Capitulo 58

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CHRISTOPHER



Eu estava feliz novamente, Dulce tinha me perdoado e me dado uma chance, e eu ia aproveitá-la como se deve. O fato de ela estar melhorando também me deixava aliviado, os machucados estavam cicatrizando e quase não dava mais pra ver. Ela estava há uma semana no hospital e o médico estava terminando de assinar sua alta.

- Bom Dulce, você está livre deste hospital – comunicou e ela bateu palmas comemorando.

- Graças a Deus - comemorou e eu ri da sua empolgação.

- Agora a parte ruim... – começou e o sorriso dela murchou – Um mês de repouso – falou deixando-a boquiaberta.

- Isso é muito tempo – fez bico e eu que estava do seu lado lhe enviei um sorriso sarcástico.

- Eu sei, mas é necessário para que a cirurgia cicatrize – avisou – Também vou lhe passar a dieta nutricional que vai precisar fazer – ela revirou os olhos e recebeu a folha dele – Agora vou deixar você terminar de se arrumar. Tchau e até logo – Dul assente e o médico se retira, mas não antes de me passar um olhar me advertindo. Suspirei sabendo que eu tinha algo para conversar com Dulce.

- O que foi? – questionou se levantando da cama, a ajudei a ficar de pé e a calçar a sandália.

- Tenho algo pra contar – falei e ela me olhou desconfiada.

- Algo grave? – perguntou com medo – É sobre Pablo? – estremeceu.

- Sim e não – respirei fundo antes de falar – O delegado me ligou e pediu pra que você fosse a delegacia dar seu depoimento sobre o sequestro – ela fechou os olhos e ficou em silêncio – Eu entendo que é muito ruim relembrar esses momentos, mas é importante para definir a prisão de Pablo – ela me encara com os olhos tristes.

- Vamos ter que ir até lá? – murmurou e me aproximei mais a abraçando.

- Não, eu expliquei ao delegado que você não estava bem pra ir até lá e ele concordou em ser em uma das salas aqui do hospital – acariciei seu cabelo tentando acalmá-la.

- Está bem, é melhor acabar logo com isso – falou exausta.

- Vou estar do seu lado o tempo todo - ela balançou a cabeça assentindo, me afastei e peguei a cadeira de rodas.

- Não... não vou andar nisso dai – negou com a cabeça fazendo careta.

- Vai sim, não está totalmente bem pra ficar caminhando por ai – afirmei sério.

- Christopher... – fez birra.

- Nem tenta Dulce Maria, vamos logo, porque eu não vou desistir – ela me olhou feio se rendendo e sentando na cadeira. Eu peguei suas coisas e saímos do quarto

- Eu devia era ter te mandado embora, isso sim – debochou e dei risada.

- Engraçadinha... A senhorita pode ir se acostumando, vai ficar um mês inteiro de repouso na nossa caminha – brinquei e ela fez bico – vai ser minha vingança por aquela vez do meu acidente, você nem me deixou pisar fora do quarto – relembrei sarcástico.

- Malvado – xingou emburrada, mas pude ver seu sorriso, que morreu assim que chegamos a sala que estava o delegado e outro policial.

Durante todo o depoimento permaneci ao lado dela segurando sua mão, ela estava tensa e ficou triste em reviver aqueles momentos. Quando finalmente terminou saímos do hospital em silêncio, imaginei que ela não queria comentar sobre o que aconteceu.

Estacionei no jardim da mansão, saí do carro e dei a volta brindo sua porta. Antes que ela descesse a peguei no colo. Taylor, o motorista se aproximou e pedi que ele pegasse a mala no fundo do carro.

- Ei, eu posso andar – reclamou rindo.

- E eu posso te carregar – dei de ombros – Sabia que você pesa como uma pena – zombei lhe arrancando uma gargalhada.

Anna nos recebeu no hall de entrada, mas tinha uma expressão séria.

- Oi Anna – Dul cumprimentou animada.

- Anna, o que foi? – perguntei desconfiado.

- Eu pedi que ela fosse embora Senhor, mas ela se recusou de todas as maneiras – falou exasperada.

Assim que ela terminou de falar Belinda surgiu na sala, Dulce se mexe desconfortável no meu colo. A coloquei no chão encarando Belinda que tinha um sorriso cínico. Suspiro fechando os olhos irritado.

- Isso já está ficando ridículo Belinda – rosnei indignado por ela ter a coragem de vir aqui.

- Vim te dar uma última chance de me escolher Uckerzinho. Certeza que eu posso ser muito mais mulher que essa daí – falou debochada e Dul estremece, posso sentir que está chateada, mas ela fica em silêncio. Mer/da.

- Eu não quero nada de você Belinda, só que se retire da minha casa e não volte a pisar aqui – fui claro – Se voltar a me procurar ou a alguém da minha família eu faço questão de usar toda a influência que tenho pra acabar com sua carreira e destruir sua vida – fui direto e todos me olharam assustados.

- Isso é uma ameaça? – perguntou furiosa.

- Sim, é uma ameaça. Já estou cansado dos seus joguinhos, agora saia antes que eu chame os seguranças para tirá-la a força – avisei e Belinda empinou o nariz se retirando e batendo a porta – Dul – me virei pra ela esperando um sermão, mas a mesma me deu um sorriso tímido.

- Está tudo bem, vamos apenas esquecer – assenti agradecendo por Belinda não ter estragado tudo novamente.

- Certo, quer subir? – ela balança a cabeça positivamente e a peguei no colo de novo fazendo a mesma rir.

- Vou preparar uma comida bem gostosa pra você menina, tá muito magrinha – Anna apontou e Dul sorriu. Passei o papel que o médico deu

- Eu vou adorar Anna, não aguentava mais comida de hospital – fez careta e gargalhamos.

Passei o papel que o médico deu e subi as escadas, quando chegamos ao quarto a pus sobre a cama com cuidado.

- Acho que vou tomar um banho antes do almoço – falou suspirando.

- Eu te ajudo, vem – ela se levantou e fomos para o banheiro. Livrei-me de suas roupas e ela se encarou no espelho por um momento.

- Estou horrível – falou olhando o próprio corpo. Neguei com a cabeça.

- É óbvio que não, continua maravilhosa como sempre – beijei seu ombro, ela sorriu e se virou pra mim.

- Amo você – murmurou se inclinando pra me beijar.

- Amo você princesa - aceitei o beijo segurando delicadamente em sua cintura. Massageei sua língua coma minha e ela arfou. Sem que eu percebesse suas mãos foram para o zíper da calça, me afastei assim que ela abriu.

- Não – segurei sua mão.

- Por que não? – fez bico.

- Porque eu não vou conseguir parar e você está machucada ainda – expliquei e ela viu que não mudaria de ideia.

- Está bem – revirou os olhos – Mas quando eu melhorar você não me escapa – exigiu e dei risada – Eu estou há semanas sem sexo, isso é um absurdo – reclamou.

- Prometo que você não me escapa – beijo seu nariz – Agora vamos para o banho – dei um tapa leve em sua bunda e ela riu entrando no box...




Mi Nuevo Vicio - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora