* O livro é fantasia, bastante cenas de sexo, bruxas, sexo, romance, ...
Eu já falei que o livro tem muito sexo?
É a história de uma escritora que sem ideias para um novo livro começa a estudar uma lenda de um gárgula escondido dentro da catedr...
Na mesma noite… Louise digitou uma mensagem rápida. Segundos depois, a porta lateral da catedral se abriu. — Aqui está — disse ela, entregando um maço de dinheiro. O padre pegou o dinheiro com certa hesitação. Era jovem. Bonito até demais para a batina — pele clara, cabelo preto, olhos escuros e profundos. Os lábios, naturalmente vermelhos, contrastavam com a expressão tensa. — E aqui está a chave. Não perca. Foi difícil trazer um chaveiro sem levantar suspeitas. Louise pegou a chave, analisando-a por um segundo. — Muito obrigada, padre… a sua bênção. O sarcasmo era evidente. — Que Deus a abençoe e te guarde, minha filha. Ela soltou um meio sorriso e virou as costas. O padre seguiu em direção ao Santíssimo. Louise… ao porão. O som do salto alto ecoava pela catedral quase vazia. Ao passar pela nave central, fez o sinal da cruz — rápido, automático, quase mecânico — e continuou. Quando chegou à porta, abriu sem hesitar. Desceu as escadas com pressa. Mas, ao alcançar o espaço lá embaixo… Parou. Silêncio. Começou a filmar. Devagar. Meticulosa. Cada canto. Cada detalhe. E então a frustração veio. — Não é possível… Nada. Absolutamente nada de valor. Subiu as escadas irritada, passos duros, sem qualquer reverência desta vez. Foi direto até o Santíssimo. O lugar estava vazio. Exceto por ele. O padre. Ainda ajoelhado. Orando. Louise não pensou duas vezes. Agarrou-o pelo colarinho e o puxou com força. — Você acha que eu sou idiota? Arrastou-o até a parede, pressionando o antebraço contra o pescoço dele. — Não tem nada lá embaixo! O padre se debateu, ofegante. — Eu não sei de nada… eu juro! Eu só fiz a cópia da chave! O arcebispo nunca deixou ninguém descer lá! Louise manteve a pressão por mais alguns segundos. Observando. Avaliando. Então soltou. Deu um passo para trás e ajeitou a batina dele, como se nada tivesse acontecido. — Perdão, padre. Seus olhos percorreram o rosto dele com calma. — Você é bem bonito… tem o quê? Vinte e cinco? — Vinte e quatro… — respondeu, ainda sem ar. Ela sorriu de lado. — Se desistir da batina… me liga. Piscou. E foi embora. Deixando o padre encostado na parede, ainda tentando recuperar o fôlego. Em casa, Louise se jogou na cama. Pegou o celular. E começou a assistir às gravações. Uma vez. Duas. Três. De novo. Até que algo chamou sua atenção. — Espera… Deu zoom. Mais zoom. A imagem perdeu qualidade… mas o detalhe estava lá. Algo no chão. Quebrado. Ela aproximou ainda mais. E então viu. Uma capinha de celular. Personalizada. Com um machado… e uma espada. O sorriso surgiu lentamente. — Te peguei. Os dias passaram. E a obsessão de Louise só aumentava. Ela começou a observar. Esperar. Estudar. Ficava de longe, assistindo à aula de restauração. Mas não prestava atenção no conteúdo. Observava Emma. — Para limpar uma escultura de mármore… — dizia o professor — removam a sujeira solta com um pano limpo. Usem uma escova pequena para áreas de difícil acesso… Louise bocejou, entediada. — O Eugène é bonito… mas insuportável. Esse curso dá sono — murmurou para si mesma. Seus olhos voltaram para Emma. Sempre para Emma. Emma já havia percebido. A capinha do celular. Sumida. E sabia exatamente onde poderia estar. Foi por isso que voltou ao porão. Discreta. Rápida. Mas, no momento em que abriu a porta— Foi empurrada. Louise. Silenciosa como uma sombra. Tomou a chave de sua mão. — Devolve — sussurrei, tentando não chamar atenção. A porta ficou entreaberta. Louise percebeu. E sorriu. — Sua ladra… você roubou a relíquia. — Que relíquia? Você está louca, eu não roubei nada! — Mentirosa. Ela girou a chave entre os dedos. — Mas já que você gosta tanto da sua capinha de celular… Abriu a porta completamente. — Entra lá e pega. Antes que eu pudesse reagir, fui empurrada para dentro. A porta se fechou. O clique da chave ecoou alto demais. — Se quiser sair — disse Louise do outro lado — me liga e me conta onde está a relíquia. Os passos dela se afastaram. E o silêncio voltou. Fiquei parada por alguns segundos. Pensando. Eu podia bater na porta. Gritar. Alguém viria. Mas então… As perguntas. — Como você entrou aqui? — O que estava fazendo? — Quem te deu a chave? Fechei os olhos. Respirei fundo. E me virei lentamente… Para o fundo do porão.
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