Por Katherine
Acordo sentindo o abraço do Caleb, impossível não sorrir. Viro para ele bem devagar e noto sua expressão calma, dormindo sem pensar em nada, apenas relaxado. Acho que estou sonhando, sei lá.
- Tá me olhando dormir, é? - Pergunta ainda de olhos fechados.
- Estava - passo a mão em seu cabelo e ele abre os olhos.
- Por que não me chamou?
- Você estava fofo dormindo - balança os ombros com indiferença. - Acabei de acordar.
- Bom dia - responde me abraçando.
- Bom dia.
Depois de enrolar um tempinho, resolvemos levantar e fazer algo para comer, os pais dele ainda não estão em casa e agradeço mentalmente por isso, não seria bom encontra-los aqui vestida apenas com a camiseta do filho deles.
Fazemos café e algumas torradas. Começamos a comer e lembro do dia anterior e o principal motivo de eu estar aqui. Preciso resolver minha vida, não posso me esconder para sempre.
- Eu vou terminar aqui e ir para casa - interrompo o assunto que estávamos falando antes, Caleb fica calado sem saber muito o que dizer. - Preciso saber como as coisas vão ficar.
- Está fugindo de mim, Kath? - Nem nessas horas ele deixa as brincadeiras de lado.
- Uma hora eu vou ter que ir, pra que adiar o inevitável?
- Quer que eu vá com você? Não deixo ninguém falar um "a" mais alto - sorrio pra ele.
- Isso só pioraria as coisas - sou sincera e termino meu café.
Vou até o quarto dele e me arrumo, visto a roupa que eu vim, pego minhas coisas e vou saindo. Caleb não saiu do canto, está com uma expressão triste encarando a xícara. Sento ao lado dele e chamo sua atenção.
- Não fica assim - beijo o rosto dele. - Eu te amo, só preciso sair dessa confusão.
- Eu sei, estou preocupado. De certa forma isso também é culpa minha.
- Claro que não, minha família sempre foi assim, não tem nada a ver com você - sento ao lado dele encostando minha cabeça em seu ombro.
- Não esquece do que eu disse ontem, tá? Ainda continua sendo uma saída - assinto com a cabeça. - Quer que eu te leve?
- Melhor não. Eu falo com você pra dizer se estou viva, ou o que houve - sorrimos levemente. - Fica bem, tá?
- Se cuida - me beija, depois eu saio indo em direção ao meu carro.
Dirijo até minha casa. Para ser sincera não sei o que vou fazer quando chegar lá, o que eu tinha pra falar já foi dito ontem e a reação dos dois foi péssima. Quando paro no semáforo dou uma olhada no celular pela primeira vez hoje, três ligações do meu pai, oito da Lyna (como assim da Lyna? Como ela já está sabendo disso?) e dezessete da minha mãe. Há várias mensagens também, mas ignoro todas elas e continuo meu caminho.
Chego, paro meu carro e começo a bater com força no volante ao ver o carro da Lyna no meu espaço da garagem, que droga, não acredito que já ligaram pra vaca vir pra cá.
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Um sonho PopStar
RomanceEmily Marin é uma jovem apontada por todos, até por si mesma, como rebelde. Rebela-se contra tudo que não lhe agrada, como forma de impor-se e não permitir que nada a impeça de realizar seus sonhos. A vida a fez assim, após a morte de sua mãe quando...