Capítulo 40 - Mais Forte

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A casa estava uma completa confusão. Carla não pensou que seria tão difícil! Havia criado Augustã por três anos, e olhando para trás, parecia relativamente fácil. Agora, as coisas complicaram um pouco.

--Augustã olha par mim! – Carla disse segurando-o pelo braço e abaixando na altura dele. – Porque está fazendo isso? Você sempre veio pra casa e nunca fez isso! Me diz! Porque?! – Ela dizia para o pequeno que estava de cuecas dando uma crise histérica a espernear, gritar e correr pela casa sem atender a babá que queria terminar de vesti-lo.

--Porque sim! Porque sim! Porque sim! Porque sim! – Carla se irritou.

--Augustã eu estou falando sério! Se não parar agora e me escutar você vai ficar de castigo! Nem sua Avó está podendo com você e sabe que ela vai te dar umas palmadas!

--Não tenho me-do! Nem tenho me-do! Não te-nho! – Carla suspirou. Passou a mão nos cabelos!

--Juro que eu mesma vou te dar umas palmadas e falta pouco! – Sentou e puxou-o para o colo acariciando seus cabelos. – Filho, olha pra mim! Você não é assim! O que está fazendo é feio! Você só precisa me dizer porque está fazendo isso! Nós podemos resolver, eu e você juntos! Não confia mais em mim? – Ele fez que sim com a cabeça. – Eu te amo muito! Você me ama? – Mais uma vez ele concordou. – Então por que tudo isso meu filho? – Neste momento Nanda descia as escadas arrumada e pronta para sair. O pequeno pulou do colo da mãe colérico! Seu semblante era puramente irritado! Gritou enraivecido muito vermelho!

--Porque ela vai embora Mãe! Toda hora! Toda hora ela vai embora! E você deixa! Não quero que a Nanda "vai" embora mais! Não quero! Não quero! – Lágrimas de fúria infantil corriam de seus olhos. Correu escada acima e antes de subir o último degrau parou e gritou. – E não vou botar roupa! Não vou! Nunca mais! – Correu para o seu quarto batendo a porta.

Carla bufou irritada enquanto passava as mãos nos cabelos.

--Você está vendo?! Está vendo isto?! Imagina quando ficar adolescente! Vai me nascer cabelo branco antes dos vinte! – Nanda aproximou dela sorridente e lhe beijou os lábios.

--Você precisa ficar calma e precisa dos meus poderes amor! – Docemente chamou um pouco mais alto. – Augustã? Ponha sua roupa já e desça me dar um beijo! – Em menos de um minuto o garoto descia vestido, com olhinhos doces e manhosos.

--Porque vai embora Nanda? Eu não quero! – Nanda abaixou-se na altura dele e beijou-o.

--Ah mas eu vou voltar! Enquanto isso você pode fazer coisas que gosta com sua Maman como assistir futebol, e cuidar dela pra mim, o que acha? Pode me fazer esse favor? – Ele moveu a cabeça concordando.

--Te amo. Volta logo! – Virou a Carla. – Maman desculpa, posso comer biscoito? – Ela alisou o cabelo macio do filho.

--Pode sim, vai lá. – Abraçou Nanda. – Onde vai minha linda?

--Pra casa, quero me despedir do Davi. Ele vai amanhã pela manhã. – Carla pegou-a pela mão.

--Vamos, eu te levo. Augustã, eu volto em alguns minutos! Se comporta!

Carla estava contando tantas coisas bobas no caminho que Nanda nem viu para onde estavam indo. Carla estacionou o carro.

--Vem desce Amor! – Estavam exatamente no local em que se viram pela primeira vez, quando Nanda bateu em seu carro. Carla abriu a porta para ela e pegou-a pela mão.

--Carla o que viemos fazer aqui?

--Sabe, eu quero te contar uma história muito engraçada! Uma vez... Uma garota maluca entrou na contra mão e bateu no meu carro bem aqui! A primeira coisa que eu disse a ela foi chama-la de retardada! E essa garota... Bem ela se vingou! Ela roubou meu coração! Bagunçou tudo em mim! E me deu uma vida, me deu sonhos, e agora toda vez que olho pra garota, tudo que desejo dizer a ela é Eu te amo! Sabe... Estou planejando isso tem um tempo... Queria que fosse romântico, mas não adianta tentar ser o que não sou, e nada parece bom o bastante! Então hoje, quando vi meu filho gritando histérico porque quer ser seu filho também, tive esta ideia maluca de te trazer bem onde a gente se conheceu, porque estou ficando histérica querendo te pedir pra ser minha mulher! – Tirou a caixa com as alianças do bolso. – Desculpa se não foi mais romântico, se foi meio por acidente, mas parece que as coisas acontecem por acidente pra mim... E você é o melhor de todos eles! Casa comigo Nanda! – Uma lágrima correu em seu rosto. – Eu quero que mude pra minha casa já, e casamos quando você quiser! O mais depressa possível! Só me diz sim se seu coração nem precisar pensar nisso, porque tenho uma certeza enorme que te quero por toda a minha vida! – Lágrimas correram pelo rosto assustado de Nanda, então ela abriu seu mais lindo sorriso. Jogou-se nos braços de Carla, e lhe capturou a boca.

--É tudo que eu mais quero Carla! Se eu tenho uma certeza na vida, é que eu te diria sim em qualquer momento! Eu te amo, tudo que eu quero é ficar com você! Sim! Me caso agora! Me casaria ontem! Acho que me casaria com você desde que me beijou pela primeira vez! Te amo!

--Eu também te amo! – Disse colocando as alianças. – Prometo fazer de tudo pra te fazer feliz!

--Você já faz meu Amor! Já faz! – Trocaram mais um beijo apaixonado, ainda com lágrimas no rosto, então olharam mais uma vez para a rua, em suas lembranças o momento do encontro. – Amor, eu vou ser eternamente grata ao GPS que me fez bater no seu carro!

--Ah, e eu vou até escrever uma carta de agradecimento à empresa que fabricou! – Beijaram-se mais uma vez. Não conseguiam tirar os olhos uma da outra, felizes. O amor entre elas se fortalecia.

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