Capítulo 19.

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Sinto meu celular vibrar em baixo do meu travesseiro e o pego. Minha vista ainda embasada. Olho a hora, seis da manhã. Abro a mensagem, é do fofuxo.

Fofuxo?

"Anne? Ainda esta dormindo?" - Fofuxo.

"Sim!" - Eu.

"Mas já amanheceu!" - Fofuxo

"Quem disse? São seis horas da madrugada!" - Eu.

"Como está a irmã Corina?" - Fofuxo.

"Sério? Deixa amanhecer para a gente conversar." - Eu.

"OK, boa noite!" - Fofuxo.

Voltei a pegar no sono, depois acordei com meu despertador tocando. Lavei o rosto, fiz um coque no cabelo e fui para a batalha.

— Filha, eu estou bem. Não precisa se preocupar. Já faz uma semana que está trancada aqui comigo. Eu me sinto melhor. Por que não vai dar uma volta enquanto preparo o almoço? Faço pudim de sobremesa. — minha vó abre a porta da casa e devagar me empurra para fora. — Volte na hora do almoço. — Ela beija a minha testa. — Obrigada! Tchau.

E então a porta se fecha. Meu celular vibra e abro a mensagem.

"Esta acordada agora?" - Fofuxo.

"Sim, agora estou! Minha vó esta bem, muito bem. Me expulsou de casa." - Eu.

"E você vai ficar parada com a cara na porta?" - Fofuxo.

"Não? Calma, como você sabe?" - Eu.

Olho ao redor e vejo Miguel chegando e parando em frente ao portão. Sinto meu celular vibrar e abro a mensagem.

"Sabendo!" - Fofuxo.

"Esta aberto." - Eu.

Ele sorriu para o celular e abriu o portão. Caminhou em minha direção enquando eu me sentava na varanda.

— Como seu número veio parar no meu celular? — Balanço o aparelho.

— Eu coloquei! No dia em que você foi comprar o remédio da sua vó e esqueceu ele em casa. Você deveria por senha nele.

— Claro, porque realmente eu iria imaginar que um garoto doido que estava desocupado iria pegar meu celular para salvar seu próprio número.

— Nossa, assim você me magoa. Nunca se cansa de quebrar meu coração? — Ele coloca a mão sobre o peito.

— Na verdade não! — Rimos. — Por que você salvou como fofuxo?

— Porque você gosta de me chamar assim, apesar de eu não gostar. 

— Engano seu! Eu gosto de como te chamar desse apelido te deixa irritado.

— Que bom! Porque eu salvei seu número escrito Anne.

— Você colocou para me irritar?

— Não. Só acho que é um jeito carinhoso de te chamar, sua irritação vem de bônus. — Miguel me sorrir. — Se você não se lembra, você só deixa seus amigos te chamarem assim?

— E você se considera meu amigo? — o encaro.

— Ainda não sei, estou avaliando todas as possibilidades. — Rimos. —  Amigos?

— Amigos! — aperto a sua mão.

— Soltei! — minha vó gritou dentro de casa, após abrir a porta.

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