Capítulo XLVI

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William

Despertamos com o barulho estrondoso da porta se abrindo, e em seguida todos os envolvidos ainda naquela porcaria entraram, eram em torno de 10 homens.

- Decidimos acabar logo com isso, nossa diversão estava boa, mas chegou a hora de dizer adeus. - Disse Ian, e pensar que ele já fora um dos meus capangas que eu mais confiava.

- Vamos primeiro atirar na cabeça do nossos companheiros Fábio e Josué, depois Levy jogaremos sua mulherzinha nesse chão ainda com vida e cada um de nós irá fode-la, e costumamos ser muito selvagens na cama gostamos de enforcar, espancar, morder... E se ainda assim não for suficiente para matá-la, aí então daremos um tiro bem no meio de suas pernas. E por fim será você, será obrigado a assistir cada um dos seus morrendo, agonizando de dor, gritando de desespero, e só depois daremos um tiro bem no centro do seu coração.

- Mesmo morto eu voltarei para buscar vocês, seus malditos. - Rosnei.

- Vamos fazer um brinde primeiro, amigos?

E então todos concordaram, pegaram o whisky que ficava sob a mesa, serviram uma dose para cada e viraram de uma vez em meio a gritos de felicidade.
O primeiro tiro fora dado, Fábio gemeu de dor com a bala que atingiu seu estômago.

- Não era na cabeça, Ian? - Perguntou um dos caras.

- Era... Mas... Eu estou tonto. - Disse deixando a arma cair e se apoiando na mesa, mas dentro de segundos ele se curvou com uma dor insuportável sangue começou a escorrer de seu nariz antes de cair duro no chão.

- Que merda é essa?

E derrepente começou a cair um atrás do outro, eu não estava entendendo nada, apenas fiquei em silêncio vendo cada um deles morrerem. Reparei que suas bocas estavam de uma cor azulada, só podia ser... Cianeto.
Eu olhei para Maite que sorriu.

- Não é que deu certo? - Disse animada. Enquanto já se levantava.

- Você não estava amarrada? - Perguntei.

- Sim, mas eu sou mestre em desatar nós, querido. - Respondeu já me desamarrando e aos outros.

Fábio não estava nada bem, segui para seu lado e pressionei a ferida em sua barriga para tentar estancar o sangue.

- Aguenta mais um pouco, amigo. Iremos te levar para o hospital.

- Não vai dar... Tempo.

- Tem que dar, porra! Você não pode me deixar não.

- Tá me estranhando? Eu sou macho. - Falou sorrindo fraco.

- Para de brincadeira, estou falando sério.

- Todo grupo tem um azarado, eu fui o azarado da vez... Fazer o que?... Você foi incrível Maite, William tem sorte de ter encontrado uma esposa mil vezes melhor e mais inteligente que ele.

- Sentirei sua falta, Fábio. Você foi um amigo maravilhoso. - Respondeu ela sorrindo e secando uma lágrima que escorreu.

- Josué você foi um ótimo parceiro, a amizade que fizemos durante esses meses foi muito importante para mim.

- Eu nunca tive um amigo de verdade, você foi o primeiro. Nunca esqueceremos de você.

- William... Porra Levy, você é mais do que meu amigo, você é meu irmão e sempre será. Obrigado por cada momento, pelas farras, pelos conselhos, pelas ajudas... Por ter me defendido várias vezes do meu pai quando eu não tive coragem de fazê-lo. Por favor, digam ao pessoal da Ilha que eu gostava demais deles, principalmente as mulheres elas sentirão muita falta do Fábio Jr provavelmente, diga a elas que ele também as adoravam... Acho que está na hora, certeza que isso foi coisa do desgraçado do André... Estou chegando aí pra te fazer companhia no inferno, amigo. - Foi impossível não sorrirmos diante suas brincadeiras, Fábio sempre foi assim, escondia as próprias dores através de brincadeiras e piadas, mas somente eu sabia o quanto ele estava sofrendo por dentro.

- Obrigado por tudo Fábio, eu te amo demais, eu daria minha vida pela sua, tenha certeza disso. Um dia iremos nos encontrar novamente... Vá em paz, irmão.

Ele deu uma leve concordada com a cabeça e seus olhos se fecharam, mas o sorrisinho de sempre continuou em seu lábios.
Nesse momento Josué e Maite estavam abraçados muito emocionados, enquanto eu continuava ali ajoelhado, ainda pressionando seu machucado com os olhos cheios de lágrimas.
Não sei quanto tempo se passou, mas senti braços me envolvendo, era ela.

- Vai ficar tudo bem. - Murmurou.

Eu a abracei de volta e deixei as lágrimas escorrerem, Josué se abaixou e nos abraçou também. Chorei por tudo, pelos dias malditos que passei ali, pela dor física que eu também estava sentindo, mas principalmente pela dor do coração.

"Se é mesmo verdade o que os sábios nos dizem e se existe um lugar que nos acolhe (depois da morte), talvez o amigo que acreditamos extinto tenha apenas nos precedido." - Sêneca.

O Tutor Mafioso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora