Expecto Patronum

1K 118 14
                                        

Eram as primeiras horas da manhã do dia 1 de Novembro e Anastasia estava caminhando pelos corredores em direção ao grande salão onde a aquela hora já estava sendo servido o café da manhã já que os alunos já tinham voltado aos seus respectivas salões comunais.

Ela estava passando por um corredor reto que se completava com outro a sua esquerda quando ela foi bruscamente puxada para esse corredor.

Quem a tratava com tanta aspereza não era ninguém menos do que o seu professor de poções, Severo Snape, que tinha a pior das expressões para ela, tão ruim que ela nunca tinha visto ele lançar aquele olhar nem mesmo para Potter ou para Longbottom.

— Onde é que você estava ontem a noite? — Perguntou-lhe como se ela lhe devesse satisfações.

A expressão de Severo só se suavizou de raiva para confusão quando ele viu o semblante de Anastasia. Merlin, a garota parecia horrível.

Usualmente o rosto dela só expressava indiferença e frieza, e naquela manhã não era diferente. Mas, daquela vez aqueles dois sentimentos estavam ainda mais acentuados — de uma maneira como Severo nunca pensou ser possível piorar — e ainda havia algo como cansaço, talvez até mesmo exaustão nas expressões de sua aluna.

— O senhor pode soltar o meu braço? Está me machucando. — Ela pediu muito calmamente e ele acatou o pedido dela.

— Responda a minha pergunta, Senhorita Petrov.

Ele exigiu antes que ela sequer cogitasse uma desculpa esfarrapada para ele, no entanto a garota não parecia muito empenhada em inventar desculpas.

— Dormi em meu dormitório. Eu não poderia dormir no chão por conta das minhas costas.

— O diretor fez questão de providenciar sacos de dormir bastante confortáveis para todos. — Quase cuspiu as palavras na cara dela.

— Sorte dos outros, então.

Só Deus sabia o esforço que ele fez para não gritar com ela, mas não fez esforço para não continuar ralhando.

— Você perdeu o juízo, Petrov? Há por aí nesse momento um assassino perigoso a solta! Esse mesmo assassino que invadiu as defesas dessa escola na tarde de ontem e quase entrou na Torre da Gryffindor atrás de sabe se lá o que. O mesmo assassino que explodiu uma rua com doze trouxas, o mesmo assassino que um dia foi um comensal da morte!

" O mesmo assassino que ontem salvou a minha vida "

— E você me vem com essa de dormir sozinha na Torre depois do ataque dele apenas por puro capricho?

Anastasia suspirou.

— Professor, por favor, me deixa em paz. — Severo se assustou quando ela lhe pediu aquilo quase como uma suplica. — Por favor, me deixa em paz.

Severo engoliu em seco. Por um instante ele pensou que Anastasia iria chorar, mas ela não o fez.

— Menos... — Severo não conseguiu continuar, sim, ele estava com raiva, mas estava matando-o vê-la daquela maneira. — Vá, senhorita, vá.

E Anastasia foi, seguiu em direção ao salão principal na esperança de conseguir tomar nem que fosse um copo de água. Depois daquele pesadelo ela passou o resto das horas até agora em claro, mergulhando em lembranças do passado e lembranças daquele terrível pesadelo e aquilo não fez nada bem para ela.

Severo suspirou ao vê-la ir. Na noite passada enquanto ele verificava os alunos no salão e não a encontrou ficou furioso — mas ele tinha cogitado que ela estava dormindo em seu dormitório —, não disse nada a ninguém para não prejudicá-la, pois resolveu que a interrogaria ele mesmo e a oportunidade surgiu horas depois quando ele a viu caminhando sozinha pelos corredores. A vontade dele era brigar e tirar pontos dela, mas tudo por ele foi esquecido quando viu a expressão de cansaço em seu rosto e aquela suplica " Por favor, me deixa em paz " fez evaporar qualquer sentimento ruim dele.

O Mistério de Anastasia Histórias para pegar e não largar. Descubra agora