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Pov Sana





Eunha seguiu em silêncio e nada tocava no rádio também, foi quase um tortura. Sensação desconfortável. No caro da minha ex, com a minha ex, em completo silêncio e sem entender o porquê eu aceitei estar aqui até agora. Tenso.

A única coisa que eu ouvia vez ou outra era a buzina que ela apertava algumas vezes para os carros que não saíam imediatamente da frente dela. Realmente ela estava uma pilha de nervos. Também era ouvido o barulho de notificações do meu celular, afinal eu tinha avisado que chegaria mais tarde por estar saindo com Eunha.

Grupo: [Nayeon desencalha nunk?]

Nayeon: POR QUE VOCÊ ESTÁ SAINDO COM ELA????
Nayeon: Juro qualquer coisa manda "manas, me ajudem" que a gente corre até você.

Momo: Muito longo
Momo: Manda duas exclamações que a gente entende que tem que ir.

Tzuyu: Só uma interrogação basta???

Mina: Meu Deus, qual o ponto dessa discussão de vocês, suas loucas?

Nayeon: Você não 'tá preocupa?

Mina: Ela não vai matar a Sana, relaxem.

Eu: Ela 'tá puta pra caralho, não confiaria hein
Eu: Se eu morrer, ninguém pode ficar com meu toca cds, sério tenho ciúmes.

Tzuyu: Você não vai ter mais.

Momo: QUE HORROR

Eu: SE FODEKKKKKKK

Mina: Por que a Eunha 'tá brava?

Eu: Não sei, vou descobrir agora.
Eu: Acabamos de chegar na casa dela.
Eu: Tchau, depois dou noticias.

Desci do carro com receio, afinal raramente a vi daquele jeito. A maioria das vezes era por conta dos pais dela e em nenhum momento eu fui o motivo do estresse. Não muito estresse, pelo menos.

Entramos e a casa estava a mesma coisa que da última vez: quieta. Diferente mesmo só a quantidade de pessoas. Agora só eu e Eunha, nem a mãe dela estava.

Ouvi minha ex falar, finalmente, pra dizer que eu podia ir pro quarto dela, que ia apenas beber água e já me acompanhava pra gente conversar. Assim o fiz.

O quarto dela estava melhor que naquele dia. O diário dela estava guardado, talvez o que quer que tenha a deixado mal finalmente passou.

Talvez se eu fosse a causa também já tivesse passado e o que ela vai me falar é que podemos ser amigas. Quero acreditar nisso.

— Quer? – Entrou me oferecendo água, mas eu neguei.

— O que quer comigo?

— Eu vim o caminho inteiro ensaiando o que ia dizer, só parei agora que já estou na sua frente. Até bebendo água imaginei como poderia ser essa conversa. – Falou rápido e eu estava mais confusa ainda.

— Pode falar o que quiser. – Disse e ela se sentou em minha frente.

— Vou perguntar pela última vez. – Respirou fundo. – Você me traiu?

Porra.

Isso de novo? Sério? Eu juro que estava compreensiva e paciente até ouvir o que ela disse. Imediatamente minha expressão mudou, não pude controlar e nem quis. Ficou evidente meu desprezo ao ouvir a fala dela.

— Você 'tá perguntando tanto isso por que? Quer que eu diga que sim?

— Me responde. – Falava batendo as unhas no copo, esse barulho também estava me irritando.

Velha Roupa Colorida | SaiDaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora