22.

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Pov Sana





Tzuyu me buscou em uns 10 minutos, logo meu palpite estava correto: não era longe da minha casa e nem era um lugar desconhecido, eu só estou atordoada demais pra perceber.

Minha amiga perguntou algumas vezes como eu estava, se algo sério tinha acontecido, o que eu queria fazer, mas eu apenas insisti que preferia ficar quieta. Ela entendeu e assim o caminho seguiu. Quieto e calmo.

Eu não chorava mais, não que eu já estivesse bem ou a vontade tivesse passado. Não. Só acho que não tem mais água no meu corpo pra sair.

Minha cabeça e pernas ainda doem, mas já aliviou bastante depois do remédio que Tzuyu me deu assim que entrei em seu carro.

A casa dela é aconchegante, talvez a que eu mais goste dentre as de todas as minhas amigas. É grande, mas você não se sente minúscula dentro dela, além de aquecida, linda e confortável. Os pais da minha amiga são ótimos anfitriões também. Me receberam sem alarde e não me encheram de perguntas invasivas, coisa que os meus fariam sem pestanejar.

Fui pro quarto de Tzuyu e lá, como o resto da casa, me deixava confortável. Deitei na cama dela, acariciei os lençóis extremamente macios e finalmente relaxei.

Ela, por sua vez, insistiu para que eu dormisse em seu quarto, resolvi acatar pra evitar conflito, mas eu sabia que não conseguiria dormir essa noite.

[...]

Se eu dormi? Bom, se fechar os olhos por uma hora é dormir, então sim. Tzuyu deve estar no décimo sono, ou até mais, já que eu não a acordei uma única vez. Não havia necessidade, afinal.

Pensei em faltar a faculdade, mas isso poderia acarretar em mais problemas, então resolvi que vou sim.

Me conhecendo, na primeira aula sentiria um sono descomunal, por não tem dormido nada, e a dor de cabeça voltaria.

Tomei todas essas decisões às 6 da manhã e desde então estou tomando café sem parar. Deus abençoe essa cafeteira maravilhosa que Tzuyu tem em casa.

— Achei que não fosse pra faculdade hoje. – Tzuyu disse quando levantou.

— Não ia, mas melhor evitar problema, né? – Eu ainda estava bebendo café.

— Você dormiu? – Fez uma cara como se soubesse da verdade.

— Claro que dormi.

Menti. E menti na cara dura, minhas olheiras denunciavam a falta de sono e o café na minha mão era claramente pra evitar ficar sonolenta.

— Vai comigo pra facul? – Mudou de assunto, talvez ela tenha acreditado. Obrigada, cérebro lento de Tzuyu pela manhã.

— Acho que vou perder a primeira aula. – Ela encarava demais o meu café, aquilo já estava me deixando nervosa. – Quer? – Ofereci.

— Não, valeu. – Negou com a cabeça. – Não toma muito café, os daqui são muito fortes...

Legal!

[...]

9 horas da manhã. Perdi uma aula e meia até agora e nem sei o motivo de eu não ter ido ainda. Talvez até saiba, mas até isso estou evitando de aceitar. Só não quero ver Eunha, nem meus sogros, nem nossos amigos em comum.

Sinto vergonha, agonia, culpa. Só de pensar na possibilidade de Eunha ter contado pra alguém o que a gente discutiu, ou pior, espalhar minhas fotos, já fico nervosa e com medo novamente. Com esse receio eu não consigo.

Bangchan: Do nada?
Bangchan: Certeza que não vai exagerar?

Eu: Tenho, só quero esquecer de umas coisas por enquanto.
Eu: Cê sabe, terminei meu namoro, meus pais são dureza...

Velha Roupa Colorida | SaiDaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora