ASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO.
O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
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De algum jeito — provavelmente digno de ser denominado "milagre" —, eu consegui me enfiar dentro do tubinho vermelho, até gostando do quê o espelho refletiu. Nem parecia uma mulher que negava sentimentos e estava, secretamente, em seu âmago, morrendo de medo da prima legal roubar o cara que julga não ser nada mais que um casinho.
— Joyce, vamos, eu já cons... Caralho. — ergui a cabeça, parando de ajeitar os laços do meu salto alto, que eram tipo gladiadora e eu já estava me arrependendo, não tinha paciência de prender tudo aquilo — Se essa é uma tentativa de me coagir a esquecer a nossa saída e comemorarmos os números do Imperium aqui mesmo, no meu quarto... Confesso que está conseguindo ter sucesso.
Fala sério, não sei o que é melhor, se é a beleza do Fragoso dentro de uma camisa social apertando os músculos, uma calça jeans evidenciando seu belo e delicioso volume ou o olhar deslumbrado — e bem tarado — que está me lançando nesse exato momento.
Na dúvida, escolho ambos.
— Pensei que estivesse feio, na hora que vesti isso me senti uma batatinha enrolada no bacon... — eu realmente me senti assim, na verdade, ainda acho que está meio estranho... — Sabe a Pepa Pig, aquela porquinha do desenho? É como se tivessem tentado enrolar ela com papel celofane vermelh.. — começo a tagarelar que mal percebo quando o Fragoso se aproxima e só me calo quando ele pousa o dedo sob os meus lábios.
— Shhhhh... Não sei como consegue ter tanta segurança para apresentar um projeto na frente de desconhecidos milionários e, ainda sim, é tão insegura em relação a si mesma... — acaricia brevemente minha bochecha com seu polegar e eu, como uma garotinha boba, suspiro, fazendo-o sorrir — Às vezes você é tão menina, Joyce — inclina a cabeça, encostando nossos lábios, não me beijando, mas apenas sugando meu lábio inferior, depois o superior e colando nossas testas ao enlaçar minha cintura com seus braços.
Céus, é tudo que eu sonhei.
— Você está maravilhosa. Ok? Nem a Pepa Pig vestida com um Prada conseguiria chegar perto dos seus pés e, aliás... Que sapatos... Me fazem ter vontade de te deixar nua, só com eles adornando suas pernas — brincou, sussurrando em meu ouvido.
Eu sorri.
— Você está determinado a me deixar caidinha por você, não é Fragoso?
Ele se afastou, tomando minhas mãos com um pequeno beijo.
— Não, meu doce — Guilherme ergue uma sobrancelha—Você já está — se vira, pegando a chave do Audi, me deixando sozinha com meus pensamentos contraditórios e uma cara de bunda, olhando para o nada.
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— Ainda dá tempo de pegar a outra pista e voltar para a sua cobertura