Ally estava a todo vapor enquanto jantavam, contando a jace cada detalhe de seu dia e amigos além de o alimentar com perguntas sobre sua cidade e vida. Ela parecia amar a atenção que jace dava a ela e isso só deixou clary mais triste e confusa.
-Então, você tem seis?
Jace a encarava com um brilho estranho no olhar, sentado à mesa na pequena cozinha em frente a ally que subia em cima da cadeira e ficava em pé rodopiando pela cozinha, incapaz de se manter parada.
-Quase seis!! Faço aniversário em junho e a mamãe e eu vamos fazer uma festa para nossos amigos. Você pode vir se quiser, o tio Sam vai fazer o bolo e ele é ótimo com bolos. Eu o adoro.
Clary deu um sorriso contente pela espertice da filha.
-Okay senhorita adoradora, trate de terminar seu jantar para ir pra cama. Você tem futebol amanhã e sempre fica resmungando quando precisa acordar cedo e dorme tão tarde.
Ela fez uma careta mas voltou a comer obediente e sentada dessa vez.
Ally fez jace lhe dar um beijo de boa noite e concordou em pular a hora da história dizendo estar cansada demais para isso quando terminou de jantar.
Jace seguiu clary até a cozinha em um silêncio que parecia prever alguma coisa.- Você seca os pratos?
Clary falou ao chegar na pia e ele concordou com um acenou.
-Ally é uma garotinha incrível.
Ele falou finalmente.
-Ela é, tão esperta e alegre. Tenho tanto orgulho dela.
Clary encarava os pratos, incapaz de olhar em direção ao pai de sua filha. Temendo o que viria.
- Você não deveria ter passado por tudo sozinha, clary. Ela é minha filha não é?
O corpo de clary começou a tremer, se recusando a falar qualquer coisa e se entregar.
-Eu sei que...ela é a minha cara clary, tem fotos dela espalhada por toda a casa do meu pai...por quê você...
- Porque você tinha que seguir em frente. Você não tinha que ficar aqui pra sempre, tinha uma vida e um futuro...
Definitivamente tinham deixado a louça de lado e ela sentiu jace andar de um lado para o outro no pequeno cômodo que parecia abafado demais para uma noite fria e chuvosa.
- Você tirou o direito dela me conhecer! Tirou o meu direito como pai!
Jace passou a mão pela barba rala, enfurecido agitando as mãos ao seu redor como se o ar tivesse revelado que ele era pai de uma menina de cinco anos.
-Eu...eu tentei falar ok? Eu tentei mas...
-Sempre foi assim! Você sempre tomou todas as decisões e nunca deixou espaço pra mim...mas uma filha?! Uma crinça, clary? Porra, o quê você estava pensando?
- Eu estava pensando em você! Pensando que seria melhor pra você se fosse embora desse lugar e tivesse uma chance! Eu sabia que você ficaria e perderia a bolsa... e perderia nova york...
Clary parou de falar quando ele a olhou ofendido, como se ela tivesse chutado seu cachorro ou algo assim.
-Perder Nova York? Pelo amor de Deus clary, quantos anos você tem?
A voz de jace assumiu um tom baixo e claramente ofendido. Clary engoliu em seco e conteve a vontade de gritar e chutá-lo com força, depois de tudo o que ela passou...depois de todo o medo e insegurança de ser mãe tão jovem....e então esse cara, chegava e a tratava como um maldito adolescente? Ela engoliu a bile que se formava e decidiu mostrar a jace os últimos resquícios de sua maturidade, ficando em silêncio e deixando ele absorver o impacto da paternidade.
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Para todo o sempre (1° e 2° TEMPORADA)
Подростковая литератураClary Fairchild está no auge dos seus 17 anos com verdadeiros problemas (segundo ela). Primeiro,o divórcio de seus pais há três anos abalou a sua família como ela nunca havia imaginado e principalmente à ela que agora via como uma rota de escape est...