Pov Sana
— O que você acha de irmos para aquele sítio que fiquei de te levar uma vez? – Perguntei me virando para ela e com um sorriso sapeca estampado.
— Agora? – Me olhou de volta.
— É.
— ESSA HORA?! – Berrou e seus olhos arregalaram, não pude deixar de rir com a cena.
— Você não tem nada para fazer amanhã, ou tem? – Levantei somente uma das sobrancelhas fazendo pose de namorada ciumenta apenas como brincadeira e ela riu, negando. – Eu também não! O que me diz? Passaremos somente hoje lá, voltaremos no domingo à tarde, se quiser.
— Sana, está quase amanhecendo... – Soltou um arzinho pelo nariz ao terminar a frase num tom cansado.
— Eu não estou com sono. Você está com sono? – Levantei de seu braço e sentei na cama encarando seu rosto.
— Não muito. Por que?
— Ótimo! – Sorri largamente ao ouvir e tomei aquilo como minha deixa. – Quer passar no seu dormitório para arrumar uma mochila e levar ou vai somente com a roupa do corpo? Lá tem tudo de higiene pessoal, caso queira ir assim.
— Você não está me dando a alternativa de não ir, né?
— Não mesmo... – Sorri enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro.
— Temos que ir logo, então, para curtirmos o máximo possível.
— Então levanta e se arruma logo, Kim Dahyun! – Falei fingindo rigidez e ela riu.
— Você é muito linda, sabia? – Falou de supetão e sorriu largo ao fim da minha frase. – Vem cá. – Me puxou pelo pulso até que caí em seu corpo e ela me deu um selinho seguido de um abraço apertado. – Fico pronta em cinco minutos, e você? Se garante nisso?
— Claro! – Falei me soltando dela e ignorando o acelerar do meu coração pelo momento fofo de agora. – Não venha me distrair, mocinha... – Levantei da cama finalmente. – VAI!
Berrei como deixa final para nos apressarmos e a coreana parece ter entendido. Saiu do quarto rumo ao seu rapidamente e eu fiquei organizando o que precisava.
[...]
— Nós iremos como? – Dahyun perguntou assim que adentrou meu dormitório novamente, dessa vez, com uma mochila nas costas.
— Pedi um taxi, ele nos deixa na minha casa, lá eu pego um dos carros e dirijo até o sítio. – Falei pegando a bolsa que aprontei. – Vamos?
— Sana? – Disse sem me olhar. – Não quero entrar na sua casa. – Falou num tom baixo, talvez um pouco receosa também.
— Eu sei, meu amor. – Parei em sua frente já do lado de fora. – Não pediria algo assim nunca. – Sorri casto para ela, mas não obtive o mesmo gesto. – Eu pego rapidinho e saio, que tal?
— Ok... – Falou negando levemente com a cabeça e se pondo depois de mim, pronta para andar até a frente da faculdade, onde o taxi nos buscaria.
Entramos no veículo pouco tempo depois e ele nos deixou em minha casa tão rápido quanto eu imaginei. Entrei no recinto fazendo o maior silêncio possível e catei as primeiras chaves que vi. Não selecionei o carro com muito critério, somente peguei o mais perto de mim possível.
Por coincidência brava do destino, e se ele existe realmente não vai muito com a minha cara, as chaves que catei na mesa correspondiam ao carro do meu pai. Isso, com certeza, causaria um estresse, mas eu não pude evitar de desejar irritá-lo pelo menos um pouco. Por isso, não troquei. Segui meu caminho, destravei o automóvel, entrei e saí.
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Velha Roupa Colorida | SaiDa
Fan-FictionDizem que amor e ódio andam de mãos dadas; Dahyun, uma menina com sonhos e muita sede de justiça, cruza o caminho de Sana, filha do homem que ela mais odeia. Será possível deixar de lado o rancor e a raiva afim de não estragar o único fio de esperan...
