Capítulo 21 - Agonia

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Já era tarde da noite. Afastada quase uma hora de Lyon Tamara estava sobre o Viaduc Pelussin, o viaduto de pedestres que corria sobre o rio Régrillon. Olhou o rio lá em baixo. Até ele devia haver bem mais de cinquenta metros de altura. Quem por algum motivo caísse ali teria uma morte certa! Tamara não cairia. Não seria um acidente. Ela estava disposta a pular.

Olhou o rio que refletia as estrelas lá em baixo. Era tão longe que mal se podia ver. Pensou em Nanda. Era perfeito estar com ela! Passou a tarde ao seu lado, e isto havia sido tão apaixonante! Ela era perfeita!

Haviam tantas coisas que queria fazer com ela! Levá-la para ver as flores, os vagalumes, as borboletas! Levá-la conhecer e ver tudo que achava belo! Só havia um problema nestes planos. Por mais que ela estivesse lá ao seu lado, seu coração estaria em outro lugar, com outra. Sempre estava, podia sentir.

Neste momento não havia mais necessidade de pensar nisto. Não era um momento para pensar em nada. Esvaziou a cabeça. Respirou fundo sentindo o vento gelado que passava por seu corpo. Passou para o lado de fora do parapeito. Um passo mais. Apenas soltar-se e cair em queda livre. Respirou fundo, achou sua coragem, e jogou-se no abismo.

--NANDAAAAAAA! Ela ainda gritou enquanto caía. O corpo despencando no vazio, até bem próximo ao rio, e então aquela forte emoção de queda cessou! – ISSO FOI DEMAIS PIERREEEE! UUUHULLL! AGORA ME PUXA SEU PUTO! TÁ FRIO AQUI! – Ela gritou ao amigo, que havia soltado mais a corda do bungee jump a molhando inteira no rio. Aquele salto era tudo que precisava pare se libertar, e entender que era assim que queria que o amor de Nanda a encontrasse, sem pressão, de forma livre. Estava pronta para amar Nanda, amar pelas duas, até que ela estivesse pronta para dividir aquele amor.

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