Maite
Depois daquele ocorrido William não voltou mais, e me deixou sob a vigilância de um dos seus capangas.
No outro dia cedo o médico cretino apareceu para me dar alta, nem teve a coragem de olhar em meus olhos. Apenas me passou as orientações de cabeça baixa: Andar de muleta por uma semana para não fazer muito esforço com o pé, se sentir dor tomar dipirona, sempre lavar bem a área com sabão neutro e água.
Assim com a ajuda de Josué seguimos para fora até o carro.
- Logo estará boa novamente. - Comentou o homem depois de um silêncio ensurdecedor.
- É, foi menos pior do que eu imaginava. O pé já nem está tão feio mais.
E foi apenas aquilo, depois não trocamos mais nenhuma palavra.
- E lá vamos nós de novo. - Murmurei quando chegamos na casa de William. Diferente da outra vez, agora por onde eu olhava tinha um segurança diferente.
- Meu Deus, o que está acontecendo? - Perguntei.
- O Senhor Levy chamou novos guardas para poder cuidar melhor de sua pessoa.
- Tudo isso de marmanjos para evitar que eu fuja? - Perguntei rindo.
Ele apenas deu de ombros antes de me ajudar a descer, ele segurou firme em minha cintura para tentar evitar que eu fizesse esforço ao subir as escadas rumo ao meu quarto.
- Tire as mãos Josué, daqui eu conduzo.
E então surgiu o ser que eu menos queria ver naquele momento.
- Qual o problema? Josué me trouxe até aqui, ele pode muito bem terminar de me ajudar.
- Vai tirar as mãos de cima dela agora ou será que terei que cortá-las? - Perguntou ao homem me ignorando completamente.
Ele se afastou de mim tão rápido por medo que quase cai, se não fosse o corrimão...
- Além de tudo é ciumento? Misericórdia viu. - Falei quando Josué já havia sumido de minhas vistas.
- Você é minha noiva, não é bem visto que fiquem pegando assim em você.
- Um casamento de faixada, e ele estava me tocando apenas para me ajudar.
- Não importa.
E antes que eu pudesse me acostumar com sua presença ele passou os braços por debaixo de minhas pernas e me pegou no colo.
- Me coloca no chão, eu posso caminhar, apenas preciso de um apoio! - Falei nervosa.
- Não.
Não. Era apenas aquilo que ele tinha para dizer?
- Nossa, como eu tenho raiva de você. Homem insuportável.
- Mas que diabo, eu devia te deixar subir essa merda de escada se rastejando depois de tudo o que fez, mas veja só estou aqui te carregando no colo como um perfeito idiota e ainda em troca ganho insultos? Seu pai por um acaso não te ensinou a dizer um "obrigado"?
- A sim, claro, como pude ser tão rude? Obrigada Levy por me manter aqui contra minha vontade, me obrigar a casar com você e por ter sido picada por uma cobra por culpa sua.
Eu não vi que tínhamos chego no quarto até ser brutalmente jogada no colchão.
- De nada minha querida, estou as ordens. - Respondeu com um sorriso debochado no rosto. - Ontem a noite pedi para que trouxessem seus pertences, então todas as suas roupas, sapatos, acessórios e tudo mais já se encontram no guarda roupa. Acho que está precisando de um banho também, consegue fazer isso sozinha?
- E se não conseguisse, quem iria me ajudar?
- Eu, é claro.
- Pois então preferiria passar o resto da minha vida sem ver um chuveiro.
- Como quiser. - E então saiu do quarto.
Será que ele tinha feito alguma espécie de aula para aprender como me tirar do sério?
Mas eu realmente precisava urgente me lavar, no hospital apenas haviam me passado um pano úmido para tirar o mais grosso.
E não nego, foi uma vida conseguir ensaboar todas as partes do meu corpo sozinha, mas com muito custo finalmente eu estava limpa novamente.
Segui para minha cama e peguei meu celular para poder me distrair um pouco, estava lotado de notificações, o pessoal assinante do meu site estavam loucos pela falta de conteúdo, alguns inclusive ameaçavam cancelar as inscrições.
- Merda, preciso gravar algum conteúdo ainda hoje. - Murmurei para mim mesma.
Teria que ser algo simples, em que eu não fazia muitos movimentos. Rapidamente tirei minha roupa ficando apenas de lingerie, segui para o notebook e o liguei. Me sentei na cadeira me posicionando bem para a câmera, tomando cuidado com meu pé que ainda estava muito dolorido.
Comecei a fazer uma transmissão ao vivo então. Eu sempre era de conversar um pouco antes, mas eu queria terminar aquilo logo, então já comecei a tirar meu sutiã. Comecei massageando meus seios, apertando, e fazendo as caras e bocas que eles gostavam de ver.
Depois comecei a descer minha mão calmamente até chegar na calcinha, a afastei para o lado e comecei a estimular meu clitóris. Eu era jovem, minha líbido era alta, então mesmo fazendo aquilo a anos eu ainda sentia a mesma excitação e prazer, como se fosse na primeira vez. Com isso, joguei minha cabeça para trás, me dando visão total do momento em que a porta foi aberta e William adentrou o quarto possesso.
- Que merda é essa, Maite?
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O Tutor Mafioso
RomanceUma das regras mais importantes da Máfia é sem dúvidas: A lealdade. E é por esse motivo que fui obrigado pela minha consciência e ética a me tornar tutor da filha de um dos meus irmãos, não é de sangue, mas a Máfia é uma família e isso não se discu...
