William
Eu só acreditei que aquilo era mesmo real quando já havíamos viajado dos Estados Unidos a Escócia com uns documentos que Fábio conseguiu para nós, e agora estávamos em um barquinho rumo a tal Ilha Mingulay.
- 8 libras esterlinas, senhorita. - Disse o velho e Maite lhe entregou o dinheiro.
Por mais que eu tivesse sido contra usar aquele maldito dinheiro, não teve jeito e cá estava eu sendo bancado por uma mulher.
Pior ainda, com ela bancando três marmanjos.
Assim que desembarcamos eu respirei fundo, por onde eu olhava tinha um macho musculoso ruivo sem camisa, que desgraça...
- Maite, minha bela caileag, que bom que chegou bem.
Que diabos era caileag? E por que ele disse minha antes? E por que tinha que ser um cara tão bonito? Aquele pelo menos estava devidamente vestido, mas era perceptível os braços enormes por debaixo da camiseta, tinha um cabelo médio avermelhado levemente encaracolado e grandes olhos verdes com cílios enormes, e boca carnuda...
Inferno! Até eu estava perplexo com tamanha beleza.
- Minha o que? - Perguntei tentando intimidá-lo.
- Caileag, significa menina na língua de vocês.
- Permita-me dizer que Maite agora é casada "comigo". - Falei dando ênfase nessa última palavra. - E como se conhecem?
- Um casamento forçado... - Respondeu ela.
- Como nos conhecermos, bom... Eu era um assinante fiel do site dela, aliás quando pretendo compartilhar novos conteúdos, Mai?
Mai? Ele tinha até apelido para ela, nem eu nunca havia a chamado assim antes. Era o cúmulo mesmo.
- Nem sabia que tinha internet aqui... - Murmurou Josué, visivelmente com ciúmes também.
- Aqui é uma Ilha, não uma colônia do século XVIII. - Respondeu o escocês revirando os olhos.
- Não ligue para eles, Aiden. - Disse Maite envergonhada.
- Não se preocupe caileag, não dou importância. Eu arrumei tudo para sua chegada, ficarão em minha casa. Tenho dois quartos disponíveis, você pode dividir o seu com o seu marido arranjado, e os outros dois podem ficar no outro.
- O que? Não quero dividir o quarto com Josué. - Falou Fábio irritado.
- Se preferir pode ficar dormindo aqui na areia, só tome cuidado com os animais selvagens que costumam sair a noite. - Respondeu Aiden dando de ombro, e eu ri da cara de desgosto que Fábio e Josué fizeram. - Me acompanhem.
Ele saiu na frente e nós o seguimos, durante o curto trajeto ele ia nos apresentando as pessoas, deviam morar ali em torno de umas 30 pessoas, e todos seguiam as mesmas características: Brancos, ruivos, olhos verdes e sardas.
Percebi que da mesma forma que estávamos encantados pela beleza deles, eles também pareciam encantados pela nossa. Afinal, como dizem "a grama do vizinho é sempre mais verde", e tendemos a achar belo aquilo que para nós é exótico.
Até que chegamos no que julguei ser a maior casa daquela ilha.
- Você é algum tipo de líder aqui? - Perguntei.
- Bom... Sim. Eu sou o que sempre os ajuda quando precisam.
Não falei mais nada, e então entramos. Era uma casa que dava para perceber que havia sido construídas por eles mesmo, e apesar de humilde eram bem aconchegante e aparentemente grande com direito a dois andares e tudo.
- Sejam bem vindos, Lucke trabalha aqui para mim, podem pedir a ele tudo o que precisarem. - Disse aprontando para um homem bem magrinho de mais ou menos uns 50 anos que estava parado ali na sala. - Ele os levará até os quartos. Maite minha caileag, espero que mais do que qualquer um aproveite bem sua estadia aqui, e a gravidez como está?
E então os dois saíram empolgados conversando como se fossem amigos a anos, me deixando totalmente perplexo e puto também. Mas com o desgraçado do Lucke nos chamando para ir ver os quartos tive que subir junto com Josué e Fábio.
- Parece que a concorrência aumentou, meu amigo. - Disse Fábio rindo me dando um tapinha nas costas enquanto subíamos as escadas.
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O Tutor Mafioso
RomanceUma das regras mais importantes da Máfia é sem dúvidas: A lealdade. E é por esse motivo que fui obrigado pela minha consciência e ética a me tornar tutor da filha de um dos meus irmãos, não é de sangue, mas a Máfia é uma família e isso não se discu...
