* O livro é fantasia, bastante cenas de sexo, bruxas, sexo, romance, ...
Eu já falei que o livro tem muito sexo?
É a história de uma escritora que sem ideias para um novo livro começa a estudar uma lenda de um gárgula escondido dentro da catedr...
Fui para o curso focada em tentar descobrir onde poderia estar a gárgula, porque, com certeza, ela não estaria em um lugar de fácil visualização. A intervenção do restaurador — Todas as obras artísticas de caráter móvel (pintura, escultura, obras em papel, etc.) estão submetidas a um processo inevitável de deterioração, em razão de causas físicas (umidade, secura ou exposição à luz), biológicas (fungos ou insetos) e humanas (uso, transporte, adaptação a outros contextos, contaminação ou simples abandono). A tarefa de conservação, por parte do técnico encarregado, supõe, em primeiro lugar, encontrar tais causas, fundamentalmente a partir de análises fotográficas e químicas. E, em segundo lugar, aplicar técnicas consideradas mais adequadas para pôr fim à deterioração e, na medida do possível, devolver à obra seu aspecto original. Hoje analisaremos esculturas reais a fim de encontrarmos a razão de sua deterioração. — falou Eugène, enquanto andava pela sala. Fiz meu trabalho durante mais de vinte minutos e, depois, me retirei da sala como se fosse ao toilette. Mas segui na direção contrária à da visita: enquanto ela nos levava para cima, eu tentava descer. Aproveitei que não havia muitas pessoas circulando pela catedral e tentei encontrar alguma escada que me levasse a um porão. Caminhei depressa no sentido oposto à nave e, quando consegui chegar a uma parte não visitável da catedral, dei de cara com Louise. — Eu sabia que iria te encontrar, mais cedo ou mais tarde. — Louise falou com soberba. Naquele momento, fiquei em dúvida entre fingir um desmaio ou demência. Mas, pateticamente, perguntei: — Eu te conheço? Acho que me perdi enquanto procurava o toilette. — Não precisa se fazer de desentendida. Eu sei quem você é: Emma Müller… ou devo dizer Emma Müller de Leroy? Fiquei sem saber se o fato de ela me reconhecer era bom ou ruim. — A senhorita é leitora de romances? — tentei sondar o terreno. — Tenho coisas muito mais importantes a fazer do que perder tempo com esses livrinhos água com açúcar. — respondeu a historiadora, com ar de superioridade. Droga. Ela não era minha fã. — O que está procurando aqui? Veio por causa daquela historinha da lenda dos Leroy? Exatamente quando minha mente estava a mil, o arcebispo entrou onde estávamos e, de maneira delicada, disse que eu não poderia estar ali. Meu Deus… vou para o inferno. Mentindo, expliquei que havia me perdido procurando o toilette, e ele me conduziu até o banheiro. Assim que entrei, fechei a tampa do vaso e respirei fundo. — Será que aquela louca acha que eu quero roubar alguma coisa? — murmurei. Louise fez questão de me vigiar durante toda a aula. Resultado: não descobri nada naquele dia. Tive que me consolar com o diário de Maya em casa. ... A noite no porão — Pierre, meu amigo… ainda bem que amanhã é lua cheia. Tenho tanta coisa para lhe contar. — disse o arcebispo Nicolas de Cluny, olhando para a grande estátua de gárgula feita de mármore branco. ... — Aí o arcebispo chegou na hora e... — Só um momento, só um momento, amor. — Jean interrompeu. Parei de falar imediatamente ao ouvir o noticiário mencionar o tal “Justiceiro de Paris”. Segundo o jornalista, ele atacava em noites de lua cheia, o que estava fazendo os crimes diminuírem nesse período. O repórter exibiu vídeos amadores, mas a qualidade era péssima — quando muito, dava para ver apenas um vulto. — Sabe… isso daria um belo livro. O Justiceiro… — Não querendo menosprezar o título do seu livro, mas acho que a Marvel já tem um personagem com esse nome. — disse meu marido, ainda atento à televisão. — Ah, que droga. O nome é tão bom… — reclamei, franzindo a testa. — Exatamente por isso já pegaram. Apesar de ser escritora e amar um bom romance, o fato de Lohan de Leroy nunca ter feito nada de errado com Maya estava me deixando irritada com a duquesa. Nos meus livros, sempre que um personagem trai seu par, existe um motivo forte por trás. Mas, nesse caso… Pierre ser bonito não era desculpa — Lohan também era. Como Maya pôde trair um homem que tirou sua família da miséria e lhes deu terra para viver, plantar e colher? — Wow… mon Dieu… a verdade é que qualquer página desse diário faria o duque enlouquecer… — murmurei. — Será que Lohan matou Maya? Ansiosa, corri até meu notebook e digitei: “Como morreu a duquesa de Leroy?”