Dentre todas as coisas que aconteceram, eu só precisava de alguns momentos de paz. Uns dias para respirar e colocar a minha cabeça no lugar. Afinal, eu tinha casado, descoberto que minha prima era uma vigarista da pior espécie e ainda havia mandado o Seu Luiz fazer àquela víbora desocupar o meu apartamento e trancá-lo até segunda ordem. Eu sou um pouquinho má, mas só fiz isso porque sei que ela tem para onde ir.
— Jingle bells, jingle bells... Jingle bells rock... — Guilherme entrou no quarto e eu me entalei com a água que estava tomando. Sabem quando eu falei que estava procurando paz? Então. Acho que perdi esse direito a partir do momento que assinei os papéis no cartório e ganhei o sobrenome "Fragoso".
Meu susto não só se devia ao fato dele estar com uma boxer de veludo vermelha e com detalhezinhos brancos e um gorro de Papai Noel sob as mechas bagunçadas do cabelo que jazia sem um pingo do gel, mas sim, também, por até o coitado do meu filho de quatro patas, o Nick estar metido com o focinho nisso.
Meu belo husky latiu com o pequeno gorro que não poderia ficar ainda mais lindo nele.
— Fragoso! — resmunguei, engolindo a risada, tinha que parecer bem brava.
— Jingle bells rock and jingles bells rock... — rebolou e... Espera.
— Isso é a coreografia de "Meninas Malvadas"? — perguntei e dessa vez não tinha nem como tentar segurar o riso. Ele sorriu, rebolando com o quadril meio duro e eu joguei a cabeça para trás, sentindo o estômago doer com a gargalhada alta. Nick latia e eu até fiquei com medo dele começar a dançar também.
Guilherme só sabia sorrir e me olhar. Ele claramente tinha passado óleo no abdômen definido que reluzia sob a luz do quarto e o deixava ainda mais apetitoso. Vendo que minha reação era diferente de "meu deus, me agarre", Fragoso se sentou na ponta da cama, acariciando as orelhas do Nick.
— Eu pensei que nós não tivemos uma "lua de mel", mas tudo bem, já que nosso casamento é de ment...
— Se fosse de mentira eu não teria vestido isso... — revirei os olhos, sem o deixar terminar de falar. — Só puxe meu lençol, querido... — brinquei e ele franziu o cenho, sem entender, mas obedecendo e assoviando.
Minha camisola vermelha estava fazendo par com a boxer dele.
Fragoso empinou o nariz.
— O natal já passou.
Eu ri.
— Falou o cara que estava lindamente besuntado como um peru quentinho. — falei. — Falando nisso, onde está o seu saco, Papai Noel? — provoquei e ele ergueu as sobrancelhas, talvez se perguntando se eu realmente havia dito aquilo na malícia.
Mas nem precisou me questionar, só solto um de seus sorrisos maliciosos.
— Tenho um aqui que você adoraria... — sussurrou, puxou minha mão com uma gentileza e naturalidade que só a afinidade que temos, permite. Direcionando meu toque para um lugar onde eu não cansava de me admirar. Aquele não era um pau comum. Era "O" pau.
Mas delicioso ainda quando eu o sentia endurecer sob os meus dedos.
Era incrível como a nossa safadeza se completava. Enquanto eu pensava em algo, ele já estava acabando de resolver o pensamento por completo. E, obviamente, sempre em algo que nos faça acabar na cama. Satisfeitos e suados.
— Posso te beijar? — pediu e eu soltei o ar, estranhando. — Só quero a permissão de poder provar o gosto desses lábios novamente e, sim, pode arranhar, morder, puxar, eu deixo. Só preciso te ter de novo. Essa falta de você está fazendo o meu corpo responder assim... — não parou a mão, só abaixo a boxer, fazendo com aquela maravilha saltasse direto para minha mão — Toda vez que vejo esse sorrisinho de garota safada...
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
RandomASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
