Nova casa

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Capítulo anterior

Ao pensar nisso, a heroína voltou para a sala e viu seu marido sorrindo e sua filhas abraçando a folha verde. Rumi olhou para ela e acenou com a cabeça para sua pergunta silenciosa. Eles seriam pais adotivos antes do amanhecer, muito provavelmente.

Agora

O início do dia correu exatamente conforme o planejado. A heroína Ryukyu enviou uma mensagem no meio da noite de seu advogado-chefe, confirmando que tudo estava definido no lado legal. Eles fizeram questão de checar com as crianças se eles estavam bem com tudo mais uma vez e por volta do meio-dia, eles estavam prontos para deixar o hospital.

Na frente do hospital, estava o carro Ryuko estacionado esperando os cinco. Izuku ficou tenso durante todo o caminho para fora do hospital, mas ele pareceu murchar um pouco quando eles entraram no carro longe de todos os outros.

- Ok Izuku, quando estou sem fantasia, sou Ryuko Tatsuna. Apenas me chame de Ryuko se quiser - Disse Ryuko, dando tapinhas na cabeça do menino algumas vezes.

- O meu é Rumi Usagiyama. Mas pode me chamar de Rumi - Disse Rumi

- O meu Nejire Tatsuma. Mas pode me chamar Nejire ou Onee-chan - Disse Nejire, abraçando carinhosamente

- O meu é Icari Tatsuma. Mas pode me chamar de Icari ou Onee-chan - disse Icari, fazendo um carinho na cabeça de Izuku

Izuku corou com aquilo e acenou com a cabeça sem palavras, olhando para baixo com timidez. Rumi ligou o carro antes de dirigir o resto do caminho para sua casa.

Quarenta minutos depois

Izuku olhou para fora do carro de Rumi para ver uma casa de dois andares. Era bastante comum, as paredes externas eram brancas e o telhado era preto. Fazia sentido, já que Miruko e Ryukyu não queria que todos soubessem que ele morava lá.

Eles dirigiram até a garagem e estacionaram lá.

- Lar Doce Lar - Disse Ryuko.

Izuku olhou para a mulher. Ryuko acenou com a cabeça com um sorriso antes de sair e abrir a porta para ele. Izuku deixou escapar um agradecimento silencioso a ela quando saiu. Ryuko estendeu a mão para Izuku pegar. Izuku olhou para ela antes de olhar para Ryuko. Ele então hesitantemente estendeu a mão e pegou a mão. Ryuko sorriu suavemente para o menino. Os dois subiram as escadas e caminharam para uma sala. Dentro, havia uma cama queen-size, uma cômoda, uma porta para um pequeno closet e uma mesa de cabeceira. As paredes eram brancas, com o chão de um belo marrom escuro e o teto do mesmo branco das paredes.

- É aqui que você vai ficar, Izuku - Rumi disse suavemente.

- Este quarto grande ... Para mim? - Izuku perguntou.

- Mhm! - Ryuko falou com um sorriso feliz.

- Ok ... - Izuku acenou com a cabeça.

- Ei ... - Ryuko começou.

Izuku olhou para ela apenas para ser abraçado pela mulher. Izuku de repente sentiu todas as suas emoções fluírem em um instante, lágrimas caindo e soluços começando. Ele agarrou-se a sua nova mãe para salvar sua vida, com medo de que ela o vendesse também.

- Você está bem, agora. Eu prometo. Você não terá que passar por isso nunca mais - Ela disse suavemente.

Ryuko cantarolou baixinho, balançando suavemente o garoto de um lado para o outro e dando tapinhas em suas costas. Seu coração se partiu quando ouviu seus soluços de dor. Ela queria mais do que tudo que ele risse e sorrisse, mas não tinha uma peculiaridade para fazer isso acontecer.

Logo, os soluços de Izuku se acalmaram - Você quer fazer alguma coisa antes do jantar?

Icari encolheu os ombros. Normalmente, ela estaria treinando agora, pois ela já havia terminado seu dever de casa, mas ela queria ficar com Izuku agora para que pudesse segui-lo. Nejire queria fazer o mesmo.

- Treinar ... - veio a resposta sussurrada do único homem do grupo.

- Tem certeza, Izuku? - perguntou Ryuko - Estes últimos anos foram bastante exaustivos.

- Tenho certeza.

- Bem nós usamos o porão para treinar.

- Ooh, posso assistir? - Nejire estava curiosa, ela já havia visto várias peculiaridades, com as aulas da UA ela pode ver várias peculiaridades de seus colegas de classe, mas ela era curiosa por natureza, sempre queria saber sobre as pessoas, desde suas aparências até a suas peculiaridades, claro que no começo as pessoas a acharam estranha com essa mania, mas para a sorte dela, havia pessoas que gostavam da atitude dela.

Izuku olhou para Ryuko com uma expressão questionadora - Tudo bem?

- Você está perguntando se é seguro para nós assistirmos? - Um aceno foi dado em resposta à pergunta de Ryuko - Bem sim, se Nejire e eu estivermos uma certa distância, deve ser muito seguro. Rumi e eu normalmente estamos lá quando Icari e Nejire a usam para treinar suas peculiaridades.

Um terceiro aceno foi dado. Ryuko disse a ele para ir para seu quarto e colocar as roupas na gaveta com o rótulo "treino". As duas mulheres então foram para a entrada de seu porão.

Izuku apareceu alguns minutos depois com um conjunto de roupas de treino para peculiaridades.

Izuku caminhou até um saco de pancadas preto que era quase o dobro do seu tamanho. Ele começou a socar suavemente no início, mas conforme estabelecia um ritmo, começou a aumentar a força de seus socos. A cada movimento que dava, os golpes ficavam mais fortes, a maneira de lutar era única, Izuku não diminuía o ritmo dos golpes, os golpes aumentavam. Ryuko ficou pasma, o médico disse que sua peculiaridade era identificar os pontos fracos das coisas, mas ver os golpes do filho adotivo era outra coisa. Ela teve uma rápida pergunta mental de que maneira Izuku conseguia usar esses movimentos, mas então ela continuou a observar Izuku, Nejire estava toda empolgada com o estilo de luta de Izuku, ele parecia um daqueles lutadores dos filmes de ação.

Izuku se virou para olhar a sua família adotiva que estava uma distância segura. Ele sorriu para elas e ergueu a mão com o polegar para cima. Izuku cerrou os punhos e começou a socar mais uma vez. Ele continuou socando, socando e socando, lembrando-se de todas as torturas de Dracul fez com ele, lembrando-se das pessoas que tentavam matar ele nas missões, lembrando-se das vidas que foi obrigado a tirar. Seu rosto tinha uma expressão azeda e ele ficava cada vez mais irritado quanto mais socava, imaginando o saco de pancadas como o próprio Dracul.

Nejire e Ryukyu observaram Izuku socar o saco de pancadas cada vez mais forte do que antes. Ryuko percebeu que a medida que Izuku batia no saco, sua expressão ficava mais seria e irritado, Izuku estava apenas descontando sua raiva no saco de pancadas, o que seria bom para pessoas como Icari e Rumi, já que as duas tem personalidade fortes.

Parecia que minutos haviam se passado enquanto os socos de Izuku ecoavam por todo o lugar. No início, Ryuko o tinha visto socando, mas depois de ver o quão absorvido Izuku estava nisso, ela confiou em Nejire para observar ele enquanto ela conferia com Rumi como estava o jantar. Haviam se passado alguns minutos e Rumi já havia preparado o almoço, então Ryuko foi falar com as crianças.

Ela desceu as escadas e marchou até o garoto furioso, pronto para mandá-lo parar, mas ela levou um momento para examinar como os nós dos dedos de Izuku estavam completamente cortados e encharcados de sangue, que pingava no chão. A camisa de Izuku estava completamente encharcada de suor e o próprio Izuku estava ofegante, mas ele continuou a socar ainda mais forte do que nunca. Ela viu que Nejire o estava chamando pra parar mas ele a estava a ignorando.

- Izuku, isso é o suficiente.

Izuku nem mesmo o ouviu, ele apenas continuou a socar, nem mesmo detectando a presença de Ryuko e Nejire perto dele.

- Izuku, você já acabou.

No momento em que Ryuko colocou sua mão em seu ombro, Izuku se virou e balançou seu punho já ensanguentado em direção ao rosto de Ryuko. Ryuko simplesmente levantou a outra mão e pegou o ataque de Izuku, o sangue batendo em sua palma.

Izuku estava de cabeça baixa enquanto recuperava o fôlego. Quando ele olhou para cima e viu sua nova mãe ali, ele piscou várias vezes em confusão, voltando à realidade.

Izuku murmurou. Ele puxou as mãos para trás e suspirou - Como eu me saí?

- COMO VOCÊ SE SAIU?! SUAS MÃOS ESTÃO ENSANGUENTADAS!! - gritava Nejire, ela correu pra pegar um kit de primeiros socorros do outro lado da sala

Izuku olhou para suas palmas e seus olhos pareciam calmos ao ver seu próprio sangue - Eu meio que acostumei a ver sangue saindo de mim!

- Izuku isso não pode voltar a acontecer, você tem limites que não devem ser ultrapassados! Fui clara ?! - disse Ryuko enquanto Nejire cuidava dos ferimentos de Izuku

- S-sim...

Izuku esperaria que gritassem com ele ou batessem nele por não fazer o que foi mandado, mas em vez disso, elas o abraçaram forte depois que elas cuidaram de seus machucados.

- Faremos uma pausa durante o dia e retomamos, ok? - Depois que Izuku deu um aceno derrotado, ele foi conduzido para fora da sala por um Nejire preocupada. Ela fez várias perguntas sobre sua peculiaridade, mas ele teve problemas para responder porque sua timidez era óbvia.

Os três subiram e imediatamente sentiram o cheiro da comida sendo preparada. Ryuko olhou para o relógio e viu que era hora do jantar. Ela chamou Icari enquanto levava Izuku e Nejire para a sala de jantar.

Icari logo se juntou aos outros na sala de jantar, enquanto Rumi trazia uma grande refeição de udon com peixe. Nejire e Ryuko o contaram sobre o que elas perderam enquanto trabalhava. Ela ficou surpreso ao ouvir mais sobre as habilidades de Izuku e que tinha muito mais características fora do que eles já viram. Mas ela não gostou nem um pouco quando descobriu que Izuku se machucou fazendo isso, assim como Icari. Durante todo o jantar, as quatro mulheres olhavam para Izuku e ficavam felizes ao ver que ele já parecia à vontade dentro de casa.

Quando sua comida estava finalmente na frente dele, o mundo de Izuku parou de existir. Ele ficou lá congelado olhando para a comida sem acreditar na sua frente enquanto as lágrimas começaram a brotar nos cantos de seus olhos. Era katsudon, sua comida favorita. Memórias passaram diante de seus olhos, enquanto suas lágrimas começaram a fluir. Rumi entrou em pânico achando que errou em alguma coisa. Ele ainda não olhou para elas enquanto pegava seus hashis com a mão trêmula. Ele quase os deixou cair quando se inclinou para dar uma mordida, segurando a tigela com cuidado. Ele deixou o sabor da primeira mordida se espalhar em sua boca, enquanto fechava os olhos. Um sorriso feliz e trêmulo apareceu lentamente em seus lábios - É perfeito - Ele suspirou de satisfação enquanto suas lágrimas ainda escorriam lentamente em seu rosto. Rumi ficou aliviada por um segundo.

Assim que o jantar terminou, Nejire arrastou Izuku para a TV onde a ligou, olhando para as notícias para que ela pudesse ajudá-lo a a se adaptar ao mundo lá fora. As mães conversaram por um tempo, principalmente Rumi expressando seus pensamentos e preocupações sobre Izuku. Depois de um tempo, elas conseguiram que Izuku, Icari e Nejire fossem dormir em seus quartos. Icari estava preocupada em deixar Izuku sozinho por tanto tempo, mas ele, para surpresa de todos, garantiu a ela que estava bem. Todos as quatro disseram à ele que ele poderia ir até elas a qualquer momento da noite. Todos os cinco dormiram logo depois.

Em algum lugar na delegacia de Polícia

Naomasa estava com alguns polícias em um carro blindado. Ele e os policiais iriam para o local a onde Izuku esteve todos esses anos e por isso iriam armados.

- Ok vamos partir....

Continua 

O herói experimental: IzukuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora