Capitulo 8

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DULCE


Já era sexta, ia completar cinco dias que Ucker viajou e preciso confessar que sinto falta dele. Pela semana nos falamos algumas vezes por telefone, ele perguntava sobre mim, a empresa e tudo mais, de um jeito carinhoso que só ele tinha.

Por falar nele, o mesmo estava me ligando.

- Oi Ucker – atendi sorrindo.

- Oi princesa – corei com apelido, ainda bem que ele não podia ver o quanto eu estava constrangida – Está tudo bem por ai? – perguntou, a voz rouca.

- Sim, tudo na mais perfeita ordem – brinquei e ele deu risada.

- Só liguei pra avisar que vou chegar amanhã a noite.

- Certo, eu vou estar esperando – nos despedimos e ele desligou.

Suspirei pondo o telefone em cima da minha mesa.


[...]


Estava na sala de arquivos

- Droga – xinguei a impressora irritada, já era a terceira vez que tentava imprimir um documento e enganchava.

- Será que posso te ajudar? – um homem perguntou rindo do meu pequeno problema. Estávamos na sala de arquivos, eu fiquei tão entretida que nem o vi entrar.

- Se você conseguir essa benção – ironizei, ele se aproximou mexendo na impressora, depois que conseguiu ele colocou o meu documento para imprimir de novo, dessa vez foi – Graças a Deus – murmurei – Muito obrigada, não sei o que faria se você não tivesse aparecido – ri agradecendo.

- É um prazer ajudar – sorriu de lado, olhei pra ele percebendo que ele era bonito, mas não se comparava a Christopher, que quando sorriu me arrepiava inteira – Ah proposito, meu nome é Pablo Lyle – estendeu a mão e eu apertei.

- O meu é Dulce – eu disse ele riu, franzi o cenho pra isso.

- Eu sei quem é você, acho que todo mundo nessa empresa sabe – é claro que sabiam, revirei os olhos pra isso.

- Deveria ter imaginado depois do que Christopher fez – disse me lembrando do seu discurso para a empresa - aquele discurso chamou atenção de todo mundo.

- Bem, acho que te notaram bem antes disso – o olhei confusa – Fala sério que você não percebeu? – disse me deixando ainda mais curiosa.

- Não entendo do que você está falando – cruzei os braços esperando uma explicação.

- Oras, a empresa toda sabe que o Uckermann está interessado em você desde que colocou os pés na empresa.

- Não pode estar falando sério – balancei a cabeça não querendo acreditar naquilo, se fosse verdade Ucker tinha mentido pra mim.

- Primeiro ele fez sua entrevista, sendo que é o RH que cuida disso, depois te colocou numa sala e os novos engenheiros passam por um estágio antes disso – numerou nos dedos, arregalei os olhos.

- Sinto muito por isso – disse envergonhada.

- Não se desculpe, se eu fosse o dono dessa empresa teria feito o mesmo – sorriu – Além do mais, todos sabem que você é muito talentosa, agora tenho que ir até mais – acenou saindo.

Fiquei parada com o papel em mãos absorvendo tudo aquilo, eu ainda não acreditava que o Ucker tinha feito tudo aquilo e também não queria tirar conclusões precipitadas, apenas decidi esperar pra conversar com ele, no entanto seria difícil esquecer as palavras de Pablo.


[...]


Já estava no fim da tarde, porém eu ainda não tinha conseguido terminar o contrato. Minha mente só pensava em Christopher, estava a ponto de enlouquecer.

- Cunhadinha – Mai entrou na minha sala junto com Annie que sorria animada.

- Olá Mai – levantei para cumprimenta-la – A que se deve a honra da sua visita? – brinquei.

- Eu e Annie decidimos que nós vamos pra sua casinha amanhã – bateu palma animada.

- Casinha não... Casona – Annie ironizou – Decidimos aproveitar o dia belíssimo de verão e utilizar a imensa piscina do Uckerzinho.

- E ele sabe disso? – perguntei rindo das loucas na minha frente.

- Não, mas a casa também é sua, ai ele nem vai se importar – disse sem importância.

- Não sei não... – eu falei hesitante.

- Ah vai... por favor – Mai disse com cara de pidona e juntou as mãos implorando.

- Está bem – me rendi – mas se ele reclamar eu coloco a culpa em vocês – elas assentiram se abraçando...


[...]


CHRISTOPHER


Desci do jatinho olhando o céu limpo, felizmente eu tinha conseguido resolver todas as pendencias e pude voltar mais cedo pra casa. Sai do aeroporto empurrando minha mala em direção à saída do local.

Cheguei lá fora e vi Taylor me esperando, ele pegou minha mala guardando, entrei no carro e seguimos para a mansão.

- Senhor – Anna cumprimentou na porta assim que chegamos - Bem vindo de volta – disse sorrindo.

- Obrigada Anna – entrei na mansão sendo acompanhado por ela – Minha mulher está? – perguntei me livrando do meu paletó.

- A Dona Dulce está na área da piscina com os outros – a olhei confuso.

Deixei minhas coisas no aparador e segui para os fundos da casa, encontrei Dul, Mai, Poncho e Annie conversando animadamente. Minha irmã e Poncho na piscina e Annie e Dul em um canto conversando.

- Que bonito, se aproveitando da minha casa – brinquei chamando a atenção de todos.

- É claro, alguém tem que aproveitar essa maravilha – Mai debochou, dei risada pra ela.

Me aproximei das meninas, cumprimentei a Annie que saiu em seguida me deixando sozinho com Dulce. Ela estava linda, com um vestidinho branco e eu podia ver o biquíni por baixo, seus cabelos soltos e balançando com a brisa.

- Oi – sorri pra minha morena.

- Oi – disse desviando o olhar do meu e forçando um sorriso. EPA, alguma coisa estava errada.

- Ta tudo bem? – perguntei preocupado.

- Está sim. Eu vou pegar umas coisas que a Anna fez, da licença – disse saindo antes que eu pudesse falar qualquer coisa.

Virei para olha-la sem entender sua reação, alguma coisa tinha acontecido e eu precisava descobrir o que era...

Mi Nuevo Vicio - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora