Capítulo 51 - Acertos

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Tamara estava estirada em uma cadeira na bela praia do Rio de janeiro. Percorrera um caminho louco para chegar até ali.

--Vamos dar um mergulho? – Perguntou a morena de cabelo meio roxo na cadeira ao seu lado.

--Não, estou bem aqui. – A outra levantou, tirou os fones e foi para a água. O fone desconectou quando ela largou e o aparelho ficou tocando canções aleatoriamente.

Tamara olhava de longe a outra a pular na água. Pati era a prima de Paulo, vocalista da banda onde agora tocava. A garota maluca era totalmente diferente dela, baladeira, psicótica, meio emo, nada doce, nada delicada. Mas em pouco tempo se abriu para ela, muito. Sabiam todos os podres uma da outra, se conheciam bem, e se curtiam, apenas gostavam de estar juntas. Pati a divertia.

O telefone começou a tocar "Todo amor que houver nesta vida", da Cassia Eller. Tamara sorriu, "ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nesta vida". A sorte de um amor tranquilo foi o que quis oferecer a Nanda. Como esteve errada! Quando pensava em Nanda, a via apenas como uma lição. Lembrar Nanda nem era como lembra-la, era mais como um detalhe de uma história sobre si mesma. Nanda nunca foi o amor de sua vida, apenas um sonho bobo de menina, de como deve ser seu par ideal. Esperava que ela fosse muito feliz!

Sentiu a mão lhe puxar pela gola da camiseta com brutalidade e coloca-la em pé, e na sequencia o forte baque! Um soco na cara! Com o sangue a pingar e olhos arregalados via o rosto de Cosmo a centímetros do seu enquanto ela lhe segurava pela gola da camiseta com as duas mãos. Disse entre dentes enfurecida.

--Você destruiu a porra da minha vida! Não devia ter aparecido na minha frente! – Nisto Star já chegava correndo com Augustã vindo atrás. Tentou tirá-la das mãos de Carla.

--Carla solta ela! Por favor! Olha o seu filho! – Nisto o pequeno gritou.

--Mãe! – E se jogou nos braços de Nanda, que chegava na calçada. Carla olhou Tamara com desprezo. Jogou-a com brutalidade de volta na cadeira. Ela e Star caminharam até onde Nanda estava com o pequeno. Nanda a olhava com lágrimas nos olhos. Carla pediu seca.

--Star! Leva Augustã pra dentro! – Nanda a encarou emocionada.

--Precisamos conversar Carla! – Ela repetiu.

--Leva meu filho agora Star! – Star arrancou o pequeno do colo de Nanda esperneando e gritando que queria a Mãe e se foi com ele. Nanda tentou se jogar nos braços de Carla. Ela apenas afastou.

--Não encosta em mim. – Nanda chorava.

--Carla eu... – Com muita raiva Carla disse quase entre dentes.

--Só peço que vá com sua namoradinha para outro lugar. Vejo que ainda estão juntas. Agora não precisam mais esconder. Felicidades pra você! – Disse, e com três passos enormes, rápidos e decididos entrou no carro e saiu cantando pneu. Acelerava como louca pelas ruas. O rádio a lhe gritar o mais alto que podia, para que não pudesse se ouvir chorar. Porque ela tinha de aparecer?

Tamara limpava o sangue que teimava em escorrer. Levantou a cabeça por um momento para parar de sangrar. Quando voltou à posição normal foi que viu que Nanda estava ali discutindo com Carla. Viu a Cosmo sair em velocidade e só então seus olhos e os de Nanda se encontraram. O destino era um traiçoeiro!

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