Capítulo 12 - Simples Como Amar

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Tamara havia ensaiado aquela conversa mil vezes. Aquela garota era o amor da sua vida, e ela conhecia o amor da sua vida. Não era como as outras garotas! Não podia chegar assim do nada. Tinha de conquista-la aos poucos, tudo tinha que caminhar levemente, e um dia simplesmente acontecer. Assim que seria.

Seus dedos tremiam quando tocou no símbolo verde iniciando a ligação.

--Alô? – Seu coração disparou ainda mais ao ouvir a voz do outro lado da linha.

--Oi, sou eu a Tamara. – Do outro lado Nanda ficou em dúvida.

--Tamara?

--Sim, a ruiva que pegou seu telefone ontem.

--Ah, sim. Oi Tamara, tudo bem?

--Tudo, estou ligando para ver se não quer almoçar comigo. – Ela pareceu em dúvida.

--Não sei eu... – Tamara a interrompeu.

--Ah vamos! É bom ter outro brasileiro para conversar. Aproveito e te mostro coisas legais de Lyon que não se conhece com um guia de turismo. O que acha? – Nanda pareceu pensar mais um instante.

--Ok, tudo bem. Onde nos encontramos?

--Moro próximo à Place Bellecour. Pode ser?

--Pode, pode sim. Dentro de uma hora está bom?

--Sim está, espero você. Até mais!

--Até. – Estava marcado. Ela viria. Seu coração pulava no peito sem poder se conter.

Pouco mais de uma hora depois, o coração de Tamara disparou, quando a viu descer do carro, linda. Muito Linda, em um Jeans claro, com uma blusa de lã creme, onde um ombro lhe fugia lindamente pela gola, expondo a bela pele bronzeada.

--Oi, tudo bom? – Nanda disse trocando dois beijinhos no rosto fazendo o coração da outra acelerar. Como era maravilhoso o perfume dela!

--Tudo. Então... já está com fome ou quer passear primeiro? – Tamara perguntou sorrindo. Nanda deu de ombros.

--Pra mim como preferir. Mas tomei café tarde, então não se preocupe. – Tamara sorriu concordando.

--Então vou te levar para conhecer Lyon. Quer dizer, não conhece não é?

--Não, não muito. Acabei de chegar. Nós vamos de carro ou a pé?

-- Vamos nela. – Tamara disse apontando a pequena scooter elétrica. – Nanda sorriu.

--Ai que legal! É uma motinho?

--Não, é uma scooter elétrica. Esta é minha, mas pode alugar uma quando quiser. Quando vou a Paris vou de trem, e todos os lugares onde vou em Lyon são perto. Não me seria útil um carro, e assim posso olhar com mais atenção para tudo. Vem. – disse sentando na motocicleta. O contato da outra contra seu corpo quando sentou atrás dela mexeu com seu coração, que agora batia ainda mais disparado. Saiu pilotando pelas ruas. Logo chegavam à La Basílique Notre Dame de Fourviere no alto da colina.

--Lindo esse lugar! Já estive aqui ontem, mas de dia é diferente. – Nanda disse pensando consigo, que era uma droga, agora os lugares mais lindos de Lyon lhe lembrariam Carla! Lembrou dela abraçada ao seu corpo, com a cabeça escorada em seu ombro, olhando a apresentação que houve ali, e uma sensação de saudade a invadiu.

--Vem, tem que ver lá dentro! – Disse Tamara levando-a pela mão. – Tudo era realmente muito lindo. Dali Tamara levou-a para conhecer o teatro aberto que estava há mais de dois mil anos na colina Fourviére, e ele era realmente incrível.

O Poder eo SonhoOnde histórias criam vida. Descubra agora