Eu não sei se o que eu acabei de fazer foi convidar Olin para um encontro- não, não é nada disso - somos apenas amigos - amigos que trepam - mas só amigos.
Nós só vamos para nos divertir - não é um encontro.
Estou sentada na minha escrivaninha olhando para o nada, não sei o que fazer. Fui na ginecologista hoje e montamos um cronograma para eu tomar as pílulas, não contei para minha mãe que fui lá nem que não sou mais virgem - meus pais são meio que super protetores em relação a sexo - deste que apareci com meu primeiro namorado em casa aos 14 anos e os apresentei , meus pais me falaram pra nunca deixar ele tocar no meu corpo, nunca deixar ninguém nunca tocar no meu corpo dessa maneira.
Eu até entendo, eles querem me proteger mas... eu sempre fui muito curiosa em relação à isso, então naquela mesma noite, quando fui dormir - me masturbei pela primeira vez - e MEU DEUS! Aquilo foi incrível - incrível na época porque foi a primeira vez que eu tinha sentido algo desse tipo e deste então fiquei viciada.
Uns meses depois eu e meu namorado terminamos porque eu queria fazer sexo e ele dizia que não estava pronto. E um ano mais tarde, quando comecei a namorar de novo, eu quase cheguei perto.
Estávamos eu e meu namorado na casa dele - sozinhos - e decidimos que queríamos transar na quela hora, rolaram alguns beijinhos e tals, mas quando eu comecei q tirar minha calça, sua irmã mais nova Camille entrou no quarto e nos flagrou.
Ela tinha apenas 11 anos mas já sabia o que era sexo e sabia o que estávamos prestes a fazer. Ela - obviamente contou para os pais e seus pais contaram para os meus - eles me deram uma bronca e fiquei de castigo por deixar um - garoto - tocar assim no meu corpo. Se fosse uma garota eles não teriam se importado eu acho.
Bom não importa, eu e meu namorado também terminamos na semana seguinte e ele se mudou de cidade por motivos pessoas que preferiu não meu contar.
Me levanto e vou tomar banho, depois desço as escadas e vou até a sala de TV. Quando chego lá, Osten está sentado no sofá com o controle na mão - ele me olha como se fosse o dono do mundo.
- Olá priminha, sente-se, gostaria de te mostrar uma foto que tirei ontem.
Eu não entendo direito o que ele diz mas obedeço, sento na no sofá cama fechado e me indireito.
- Sabe, você pode ser considerada uma decepção para seus pais não pode? - ele fala enquanto pega o celular e começa a mexer.
- Do que você está falando? - pergunto em tom neutro.
- Não finja que não sabe. Eu sei muito bem que aqueles gritos noite passada não eram de nenhum filme que você estava assistindo.
Congelo. Eu meio que já imaginava que ele soubesse mas agora que confessou, começo a entrar em pânico. Meus pais ainda não chegaram do trabalho então estamos só nós dois em casa.
- Não sei do que está falando Osten - engulo em seco.
- Não? Então talvez eu deva refrescar sua memória? - ele abre alguma coisa no celular que não consigo ver e vira ele para mim.
E mais uma vez congelo, congelo, congelo, congelo.
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO !!
Isso não pode estar acontecendo. No celular dele, ele mostra uma foto e depois de uns segundos em choque, ele arrasta para o lado e aperta o play, um vídeo aparece, está sem som mas é um vídeo muito ruim - uma foto e um vídeo meu, ontem, na cozinha, com Olin - estamos nus e eu contra a parede, e ele me segurando no colo, ele beija meu pescoço e está grudando em mim, minhas pernas enroscadas em seu quadril, puxando-o para mais perto, e meus braços envoltos em seu pescoço. Ele movendo o quadril para frente e para trás, e eu com a boca meio aberta, os olhos revirados para trás e o pescoço esticado - Não da para ver o rosto dele, então não sei se Osten sabe que esse é Olin mas isso com certeza não impede meu pânico de crescer e meu coração querer saltar pra fora do peito.
- Pois é priminha, se seus pais souberam...
- Você não... não vai mostrar isso para eles vai?
- Ainda não sei - ele fala reprimindo os lábios e virando o celular para si.
Ele faz isso parecer que estamos falando de alguma fofoca ou algo tosco. E isso transforma meu pânico em raiva.
- Acho que primeiro vou tentar descobrir quem é esse garoto e só depois vou contar para eles. Você não é tão santa quanto parece ser não é?
- Pare
- Parar com o que? Seus pais vão ficar tão bravos, ou melhor, acho que vão ficar decepcionados, por terem uma filha tão imunda...
- Pare
- ...eu acho que nunca mais vão vê-la do mesmo modo que a veem agora.
- Pare!! - Eu berro, me levanto e aponto para o celular - apague, AGORA!!
- E se eu não se eu não quiser?
Fico apenas olhando para ele - se ele não vai apagar então eu vou - vai ser fácil entrar de fininho enquanto ele estiver dormindo e pegar o dedo dele e desbloquear o celular - e depois apagar a foto e o vídeo. Vai ser moleza.
- Mesmo que você apagasse eles desse celular, já estão na nuvem, e como você saberia que não tenho outras cópias? - ele pergunta como se pudesse ler meu pensamentos
- É por isso que você veio aqui? Para arruinar minha vida?
- A não, não, nunca priminha, nunca para arruinar a sua vida. Eu te amo - ele fala com um sorriso nada convincente e com a mão no coração - é apenas divertido.
- Eu te odeio. - ele não responde então repito - Eu te odeio. Eu te odeio!!
E saio correndo em direção ao meu quarto. Me tranco lá e não saio pelo resto da noite.
Fico imaginado quando ele vai contar pra meus pais. Meus pais veem Osten como um exemplo e um menino bom então mesmo que ele não tivesse aquela foto e o vídeo, eles ainda acreditariam em Osten, mas o vídeo e a foto só pioram tudo, tudo, tudo, tudo, tudo.
Sinto vontade de chorar, gritar, chutar as cobertas. Mas não, não vou desmoronar, então eu só penso em uma coisa para aliviar meu pânico. Não quero passar pela sala de novo e correr o risco de encontrar Osten, então abro a janela do quarto.
Olho para baixo e penso em desistir mas eu pulo - da janela até o chão tem uns bons três metros - então uso minhas habilidades adquiridas nas aulas que fiz quando tinha 6 anos de ginástica.
Pulo e caio no chão com uma cambalhota, assim evitando que meus ossos quebrem. Ainda sim dói mas com certeza dói menos que se eu tivesse tentando cair de pé.
Saio correndo e vou em direção a casa de Olin.
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Oi gente. Eu gostaria de pedir para que vocês votassem para eu saber se estão gostando da fic.
Então votem e compartilhem se gostarem. (Essa é a minha primeira fic q eu escrevo ent sinto muito pelos erros ortográficos e se alguma coisa estiver fora de contexto.)
E só para avisar. Eu no futuro esqueci totalmente da cachorra da Vic, então eu nunca vou citar ela nos próximos capítulos e eu sinto muito mas eu só fui lembrar q ela tinha uma cachorra quando eu já estava no capítulo 30 e eu q não vou reescrever tdu dnv por causa disso. Não sou burra nem nda.
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Meu Primeiro
RomansaOlin e Victória são vizinhos a sete anos mas nunca foram próximos, até que um dia os dois se encontram e fazem um acordo - entre eles será apenas amizade - mas é claro que a "fada dos sentimentos" não vai facilitar para eles. ANTES DE COMEÇAREM A L...
