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Playboy.

Assim que a gente chegou no jacarezinho, Bianca me olhou feio e desconfiada. Eu desci da moto beijando a cabeça dela e fui puxar ela pra entrar na casa da Yara, mas ela colocou as mãos na cintura, se negando a andar.

Bianca: O que tá acontecendo, cara? Tu vai ficar escondendo as coisas de mim?

Playboy: Tu é muito maluca, papo reto. Tô fazendo nada cara, que isso! - Apontei.

Bianca: Quando eu fizer o mesmo com você, não reclame.- Falou saindo de perto de mim.

Senti a raiva bater e olhei pra frente respirando fundo, passei os olhos por ali vendo que tinha umas pessoas subindo o morro e vi que tinha um menor me encarando de longe. Eu encarei ele que não virou a cara por um segundo, fiquei desconfiado do bagulho já é dei as costas, batendo na porta da Yara.

Meu celular tocou, Douglas me mandou a foto do dono daqui e eu nunca tinha visto o cara na minha vida. E ia ser maior corre pra me trombar com ele, mas eu coloquei o celular no bolso e vi a Yara abrir a porta.

Yara: O que você tá fazendo aqui? - Me olhou com maior cara de brava.

Playboy: Vim trocar uma ideia.- Meti serinho, fui entrar mas ela não deixou.

Yara: Você acha que é simples assim? Você mandou meu namorado pro hospital, Playboy.- Falou me olhando.

Playboy: A gente faz o seguinte, tu esquece esse bagulho, que eu esqueço tu querendo pagar de mãe sendo que nunca foi! - Ela negou.

Yara: Nunca deixei de fazer o que eu podia pra vocês.- A Bianca soltou o ar pelo nariz em forma de risada, se afastando da gente e eu olhei de lado.- Tá com algum problema, Bianca?

Bianca: Sinceramente? Vários.- Olhei pra ela, que olhou impaciente pra coroa.- Mas se você acredita, faça dessa a sua verdade e seja feliz, vivendo sem culpa.

Yara: O que me diferencia de você é que eu não passo a mão na cabeça do Playboy.- Joguei a cabeça de lado.

Bianca: Não passa porque não ama o Lucas. E papo reto, nem é questão de passar a mão na cabeça, é entender, é querer ajudar! Mas você nunca vai entender sobre isso porque sempre vai tá ocupada vivendo uma vida da hora longe dos seus filhos, com uma filhinha linda hoje em dia, né?! Com ela você não teve dificuldade, por isso não abandonou. Fácil demais.

Yara: Vai se fuder, garota. Me respeita, filha da puta.- Xingou a Bianca e eu me aproximei dela, encarando ela feio pra caralho.- Qual foi?! Vai me bater por causa dela?

Playboy: Não penso duas vezes se tu continuar falando assim.- Falei sério.

Yara: Sai da minha porta, você e ela. Esquece que eu existo, finge que eu morri, igual o merda do seu pai.- Falou se afastando e bateu a porta na minha cara.

Bianca: Obrigada por me submeter a merda de um estresse desnecessário, Playboy.- Falou batendo o pé e saindo de perto de mim.

Eu respirei fundo e fui até a moto, subi tirando dali e esperei a Bianca subir na garupa, mas ainda subiu na maior marra. Eu olhei de lado vendo que o moleque que tava me olhando, tava falando no raidinho, eu fiquei desconfiado de cara nesse bagulho e sai dali voando na intenção de subir pro baile, quando cheguei lá tava lotado e eu desci com a Bianca, que tava na maior cara feia.

Playboy: Desfaz essa cara, qual foi?! - Bati no braço dela.

Bianca: Você não vai me contar o que tá rolando? Fala sério.- Quase gritou, eu abracei a cabeça dela colocando no meu peito e dei um beijo na cabeça dela.

Playboy: Em casa eu te dou a ideia, só fica namoral.- Falei baixo.

Senti um soco na barriga e me afastei dela que jogou o cabelo me dando as costas, mas me esperou do lado dela. Parei apertando a nuca dela fazendo ela soltar uma risada, mas me olhou com cara de brava, virando o rosto no mesmo segundo. A gente entrou no meio de geral achando um lugar mais tranquilinho ali no meio e fiquei namoral, evitei acender cigarro e ela já tava comprando altas besteiras pra comer.

Bianca: Tô com uma sensação estranha.- Virou na minha frente, se aproximado e eu encarei ela.- Sentindo que tem alguém observando o tempo todo.

Playboy: Deve ser marola da gravidez.- Gastei ela, mas ela não deu um sorrisinho.

Bianca: Se você tá aqui pra fazer merda, pode fazer. Mas longe de mim, volta pra me deixar em casa agora.- Falou no meu ouvido.- Não tô afim de participar de tuas patifarias.

Playboy: Papo reto, mulher, não tô aqui pra fazer nada hoje.- Falei na real mermo.- Só tô afim de observar os bagulhos, não ia te colocar no meio dos meus bagulhos contigo carregando nosso filho.

Bianca: De verdade mesmo, Lucas? - Falou passando a mão no meu peito e eu confirmei.

Playboy: Jaja a gente mete o pé, tô só procurando um moleque.- Abracei ela, dando um beijo no pescoço e ela voltou a comer.

Afastei do rosto dela e voltei a olhar em volta, procurei pra caralho, até nas partes altas e não achei o dono daqui. Já tava ficando bolado e sem paciência quando vi um grupinho de bandido vindo pra perto da gente, desviei o olhar achando que eles vinham tirar alguma satisfação comigo mas eles pararam atrás da gente, e eu já tinha me ligado que tinha algum bagulho estranho por ali.

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