William
Ficamos nos EUA por mais 5 dias, somente o tempo de eu conseguir me recuperar um pouco e ter forças para uma viagem de volta a Escócia.
- Tem certeza que não vai voltar com a gente, Josué? - Perguntei, enquanto estávamos todos no aeroporto esperando nosso voo ser anunciado.
- Tenho, depois que fiquei sabendo sobre o AVC que Dorotéia teve e em como seu estado é grave não posso deixá-la, durante todos esses anos ela foi como uma mãe para mim... Decidi também que irei procurar por meu pai, quero conhecê-lo, acho que fui muito duro quando o amaldiçoei por ter fugido, mas nós sabemos como a Máfia era e em como causava medo nos mais duros dos homens... Veja só o estado em que nos deixaram.
- Te desejo muita sorte nessa caminhada.
- Obrigado, Maite. Saiba que independente de qualquer coisa sinto um carinho imenso por você. - Disse a abraçando.
- Quero te pedir desculpas, Josué. Fui muito injusto com você em vários momentos, e se hoje estou aqui foi graças a você que salvou minha vida mais de uma vez. Obrigado por todo apoio, que você consiga encontrar a felicidade. Te admiro demais, meu irmão.
- Obrigado, sentirei saudades de todos vocês. Deem um grande abraço no pessoal da Ilha por mim e no pequeno Duncan.
Foi uma despedida emocionante, nunca era fácil dizer "adeus", mas me agarrei na ideia de que pelo menos ele estava vivo e indo em busca de suas origens.
Quando foi anunciado meu voo e de Maite, demos um último abraço em Josué e seguimos nosso caminho.
Durante o trajeto ela foi cochilando, e eu apenas observando o céu pela janela. Vi uma estrela que brilhou quando já estávamos em terras escocesas, não pude evitar sorrir, devia ser Fábio cuidando de nós até estarmos seguros em Mingulay.
Quando finalmente meus pés tocaram o chão da ilha eu cai de joelhos e chorei, chorei de tristeza pela perca do meu amigo, mas também chorei de alívio e agradecimento, eu havia voltado para casa, para o meu filho. E enquanto estive preso naquele inferno esse momento passava na minha cabeça como um sonho que jamais iria acontecer, mas agora cá estava eu.
Maite se abaixou para me abraçar, e ficamos assim por alguns segundos.
Depois abri a mala e peguei o pequeno pote com as cinzas de Fábio.
- Sem dúvidas esse foi o lugar preferido dele, e aqui ele viverá pela eternidade. - Falei enquanto jogava o pó acinzentado por todo local.
Quando terminei, segurei a mão de Maite e seguimos juntos.
Já era noite então todos estavam dormindo, mas Aiden estava caminhando com o bebê no colo.
Corremos até ele, Perroni já pegou nosso filho no colo e o apertou em seus braços com os olhos cheios de lágrimas.
- Meu menino, que saudades... - Disse o enchendo de beijos.
- Sabia que chegariam hoje, por isso estava aqui os esperando.
- Como sabia? - Perguntei depois que nos abraçamos.
- Apenas senti. E os outros? - Perguntou angustiado.
- Josué ficou nos Estado Unidos, e Fábio...
- Morreu. - Completei já que Maite parecia que não iria conseguir.
- Meu Deus... - Murmurou visivelmente abalado. - Eu sinto muito.
- Sua morte foi vingada, todos que nos feriram foram mortos... Graças a Maite. - Falei lhe dando um beijo no topo da cabeça. - Vamos para nossa casa, amor? - Ela concordou com a cabeça.
Já em casa, colocamos o neném para dormir e seguimos para tomar um rápido banho, tomamos juntos, mas totalmente sem malícia.
E em como todas as outras noites fizemos nosso curativos, já que apesar de melhor ainda estávamos machucados e precisávamos de cuidados.
Estávamos extremamente cansados e esgotados. Assim, dormimos rapidamente, um sono profundo e tranquilo como há tempos não tínhamos.
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O Tutor Mafioso
RomanceUma das regras mais importantes da Máfia é sem dúvidas: A lealdade. E é por esse motivo que fui obrigado pela minha consciência e ética a me tornar tutor da filha de um dos meus irmãos, não é de sangue, mas a Máfia é uma família e isso não se discu...
