Sofia 🌌💜
Nas minhas contas e de acordo com o relógio, já tinham se passado vinte minutos. Henrique tinha pedido pra eu ficar em casa e mesmo com muita vontade de ir atrás, eu escutei ele, porque ia ser foda a gente querendo brigar no meio dos tiros.
Mas todos sabiam, meu pai me treinou como treinou seus melhores homens. Então eu tava preparada pra qualquer coisa, tinha peito pra tudo, sabia me defender, sabia matar e principalmente, me vingar.
Bh: Amor? - Me assustei com o raidinho e eu quase deixei ele cair no chão.
Sofia: Oi? - Falei curiosa.
Bh: Os cara são uns cuzão, tudo fresco! Carlos tá te procurando, ele tá querendo me atingir.- Falou respirando fundo.
Sofia: E você só ligou pra falar isso, o óbvio? - Bufei e percebi que ele ia me ignorar, pois desligou o raidinho e eu sorri.
Fiquei aliviada em saber que ele estava bem e me deitei naquela cama, fechei meus olhos por dois minutos e me assustei, quando ouvi a porta lá de baixo batendo, ou melhor, alguém abrindo ela com muita força. Peguei a pistola deixando em punho, coloquei o raidinho em mãos e falei logo pro Bh "tem alguém aqui." E escutei os passos na escada, me agachei na parede de frente pra porta e escutei vozes, foi tudo questão de segundos pra porta ser derrubada de uma vez e quando eu puxar o gatilho, o homem foi mais rápido que eu, acertando meu braço de raspão.
Juliana: Achamos! - Gritou e eu me assustei, vendo ela entrando no quarto.
Sofia: Que porra é essa? - Permaneci com a arma apontada pra ela e ela sorriu.
Carlos: Baixa a arma, Sofiazinha.- Me arrepiei toda e neguei.
Era lógico pra mim, se eles tavam me procurando, alguma coisa eu tinha de importante e eles não iriam me matar.
Puxei o gatilho três vezes na Juliana e mais uma no homem que apontava a arma pra mim, pegou bem na barriga e Carlos apontou a arma pra mim, destravando.
Carlos: Abaixa a arma.- Mal deixei ele terminar de falar e puxei o gatilho também, vi a bala pegando de raspão no seu braço e ia puxar novamente mas ele atirou no meu ombro e eu gritei.- Filha da puta! - Gritou.
Soltei a arma no chão por puro vacilo, mas ele atirou no meu ombro e fez tudo doer. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu tava gritando de dor, vendo ele se aproximar.
Sofia: Sai...- Gritei sentindo minha garganta arranhar de tão alto.
Carlos: Cala a boca.- Deu um soco no meu rosto.- Fica quieta.
Eu perdi meu ar e fiquei tentando buscar, não tava conseguindo respirar direito, tava soluçando e sentindo meu ombro doer como nunca. Ele me pegou no colo e pegou as armas, descendo comigo e saindo pela porta de trás, eu buscava meu ar aos poucos e vi ele entrando num beco escuro, ao lado da casa da Barbie.
Carlos: Sabe o que fode um homem? - Me jogou no chão e eu bati a cabeça, a partir daí eu só conseguia escutar tudo de longe, os tiros e pouco da voz dele.- Ele amar alguma mulher, a maior fraqueza do Henrique, é você.
Sofia: Odeio... você.- Falei praticamente em grego, eu tava sem entender nada, minha mente tava tudo girando e eu via dois Carlos, a dor no meu ombro já era insuportável e eu não conseguia pensar em nada.
Carlos: Eu sempre quis te foder mesmo.- Foi a única e última coisa que eu escutei bem, porque após isso eu tentei abrir meus olhos, mas não conseguir e me rendi total.
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Por nós.
Teen FictionDois mundos, duas histórias, duas famílias e um só amor em união.
