no fim. - Enfim, meu nome é Emma Karson. Sou uma das agentes que o Keller mandou.
Aperto a mão dela e sacudo a cabeça, tentando aceitar toda a similaridade.
- Meu nome é Guilh...
Ela assente.
- Guilherme Fragoso Júnior. Herdeiro do maior shopping do Estado, Imperium, onde o pai ainda era acionista de algumas empresas de tipologia industrial, fazendo que esteja no top 3 da lista de solteiros mais ricos e desejados da Forbes. Descobriu um recém acordo de matrimônio no qual foi forçado, assim como a minha chará, a se casarem para manter a integridade financeira e a fortuna intacta e blábláblá... Não me olha como se eu fosse o Google, obrigada.
Precisei me encostar na árvore e respirar para lembrar o verdadeiro motivo.
- A minha esposa, vamos... Onde estão os outros? - perguntei e me arrependi na mesma hora.
Tiros.
Na verdade uma chuva deles.
Ela inclinou a cabeça.
- Relaxa eles estão no galpão atrás do principal, não escutaram os tiros. Foi bom conversar. - balançou a cabeça e suspirou, puxando duas armas douradas. Antes que eu pudesse entrar em choque, ela me puxou. - Mas agora é a hora da ação, se me der licença e fazer o favor de vir atrás de mim, ficarei grata.
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
RandomASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
