A Aula de DCAT

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A viagem de trem como sempre foi longa e solitária. Foram horas que Anastasia passou sem trocar sequer uma palavra com Iris, a Gryffindor se divindindo entre olhar a paisagem pela janela e fechar os olhos por intervalos curtos.

Tinha começado a ter crises de insônia após o dia da Audiência do Ministério. Agora, além de seus pensamentos e preocupações, um novo motivo para sua perturbação era Dimitri, além de Rasputin e Tom Riddle.

De certa maneira, todos eles representavam perigo tanto quanto diretamente para ela quanto um para os outros por serem cada um de seu modo relacionados com ela.

E céus, esse fato a estava tirando a paz que ela já não tinha e que tanto queria.

Ela desembarcou do trem e pegou a carruagem, não foi um trajeto muito longo e logo ela já estava subindo em direção ao Grande Salão.

— Anastasia! Anastasia!

Oh, Deus misericordioso...

Draco Malfoy, o irritante Slytherin de cabelos platinados passou correndo por ela e bloqueou seu caminho.

— Eu senti sua falta. — sorria bobamente para ela.

— Ah! Eu nem lembrava da sua existência.

O sorriso de Draco morreu com as palavras em tom desinteressado de Anastasia.

— Ouvi o barulho de alguma coisa quebrando... ah, acho que foi o coração dele. — Iris debochou.

— Eu agora sou monitor. — disse estufando o peito, como se tivesse se recuperado de uma bofetada humilhante. Anastasia arqueou uma sobrancelha com a informação não-solicitada. — Então... — ele quase parecia meio incerto de suas próximas palavras, debatendo consigo mesmo se era certo dizer. — eu acho que é melhor você ser um pouco mais simpática comigo. Não quer ficar de detenção trancada comigo em uma sala durante todas as sextas do ano letivo, não é? Ou quer?

Toda a prepotência de Draco murchou ao ver o olhar medonho que Anastasia lhe lançou. Ela deu um passo para frente, ele recuou.

— Você está me chantageando?

— E-e-eu? Não. — novamente um passo que ela deu para frente e ele para trás. Draco engoliu em seco, e sem coragem de nada mais dizer, ele saiu correndo para dentro do salão principal.

— Começa ano, termina ano... Mas a fascinação de Malfoy por você nunca tem um fim. — uma voz disse do canto.

Anastasia deixou escapar um suspiro ao ver o homem alto de nariz grande e todo vestido de preto. Tudo o que ela mais queria naquele momento era poder abraçá-lo e ouvir da boca dele que tudo ficaria bem, mesmo ela sabendo que nunca ficaria. Mas ela não o fez, aquela era uma das coisas que ela nunca poderia fazer. Ela apenas se contentou em andar até ele, sorte a deles que o corredor estava quase vazio.

— Como vai srt. Petrov?

— Bem. — mentiu.

— A senhorita se tornou uma péssima mentirosa.

— Não. O senhor é que me conheceu pouco, mas suficiente para saber que eu nunca estou bem.

— Eu queria poder mudar isso. — lamentou.

— É... eu também.

Eles entraram em um silêncio pela tão rápida tristeza dos fatos e porquê um grupo de alunos passou por eles.

— Seria muito presunçoso da minha parte dizer que eu esperava ser escolhida para ser monitora? — ela tentou quebrar o clima chato que havia se instaurado.

O Mistério de Anastasia Histórias para pegar e não largar. Descubra agora