Algemas

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Amy Morgam Winchester

Metatron tinha me prendido em uma espécie de calabouço. Eu tinha conseguido soltar as algemas que me prendiam com o grampo que eu sempre deixo no cabelo, mas um dos seguidores do anjo maluco me pegou no flagra.

Agora eu estava algemada a uma cadeira e com uma belo roxo no olho, eles não tinham piedade. Meu corpo doía, eu estava sentada ali já fazia tempo.

- Castiel, se estiver me ouvindo, por favor me ajuda- rezar era meu último recurso. Por mais que eu soubesse que o anjo não fosse me ouvir, eu precisava tentar- merda.

De repente minha cabeça começou a doer e eu sabia o que viria dali pra frente. 

Metatron com uma espada angelical.

Dean caído no chão.

Um último suspiro.

- Não- disse quase inaudivelmente- não, não, NÃO!

Comecei a me debater, tentando me soltar. Eu gritei, chorei e com isso, acabei derrubando a cadeira onde eu estava. Agora, a única coisa que eu poderia fazer era esperar. Esperar até ter uma oportunidade de fugir, mas enquanto isso, eu lamentava.

...

- Então, acho que você viu não foi?- a voz do Metatron me desperta, ele estava parado na porta- você viu o que vai acontecer com seu irmão, como se sente sabendo que tudo o que vocês fizeram para me deter não valeu de nada?

- Eu juro que se você encostar um dedo no meu irmão, eu mato você!- rosno, ele ri.

- Não precisa se dar o trabalho, em breve você não lembrará de nada.

- Como assim?- eu tinha ficado intrigada.

- Não é óbvio? eu iriei apagar suas memórias, todas as sua lembranças. Você trabalhará para mim, sem ao menos saber por que- ele sorri- mas não antes de você sofrer um pouquinho.

- Do que você tá falando?

Ele não responde. Dois anjos entram, me levantam e tiram minhas algemas, aquele era o momento. Chutei as partes íntimas de um e dei uma cotovelada na barriga do outro. Andei até Metatron mas fui parada com um soco, senti o sangue escorrer em meu queixo.

Eles me imobilizaram, algemaram minha mãos, colocaram um capuz na minha cabeça e me arrastaram. Fui jogada em algo duro e apertado, um porta-malas.

- De novo não!- me debati- seus idiotas, cretinos, filhos da...- comecei a xinga-los de tudo quanto é nome.

O carro andou por vários minutos até que estacionou. Fui tirada do porta-malas, ouvi um estado de dedos e então meu capuz foi tirado. Eu estava algemada a um cano de metal, olhei ao meu redor tentando identificar a onde eu estava.

-  Desculpe-me pela sutileza, mas não seria bom para mim se eles te vissem nesse estado, iam duvidar das minhas capacidades de cura.

- Eles?- questiono.

- Os meus seguidores, eles estão lá em baixo louvando e glorificando à mim- olhei pela janela que tinha ali e pude ver várias pessoas, alguns estavam de joelhos rezando, outras apenas conversando, mas todas elas se pareciam com mendigos.

- Humanos?

- Eles me amam! - ele abre os braços.

- Bom, então são uns idiotas.

Ele abre a boca para retrucar mas fecha quando escutamos um barulho. Ele me olha e sorri perverso. Metatron vai até o meio da sala e se senta de pernas cruzadas, ele fingi meditar, eu reviro os olhos.

- Pode guardar a encenação do humilde Jesus para alguém que caía nessa- escuto uma voz.

- Seu problema Dean, é o cinismo- Metatron diz.

- Dean!- ele me olha- Dean vai embora, você tem que ir embora!

- O que fez com ela?- ele me analisava- você bateu nela seu desgraçado!- meu irmão ia pra cima do anjo, mas ele o interrompeu.

- Acalme-se, acalme-se, ela ficará bem assim que isso aqui terminar- Dean descobre um pano que havia em suas mãos e tira de lá a Lâmina- ah, a Primeira Espada, coisinha feia, não é? Tudo bem, vamos supor que você vença Dean e eu morro, o que vai sobrar para o mundo? um bando de anjos perdidos e você?

- Sabe a única coisa que eu ouvi disso tudo que você falou?- a mão em que a Lâmina estava tremia, pude ver suas pupilas dilatadas. Eu precisava me soltar- foi "eu morro".

- Ora, está bem, vamos lutar. Eu só não sei o que você espera conseguir com isso- ele encara Dean e sorri- a não ser, que você esteja enrolando pois sabe que não irá conseguir nada com isso se seus amigos não tiverem sucesso lá em cima procurando pela placa dos anjos- naquele momento me senti perdida- mas aqui vi uma noticia, eles estão tirando umas férias na prisão do céu agora mesmo.

Dean me olha e eu franzo o cenho. Ele tenta acertar Metatron mas o anjo é mais rápido e segura seu braço no ar, Dean soca sua cara e ele recua alguns passos, seus lábios sangravam.

- Essa tatuagem grande e essa espada tribal marombaram você mesmo, hein!- debocha Metatron limpando o sangue.

Meu irmão corre até ele, porém é jogado contra a parede. Dean se recupera mas é jogado contra a parede novamente pela telecinesia do anjo. Metatron chuta a Primeira Lâmina longe e pisa em cima do braço do loiro.

Eu tentava tirar as algemas, mas sem meu grampo ou me canivete, era inútil. Comecei a puxar na esperança de que a corrente quebrasse, mas o que aconteceu foi que o cano em que eu estava presa deu uma leve mexida. Se eu botasse mais força, conseguiria move-lo e assim sair, foi o que eu fiz. Enquanto isso, Metatron acabava com Dean.

Quando eu estava livre, corri, pulei nas costas de Metatron e comecei a enforca-lo com a corrente da algema. Ele pegou sua espada angelical e acertou minha perna, eu gritei de dor mas eu não soltei. O anjo puxou meu cabelo e me jogou longe, tentei me levantar mas o corte em minha perna doía muito. Então tudo começou a passar em câmera lenta.

Metatron andou em direção ao Dean.

Dean estava caído no chão.

Eu me arrastava até eles.

Então veio um último suspiro.

O grito de Sam.

Dean me olhou, e eu vi o medo em seus olhos.

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Oie genteee! 

Dei uma sumidinha, eu sei rs.

Mas tô de volta, irra!

E quero dizer que entramos na reta final de A Pequena Winchester II.

Estão ansiosos?

Até o próximo capítulo, beijos!

A pequena Winchester IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora