Capítulo anterior
- Tudo bem.
Agora
Assim que seus negócios no fliperama foram concluídos, os dois jovens heróis em treinamento se viram mais uma vez caminhando sem rumo pelas ruas de Musutafu. Kendo estava satisfeita consigo mesma, até agora ela estava indo bem com sua missão de fazer Izuku se sentir melhor. Os dois se divertiram muito no fliperama. Além de encontrar alguns fãs que tinham dúvidas sobre o que aconteceu no acampamento, tudo estava indo relativamente bem.
Alguns minutos depois de seu passeio, os dois decidiram pegar um atalho por um parque próximo. No entanto, quando eles estavam perto da área do playground, um som de fungada junto com algumas tosses chamou sua atenção.
- Você ouviu isso? - Kendo perguntou a Izuku.
- Sim - Izuku respondeu, girando a cabeça em todas as direções para ver de onde vinha o barulho.
Um segundo depois, ele o encontrou. A cerca de vinte metros de onde eles estavam, havia uma garotinha sentada sozinha no balanço. Ela tinha pele bronzeada e cabelos pretos, junto com orelhas pontudas.
- O que aquela garota está fazendo ali- Izuku! - Kendo começou antes de Izuku começar a se aproximar dela. Ela queria tentar detê-lo, mas ele já estava fora de alcance.
- Ei, você está bem? - O herdeiro peculiar perguntou à garotinha, ajoelhada alguns metros à frente dela. Ele não queria ficar muito perto dela e queria parecer o menos ameaçador possível.
Em vez de uma resposta, tudo o que conseguiu foram mais algumas fungadas pesadas.
- Ei, vamos, está tudo bem - Kendo disse, imitando a posição de Izuku ao lado dele.
A garotinha parou de chorar por tempo suficiente para olhar para eles. Seus olhos tinham esclera preta junto com íris laranja.
- Qual o seu nome? - Kendou perguntou.
- É... é a Nira - A garotinha disse a ela depois de uma breve pausa.
- Ei Nira-chan. Eu sou Itsuka e este é Izuku.
- O-olá.
- Você pode nos dizer o que há de errado?
A garota agora identificada como Nira hesitou por um momento, os olhos indo de um lado para o outro entre Kendou e Izuku antes que as lágrimas começassem a fluir novamente.
- N-ninguém q-quer brincar comigo.
- Por que não? - Izuku arqueou uma sobrancelha.
- Por que você não nos conta o que aconteceu?
- Alguns garotos da minha e-escola... todos queriam brincar de heróis e v-vilões. E quando eu disse a eles que também queria brincar, eles m-me disseram que eu não podia.
- Por que não?
- P-por causa da minha peculiaridade. Eles me disseram que eu não poderia bancar o herói porque minha peculiaridade é estúpida. E-e eu não queria bancar o vilão.
Izuku teve que conter o menor resquício de raiva que brotava dentro dele. Esta garotinha estava passando por algo que era pura hipocrisia. Pessoas com peculiaridades "fracas" foram julgadas quase tão ruins quanto aquelas sem nenhuma peculiaridade. Foi triste ver que coisas assim ainda aconteciam.
- Qual é a sua peculiaridade? - Kendou perguntou a Nira.
- Posso pegar duas coisas e transformá-las em uma, mas fico muito cansado quando faço isso - A garota de cabelo preto explicou.
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O herói experimental: Izuku
AcciónVendido ainda bebê para um cientista, Izuku nunca teve uma infância, sendo treinado desde infância, Izuku queria ser um herói apesar de ser lembrado que seria um assassino, a vida dele foi horrível até os 14 anos, quando ele foge. Izuku ainda não de...
