O prisioneiro que lhe salvou

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Naquela altura ele já sabia que todo o castelo estava atrás dele. Sua atitude naquela tarde havia sido muito precipitada, ele deveria ter se lembrado que não sabia a senha e devia ter esperado para apanhar o garoto quando este estivesse sozinho. Mas inferno, o garoto nunca estava sozinho e aquilo era um verdadeiro impasse para as suas tentativas de aproximação.

Ele passou boa parte da noite se esgueirando de um lado para outro do castelo, fugindo dos professores que estavam atrás dele e agora ele se encontrava escondido nas sombras próximo a entrada da Torre da Gryffindor.

Sim, talvez ele fosse um idiota. Mas quem poderia julgá-lo? Ele era um homem que havia sido preso injustamente em um dos piores lugares da terra por crimes que ele não havia cometido e agora ele queria a chance de vingança e de retratação.

Ele estava errado? Não, não estava. Pelo menos aos olhos dele ele não estava.

Bufou frustrado e estava quase indo embora quando ele viu uma pequena nuvem verde se aproximar do quadro da passagem da Torre e surpreendentemente abrir a passagem.

Os olhos dele brilharam como os de uma criança que encontra o chão envolta da árvore cheia de presentes na manhã de Natal.

Ele subiu as escadas e estava prestes a entrar na Torre quando uma menina apareceu a sua frente quase esbarrando nele o assustando.

Ele esperava que ela gritasse, mas daí percebeu que ela estava dormindo e assim ela apenas passou por ele, subindo as escadas.

— Vamos lá, é agora ou nunca. — Ele quase entrou, mas ai se voltou para as escadas por onde a menina loira havia subido.

E se ela se ferisse?

Aquela ideia martelava com força em sua consciência e com um grunhindo ele subiu as escadas correndo atrás dela.

Ele a observava de uma distância segura. Ela andava sem dificuldade alguma, apesar de as vezes dar alguns passos para trás como se algo estivesse mandando ela parar e acordar.

" Ela está indo para a Torre de Astronomia " Pensou ele ao ver o caminho que ela tomava.

Quando ela passou pela entrada da Torre deu uma risadinha que fez algo se remexer dentro dele.

Mas foi quando ele entrou na Torre que ele viu a cena que fez seu sangue gelar em suas veias e seu coração parar em seu peito.

A garota estava em pé na grade de proteção e estava prestes a pular dali.

— NÃO! NÃO PULE! — Gritou o homem sem se importar se alguém o ouviria ou não. Parecia que a garota havia escutado pois se virou para trás, mas logo ela se voltou para frente como se algo a puxasse e ela começou a gritar.

Sem escolha, ele correu até ela a agarrando pela cintura a tirando de cima da grade e a afastando da beira.

A menina que não devia passar de ser uma Terceiranista graças as curvas visíveis que não eram escondidas pelo tecido fino de sua camisola, começou a se debater contra ele, tentando desferir-lhe socos e chutes.

— Não, não, me largue. — Mandou-lhe ainda em seu sono.

— Ei, ei, acorda, calma, acorda. — Pediu para ela a colocando no chão e segurando seus pulsos para que ela não tentasse mais atingi-lo.

E então a loira acordou com os olhos azuis muito arregalados e assustados que deram uma olhada em tudo ao redor antes de encontrar o olhar dele.

— Quem é você? — Ela perguntou se afastando bruscamente dele, a respiração dela ainda um pouco exasperada.

O Mistério de Anastasia Histórias para pegar e não largar. Descubra agora