Amy Morgam Winchester
Henry e eu entramos no local marcado, ele estava algemado e eu o ameaçava com meu canivete.
Abaddon, Sam e Dean já estavam lá. Ela os prendia com seu poder demoníaco, e eles me olhavam como se eu estivesse prestes a fazer uma grande merda.
- Eu vou mandar o Henry e a caixa- sacudo a mesma no ar- faça o mesmo com meus irmãos- coloco a caixa dentro do bolso do paletó do vovô- sem truques!
- Só o Henry e a caixa me interessam! Vocês três podem ir.
Empurro Henry na direção dela. Ela solta os meninos e a troca é feita.
- É uma péssima ideia- Sam diz a mim.
- Cala boca e vamos embora. Nos viramos mas a demônio fecha a porta nos impedindo de sair- sua vadia, fizemos um trato!
Ela ri debochada, isso me fez ficar mais irritada.
- Surpresa! eu menti.
Ela enfia a mão dentro da barriga de Henry. Meus irmãos tentam avançar mas eu impeço puxando seus braços. Henry se solta das algemas .
- Você não é a única- ele atira na cabeça dela com a arma que eu havia lhe entregue. Abaddon ri.
- Uh, que onda boa!- essa mulher é maluca- agora me passe a caixa- ela pega no bolso de Henry a caixa falsa que eu tinha colocado- CADÊ A CAIXA?- ninguém responde- tudo bem, vamos fazer de outro jeito.
Ela puxa o nosso avô e começa a soprar uma espécie de fumaça, acho que ela lia mente dos outros com aquilo. Mas graças a bala gravada com a cilada que estava em sua cabeça, ela não conseguiu.
Henry caiu no chão, Sam corre até ele e tenta estancar o ferimento. A demônio tenta se mover, mas não consegue.
- POR QUE EU TO PRESA?- ela esbraveja,Henry sorri tirando sarro e ela ri- vocês ainda não me mataram.
- Não, mas vai querer morrer- decepo sua cabeça com o facão que estava escondido na minha jaqueta- essa bala na sua cabeça vai impedir você de virar fumaça e ai vamos enterrar você no cimento. Não vai estar morta, mas vai querer morrer.
- Conseguimos- diz com a voz fraca, ele estava perdendo muito sangue.
- Não, você conseguiu- sorrio e me agacho ao seu lado- nada mal para um nerd dos símbolos hein.
- Desculpem, eu julguei mal vocês por serem caçadores, eu deveria saber.
- Saber o que?- pergunta Dean se ajoelhando também.
- Vocês são Winchester, e enquanto estivermos vivos, sempre haverá esperança- reprimo as lágrimas- eu não vi meu filho adulto, mas vendo vocês três...eu sei que teria orgulho dele.
Então sua cabeça cai no ombro de Sam, seu olhar se torna vazio e sua respiração diminui aos poucos. Ele tinha ido.
...
Concordamos que seria melhor Henry ser enterrado ao lado de seus amigos. Então voltamos no cemitério, o enterramos e colocamos uma cruz para sinalizar que ele estava ali. Gravei suas iniciais e o símbolo dos homens de letras na lápide improvisada e me juntei aos meninos.
- Aqui, olha- Dean tira uma foto do seu bolso- achei isso na carteira dele.
Era uma foto de Henry e John, ambos pareciam felizes. Algumas lágrimas rolaram pelo meu rosto, mas as limpei rapidamente.
- Todos aqueles anos pensando que o pai dele fugiu, quando na verdade ele veio aqui salvar nossas vidas- lamenta o moreno.
- Viagem no tempo é muito sinistro- o mais velho fala.
- Acham que teria sido diferente?- pergunto- se John tivesse o pai por perto?
- Não tem como saber- responde Sam.
Na verdade tinha e nós três sabíamos disso. Se Henry não tivesse desaparecido, John seria um homem de letras e com isso, Mary poderia não ter morrido por um demônio e assim...eu não existiria, e talvez meus irmãos pudessem ser mais felizes. Sem tantas mortes e tantos problemas.
Poderia ter sido uma vida boa para eles.
...
Dean e Sam tinha descobrido com o Larry que a chave, era na verdade, uma solução para quase todos os nosso problemas. Ela guardava o lugar mais provido de conhecimento sobrenatural que já existiu, e também era o lugar mais seguro do mundo. Nós torcíamos para que esse lugar estivesse ainda de pé .
- Tem certeza que é aqui?- pergunto assim que desço do carro- parece meio...velho.
Era uma industria grande e abandonada, sua entrada parecia de uma cela de segurança máxima. Era meio assustadora mas confesso que estava ansiosa para entrar.
- E o que você esperava? uma mansão de luxo?- Dean sendo Dean.
Sam tira a chave da caixa e abre a grande porta de metal. Entramos e tivemos que usar as lanternas pois estava tudo escuro. E apesar do cheiro de poeira e mofo, parecia tudo muito limpo.
O lugar estava cheio de coisas velhas. Rádios, painéis de controle e uma coisa que Sam chamou de telégrafo, pra que servia? eu não fazia ideia.
- Parece que o pessoal que tava aqui saiu rapidinho- digo depois de ver alguns maços de cigarro e uma xícara cheia de café de quase 50 anos em cima de uma mesa, quem estava ali jogava xadrez e estava ganhando.
Dean achou o quadro de força e ligou. As luzes piscaram um pouco antes de acender por completo, e então vimos que o lugar era bem maior e melhor do que parecia.
- Caramba...
VOCÊ ESTÁ LENDO
A pequena Winchester II
Fiksi PenggemarAmy está de volta. E com ela novas emoções, sentimentos e o começo da adolescência. Como os irmãos vão lidar com tudo isso? Obs: precisa ler o primeiro livro para entender.
