capítulo 95

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Sofia 🌌💜

Acordei sentindo meu corpo doendo, olhei pro lado e vi o Henrique dormindo de lado, de frente pra mim, no meu quarto, fui tentar me mexer, mas a minha intimidade doeu e eu choraminguei, vendo o Henrique levantar a cabeça totalmente assustado.

Bh: O que foi? - Encarei ele.

Sofia: Quero me levantar, mas tá doendo.- Ele sentou na cama me olhando e sorriu de lado, eu respirei fundo sem entender.

Bh: Tá doendo muito? - Concordei com a cabeça.- Aonde?

Sofia: Ele tocou em mim, não foi? - Engoli no seco e dali já sentir minha voz falhar e o choro vim com tudo.

Henrique não abriu a boca, se levantou sentando do meu lado e eu fechei os olhos deitando a cabeça no ombro dele, enquanto me permitir chorar.

Bh: Eu tentei chegar antes, mas eu tava sendo perseguido por mais de dez homens.- Falou baixo.

Sofia: Não precisa falar disso agora, de verdade.- Pedi, respirando fundo e me afastando dele.

Na minha mente bateu algumas lembranças e eu fiquei encarando o nada, enquanto sentia as lágrimas descendo. Bh se levantou saindo do meu quarto e logo voltou com água e comprimido, falou que era pra dor e eu concordei, vendo ele limpar meu rosto.

Sofia: Como a minha mãe tá? - Falei baixo.

Bh: Ela tá mal pra caralho.- Eu concordei com a cabeça, buscando o ar.- E tu, como tá?

Sofia: Eu tô tentando entender ainda.- Falei sincera.- Eu não consigo lembrar de nada bem, mas eu estou com nojo disso.

Henrique beijou minha cabeça me abraçando e eu tentei limpar meu rosto, ele me ajudou a levantar e alguém bateu na porta, mas logo escutei passos. Quando eu vi que era a minha mãe e meu pai, eu desabei de novo de olhar pra ela, ela tava com uma cara sofrida e me abraçou, me fazendo pensar em como ela tava se sentindo.

Júlia: Tá tudo bem meu amor, já passou...- Sussurou, segurando meu rosto.- Nada mais vai tocar em você, eu prometo...

Sofia: Mãe...- Tentei falar, mas não conseguir, apenas chorei mais.

Júlia: Você é forte, eu amo você.- Falou chorando e falando ainda em sussuro, foi só motivo pra eu chorar mais.

Eu fiquei ali com ela por um bom tempo até meu pai entrar e me abraçar também, foi dali que eu nem conseguia mais respirar direito de tanto soluçar e chorar. Conseguir me recuperar um tempinho depois e implorei por um banho, minha mãe me deu, limpou meu ombro que estava costurado e me arrumou como uma criança, me lembrando como ela sempre fazia.

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