Minha cabeça ainda doía e eu a sentia bem pesada com tudo que aconteceu ontem. Quando abri os olhos, o teto branco e cheiro de hospital me invadiram em cheio, assim como o breve calorzinho contra minha mão.
Me virei, dando de cara com os olhos verde-amarelados do Guilherme.
— Você acordou, meu doce... — acariciou meu rosto, soltando um breve sorriso. — Já estava com medo...
Franzi o cenho.
— Só foi um desmaio. — minha voz saiu áspera e rouca.
Ele sorriu fraco.
— Você está apagada à dois dias e meio, Joyce. — sussurrou. — Você teve um alto pico de estresse e meio que entrou em pane, sua pressão baixou, sua glicose... Foi uma auto defesa do seu sistema nervoso. Mas o médico ainda não veio dar algo mais conclusivo, estou até com vontade de ir atrás dele, mas sumiu com uns exames seus e um sorriso do coringa, dizendo "vou trazer boas notícias"... — explicou, fazendo careta. — Você está bem? Sabe sobre o assunto da adoção e...
Neguei.
— Ainda não acredito naquela história. — fui sincera, eu, de certa forma, não conseguia aceitar que haviam mentindo para mim durante todo esse tempo. Mas era difícil de lutar contra os fatos, o tratamento que minha família comigo. A super proteção era medo que eu encontrasse o meu verdadeiro pai e fosse embora. Porém, ao mesmo tempo, a falta de fé e compaixão comigo só afirmava tudo mais ainda. — Você...
Fragoso assente.
— Eu conheço o Keller há um bom tempo... — suspira. — E ele ficou meio vidrado quando te viu pessoalmente uns minutos atrás, fiquei até com um pouquinho de ciúmes... — resmungou, conseguindo me fazer rir. — Desculpe pelo Jean...
Dou de ombros.
— Era o preço de me envolver com um cara estupidamente rico. E gostoso — sorrio. — E outra, não fique com ciúmes do seu amigo, eu não acho que tenha alguém mais bonito que você. — apertei o nariz dele.
Guilherme fez careta, virando para a porta.
— Keller, entra.
O ser que entrou me fez prender a respiração. Não era só o cabelo loiro despenteado ou os olhos de cores diferentes. Ele estava dentro de um terno sob medida e tinha a postura de chefia. Abri a boca como um peixe fora d'água. Devia estar com uma cara ridícula e quase babando.
Mas, gente...
— Joyce?! — Fragoso chiou, estalando os dedos. — Legal, você também ficou vidrada com ele. — olhou para o Keller. — Devo me preocupar? — semicerrou os olhos, cruzando os braços.
O agente riu.
— Não, meu amigo. — bateu de leve nas costas do Gui. — Só me deixe conversar com ela, certo? Eu devo grandes explicações à sua esposa. — suspirou e eu assenti, lembrando de toda a "revelação".
Guilherme balançou a cabeça, levantando-se, não antes de beijar minha testa.
— Não me traia, por favor. — murmurou, saindo. — Até eu daria para o Alex se fosse mulher. — resmungou, saindo do quarto. — Deus despencou um balde de beleza nesse cara e... — fechou a porta.
Olhei para o Sr. "Sou-lindo-pra-caramba" e ele ainda me fitava com ar de interesse.
Apontei para a cadeira, um pouco envergonhada pelo meu estado.
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O Sabor Dos Seus Lábios - As Whiter's
De TodoASSIM COMO MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO, SÃO OS INVESTIMENTOS DE RISCO QUE FAZEM OS EMPRESÁRIOS DE SUCESSO. O que uma mulher bem sucedida que venceu vários preconceitos por ser jovem e acima do peso, conseguindo chegar ao cargo de Supe...
